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Crônica Aborrecente

O governo tá uma m**** e quem se importa, consumindo mais do que pensando e transformando tudo em adubo organico industrial do mesmo feitio dos gases e tóxicos e tóXicos que seu pai insiste em dizer mesmo quando vc nao é mais um aboRRecente e daí fica aquela mesa bonita de macarrão e molho que sem querer gruda no fundo da panela e você aperta demais a colher ali no fundo e daí explode e esparrama na toalha bonita que mamãe comprou ali na oferta da rua do centro, onde aquelas mulheres pitorecas vendem seus filhos pra comprar tóXicos.

Eu tô mesmo numa bola de ventania intensa e nem as luzes piscando ali no fundo fazem parar o sentido imóvel porque é bem móvel mesmo e daí você quer bater tua cabeça com a parede e fazer estalar aquela massa cerebral toda mole e pingosa que faz bum no Oriente nos homens bomba. E daí me perguntam sobre o Islamismo e eu faço bum!

Enjôo de palavras caóticas e no fundo sem moral alguma, e alguém bota o dedo no teu nariz e te manda calar a boca e abafar seus instintos porque isso faz mal à sociedade capitalista produtiva cabeçal e rendável ao miolo do povo que tem até que uma vidinha razoável indo à feira e comendo direitinho no Mc Donald's de fim de semana.

Vem pra embalar um ritmo tocante nas rádios teen e engole aquele entorpecente e destilado junto e vira tudo pra acabar ali no chão, como diz a música. Fica tudo grudado e numa caca só de gente feia e abusiva do padrão "enjoy" e eu to aqui me reservando prum jantar a dois ou quem sabe aquele cinema que me convidaram mas esqueceram que 20:00 pra mim é 20:00 e não 23:00 daí eu desencano ploft!

Fiquei olhando o desfilar de sombras nos prédios, parece mesmo que todos tão dormindo e alguém que me espera deve tar cochilando naqueles travesseiros bem molencas de boiola que não consegue dormir direito porque fica pensando nos games e últimas novidades do mercado automobilístico.

Na gaveta, umas revistas pra não ficar de fora e na escrivaninha um livro que fala bem de como todo mundo vira pó e no finzinho de suas vidas casadas e afilhadas, tem um aborrecimento absurdo daí eu penso..será que não é melhor jogar tudo pro alto agorinha? Antes que eu vira uma velha rabugenta.

Se bem que ao alcance de vinte anos, tô quase lá hein! E essa é uma crônica ridícula e babosa de uma moçoila com insônia.03:09, posso ir dormir mamãe?

É que eu tô com sono e você não me colocou mais pra dormir e nem contou aquela historinha que muda cada dia a partir da metade do conto, porque a senhora sempre inventa algo bem aí no meiozinho pra ficar diferente e eu me animar com o final disso tudo, mas é só mais uma fábula e acho que a garota mimada aqui não pode mais ouvir histórias pra boi dormir.

Então, tô indo pegar meu uniforme porque amanhã acordo cedo pra ir à escolinha...Ah, esqueci que já passei dessa fase também! Aborrecente...
Samara Abdul
Enviado por Samara Abdul em 21/11/2007
Código do texto: T745596
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Sobre a autora
Samara Abdul
São Paulo - São Paulo - Brasil, 30 anos
17 textos (918 leituras)
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