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Direitos do Consumidor

Direitos do Consumidor

Maria Vitória estava extremamente cansada. Esgotada, sem forças, estava a quarenta e oito horas sem dormir. Seus últimos atos pareciam automatizados. Sentia-se como que flutuando solta no ar. Segunda-feira, nove e tantas da noite, ela tentou entrar num supermercado, mas verificou que já estava fechado. Dirigiu até o shopping mais próximo. Estacionou e foi até a primeira loja de eletrodomésticos que encontrou.

Dirigiu-se a vendedora, que espanava os móveis, na ausência de clientes em seu setor. Maria Vitória indicou-lhe o aparelho para nebulização que desejava comprar. A vendedora explicou que aquele era o último. Na urgência que tinha, ela não pensou duas vezes e resolveu comprá-lo. A vendedora, gentilmente testou o nebulizador. Maria Vitória dirigiu-se a tesouraria para efetuar o pagamento.

A caixa informou-lhe que a transação não tinha sido autorização, pois seu cartão de credito estava com algum problema. Informou-lhe que poderia procurar a vendedora, e entrar em contato com a empresa  de cartões de credito para verificar o que estava acontecendo. Assim ela procedeu. Após telefonar para a administradora de cartão de credito, voltou-se para a vendedora que lhe orientou a voltar  à caixa que lhe havia atendido, e que não precisava entrar na fila. Maria Vitória olhou para a vendedora que ainda acrescentou: - Só não lhe acompanho, pois não posso deixar meu setor. Não tem outro funcionário no momento.

Ao esticar o braço com a ordem de compra, e o cartão de credito para a caixa, ouviu a seguinte frase:  - A senhora não vê que está ferindo o direito dos consumidores que estão nesta fila. Vai chegando e furando a fila, e ainda tem mais tem pessoas idosas aqui esperando. Um homem de mais ou menos trinta e poucos anos foi se aproximando e num tom de voz bem alto continuou falando e gesticulando. Maria Vitória sentiu-se constrangida de ter sido chamada atenção por um consumidor como ela, que não sabia na verdade o que se passava. Apenas respondeu ao homem: - Veja bem, se estou aqui é porque fui orientada pela vendedora que me atendeu, que eu deveria passar a frente de vocês, se não gostou dirija-se a gerência da loja. O homem não gostou da resposta e continuou a bradar em alta voz, que tinha sido ferido no seu direito de consumidor, etc. Enquanto isso, a fila aumentava, o gerente apareceu, o funcionário que trabalhava na entrega dos produtos comprados, o segurança, todos foram acionados. Estava armado o barraco. Não contente com a explicação da gerencia, o homem continuou gritando, Maria Vitória, pagou e dirigiu-se ao lado para apanhar sua mercadoria. E o homem continuou gritando, resmungando, atiçando as outras pessoas que estavam na fila para reclamar com a gerência. O gerente, o segurança, e alguns vendedores tentaram acalmar o ânimo do homem que estava umafcnh era,  só faltava espumar.
Era final de expediente e dava para notar que ninguém estava a fim de levar a frente o pequeno incidente. O homem insistia em uma de suas tacadas, disse que iria até a delegacia. Maria Vitória apenas respondeu-lhe: Eu não tenho tempo, nem disposição para ir a uma delegacia, mas se você tem, procure alguém para brigar de verdade. Resolveu insistir, só porque sou uma senhora, mulher. Olhe bem para mim, sou mulher, mas tenho força no braço, se continuar enchendo minha paciência vou te dar dois murros para calar tua boca. Já fui constrangida demais para ficar calada e tem outra coisa, seu moleque mal educado, vai gritar com quem quiser, comigo não. O homem calou-se, seu rosto ficou vermelho, engoliu em seco, e não respondeu. Maria Vitória, saiu com o aparelho em uma das mãos, enquanto com a outra dobrava o braço, mostrando para ele em sinal de força, como se estivesse disposta a encara-lo.

Foi embora, ao sair da loja ouviu os murmúrios dos comentários.

Dias depois em uma de nossas conversas ela me contou o ocorrido. É fato, que o consumidor brasileiro, hoje tem muito mais consciência e informação sobre seus direitos.

Não posso tomar partido de Maria Vitória em particular, nem do homem que se sentiu ferido em seu direito de consumidor. Maria Vitória fez o que lhe tinha sido informado pela vendedora, e o homem agiu segundo seu pensamento de que a consumidora tinha furado a fila. E partiu para a denuncia e providências para penalizar a culpada. ´

Ninguém assumiu o erro da vendedora de não ter acompanhado Maria Vitória até a caixa, e também a gerencia não se manifestou satisfatoriamente para informar ao senhor o que estava ocorrendo e tentar findar a confusão que estava implantada. Ganhou a loja de eletrodomésticos que efetuou suas vendas, recebeu os pagamentos e seus funcionáiros iriam para suas casas, após um dia estafante e cansativo.

E os direitos do consumidor? Será que antes de gritar, invocando um direito, o homem não poderia ter conversado com Maria Vitória? Não deveria ter procurado a gerencia e ter feito sua reclamação imediatamente sem procurar estabelecer a confusão? Deveria Maria Vitória ter esperado no fim da fila, até chegar a  sua vez? como queria o homem que não agüentava esperar. A loja de eletrodomésticos, muito conhecida e famosa por suas mega promoções não teria funcionários suficientes para atender a todos a contento?

Vivemos dias agitados, difíceis, violentos. A paciência, a educação, e o bom-senso, estão desaparecendo da rotina de certas pessoas. Que acham que podem resolver no grito, tudo o que se apresenta em seu caminho como obstáculo. A consciência da famosa lei de “levar vantagem” afeta profundamente o ego  delas, que agem como se fossem ser diminuídas por uma coisa ou outra. O ser humano parece muitas vezes esvaziado de boa-vontade, e um pouco de paz dentro de si.

Direitos do Consumidor, direitos humanos, são tantos direitos que são cobrados, questionados, pedidos, abocanhados, lesados, furtados, abordados, e os deveres? Engraçado, os deveres deveriam também ser evidenciados, principalmente quando se está em conjunto com outros cidadãos que detêm os mesmos direitos que nós, inclusive o respeito a pessoa humana, o dever que se aprende em casa, na infância, não levantar a voz, e respeitar o próximo que está ao seu lado?

E nesse modismo de gritar aos quatro cantos, alegando todos os seus direitos de consumidor, ele vai sendo enganado e enganando a si mesmo, pois nem sabe sobre o que está falando. Assim muitos cidadãos do bem, saem proclamando em bom tom e alta voz, seus princípios, direitos, esquecendo-se que também têm que zelar por seus deveres de cidadão e que sua liberdade, termina onde não começa a invadir o espaço do outro.














Direitos do Consumidor

Maria Vitória estava extremamente cansada. Esgotada, sem forças, estava a quarenta e oito horas sem dormir. Seus últimos atos pareciam automatizados. Sentia-se como que flutuando solta no ar. Segunda-feira, nove e tantas da noite, ela tentou entrar num supermercado, mas verificou que já estava fechado. Dirigiu até o shopping mais próximo. Estacionou e foi até a primeira loja de eletrodomésticos que encontrou.

Dirigiu-se a vendedora, que espanava os móveis, na ausência de clientes em seu setor. Maria Vitória indicou-lhe o aparelho para nebulização que desejava comprar. A vendedora explicou que aquele era o último. Na urgência que tinha, ela não pensou duas vezes e resolveu comprá-lo. A vendedora, gentilmente testou o nebulizador. Maria Vitória dirigiu-se a tesouraria para efetuar o pagamento.

A caixa informou-lhe que a transação não tinha sido autorização, pois seu cartão de credito estava com algum problema. Informou-lhe que poderia procurar a vendedora, e entrar em contato com a empresa  de cartões de credito para verificar o que estava acontecendo. Assim ela procedeu. Após telefonar para a administradora de cartão de credito, voltou-se para a vendedora que lhe orientou a voltar  à caixa que lhe havia atendido, e que não precisava entrar na fila. Maria Vitória olhou para a vendedora que ainda acrescentou: - Só não lhe acompanho, pois não posso deixar meu setor. Não tem outro funcionário no momento.

Ao esticar o braço com a ordem de compra, e o cartão de credito para a caixa, ouviu a seguinte frase:  - A senhora não vê que está ferindo o direito dos consumidores que estão nesta fila. Vai chegando e furando a fila, e ainda tem mais tem pessoas idosas aqui esperando. Um homem de mais ou menos trinta e poucos anos foi se aproximando e num tom de voz bem alto continuou falando e gesticulando. Maria Vitória sentiu-se constrangida de ter sido chamada atenção por um consumidor como ela, que não sabia na verdade o que se passava. Apenas respondeu ao homem: - Veja bem, se estou aqui é porque fui orientada pela vendedora que me atendeu, que eu deveria passar a frente de vocês, se não gostou dirija-se a gerência da loja. O homem não gostou da resposta e continuou a bradar em alta voz, que tinha sido ferido no seu direito de consumidor, etc. Enquanto isso, a fila aumentava, o gerente apareceu, o funcionário que trabalhava na entrega dos produtos comprados, o segurança, todos foram acionados. Estava armado o barraco. Não contente com a explicação da gerencia, o homem continuou gritando, Maria Vitória, pagou e dirigiu-se ao lado para apanhar sua mercadoria. E o homem continuou gritando, resmungando, atiçando as outras pessoas que estavam na fila para reclamar com a gerência. O gerente, o segurança, e alguns vendedores tentaram acalmar o ânimo do homem que estava umafcnh era,  só faltava espumar.
Era final de expediente e dava para notar que ninguém estava a fim de levar a frente o pequeno incidente. O homem insistia em uma de suas tacadas, disse que iria até a delegacia. Maria Vitória apenas respondeu-lhe: Eu não tenho tempo, nem disposição para ir a uma delegacia, mas se você tem, procure alguém para brigar de verdade. Resolveu insistir, só porque sou uma senhora, mulher. Olhe bem para mim, sou mulher, mas tenho força no braço, se continuar enchendo minha paciência vou te dar dois murros para calar tua boca. Já fui constrangida demais para ficar calada e tem outra coisa, seu moleque mal educado, vai gritar com quem quiser, comigo não. O homem calou-se, seu rosto ficou vermelho, engoliu em seco, e não respondeu. Maria Vitória, saiu com o aparelho em uma das mãos, enquanto com a outra dobrava o braço, mostrando para ele em sinal de força, como se estivesse disposta a encara-lo.

Foi embora, ao sair da loja ouviu os murmúrios dos comentários.

Dias depois em uma de nossas conversas ela me contou o ocorrido. É fato, que o consumidor brasileiro, hoje tem muito mais consciência e informação sobre seus direitos.

Não posso tomar partido de Maria Vitória em particular, nem do homem que se sentiu ferido em seu direito de consumidor. Maria Vitória fez o que lhe tinha sido informado pela vendedora, e o homem agiu segundo seu pensamento de que a consumidora tinha furado a fila. E partiu para a denuncia e providências para penalizar a culpada. ´

Ninguém assumiu o erro da vendedora de não ter acompanhado Maria Vitória até a caixa, e também a gerencia não se manifestou satisfatoriamente para informar ao senhor o que estava ocorrendo e tentar findar a confusão que estava implantada. Ganhou a loja de eletrodomésticos que efetuou suas vendas, recebeu os pagamentos e seus funcionáiros iriam para suas casas, após um dia estafante e cansativo.

E os direitos do consumidor? Será que antes de gritar, invocando um direito, o homem não poderia ter conversado com Maria Vitória? Não deveria ter procurado a gerencia e ter feito sua reclamação imediatamente sem procurar estabelecer a confusão? Deveria Maria Vitória ter esperado no fim da fila, até chegar a  sua vez? como queria o homem que não agüentava esperar. A loja de eletrodomésticos, muito conhecida e famosa por suas mega promoções não teria funcionários suficientes para atender a todos a contento?

Vivemos dias agitados, difíceis, violentos. A paciência, a educação, e o bom-senso, estão desaparecendo da rotina de certas pessoas. Que acham que podem resolver no grito, tudo o que se apresenta em seu caminho como obstáculo. A consciência da famosa lei de “levar vantagem” afeta profundamente o ego  delas, que agem como se fossem ser diminuídas por uma coisa ou outra. O ser humano parece muitas vezes esvaziado de boa-vontade, e um pouco de paz dentro de si.

Direitos do Consumidor, direitos humanos, são tantos direitos que são cobrados, questionados, pedidos, abocanhados, lesados, furtados, abordados, e os deveres? Engraçado, os deveres deveriam também ser evidenciados, principalmente quando se está em conjunto com outros cidadãos que detêm os mesmos direitos que nós, inclusive o respeito a pessoa humana, o dever que se aprende em casa, na infância, não levantar a voz, e respeitar o próximo que está ao seu lado?

E nesse modismo de gritar aos quatro cantos, alegando todos os seus direitos de consumidor, ele vai sendo enganado e enganando a si mesmo, pois nem sabe sobre o que está falando. Assim muitos cidadãos do bem, saem proclamando em bom tom e alta voz, seus princípios, direitos, esquecendo-se que também têm que zelar por seus deveres de cidadão e que sua liberdade, termina onde não começa a invadir o espaço do outro.



























Direitos do Consumidor

Maria Vitória estava extremamente cansada. Esgotada, sem forças, estava a quarenta e oito horas sem dormir. Seus últimos atos pareciam automatizados. Sentia-se como que flutuando solta no ar. Segunda-feira, nove e tantas da noite, ela tentou entrar num supermercado, mas verificou que já estava fechado. Dirigiu até o shopping mais próximo. Estacionou e foi até a primeira loja de eletrodomésticos que encontrou.

Dirigiu-se a vendedora, que espanava os móveis, na ausência de clientes em seu setor. Maria Vitória indicou-lhe o aparelho para nebulização que desejava comprar. A vendedora explicou que aquele era o último. Na urgência que tinha, ela não pensou duas vezes e resolveu comprá-lo. A vendedora, gentilmente testou o nebulizador. Maria Vitória dirigiu-se a tesouraria para efetuar o pagamento.

A caixa informou-lhe que a transação não tinha sido autorização, pois seu cartão de credito estava com algum problema. Informou-lhe que poderia procurar a vendedora, e entrar em contato com a empresa  de cartões de credito para verificar o que estava acontecendo. Assim ela procedeu. Após telefonar para a administradora de cartão de credito, voltou-se para a vendedora que lhe orientou a voltar  à caixa que lhe havia atendido, e que não precisava entrar na fila. Maria Vitória olhou para a vendedora que ainda acrescentou: - Só não lhe acompanho, pois não posso deixar meu setor. Não tem outro funcionário no momento.

Ao esticar o braço com a ordem de compra, e o cartão de credito para a caixa, ouviu a seguinte frase:  - A senhora não vê que está ferindo o direito dos consumidores que estão nesta fila. Vai chegando e furando a fila, e ainda tem mais tem pessoas idosas aqui esperando. Um homem de mais ou menos trinta e poucos anos foi se aproximando e num tom de voz bem alto continuou falando e gesticulando. Maria Vitória sentiu-se constrangida de ter sido chamada atenção por um consumidor como ela, que não sabia na verdade o que se passava. Apenas respondeu ao homem: - Veja bem, se estou aqui é porque fui orientada pela vendedora que me atendeu, que eu deveria passar a frente de vocês, se não gostou dirija-se a gerência da loja. O homem não gostou da resposta e continuou a bradar em alta voz, que tinha sido ferido no seu direito de consumidor, etc. Enquanto isso, a fila aumentava, o gerente apareceu, o funcionário que trabalhava na entrega dos produtos comprados, o segurança, todos foram acionados. Estava armado o barraco. Não contente com a explicação da gerencia, o homem continuou gritando, Maria Vitória, pagou e dirigiu-se ao lado para apanhar sua mercadoria. E o homem continuou gritando, resmungando, atiçando as outras pessoas que estavam na fila para reclamar com a gerência. O gerente, o segurança, e alguns vendedores tentaram acalmar o ânimo do homem que estava umafcnh era,  só faltava espumar.
Era final de expediente e dava para notar que ninguém estava a fim de levar a frente o pequeno incidente. O homem insistia em uma de suas tacadas, disse que iria até a delegacia. Maria Vitória apenas respondeu-lhe: Eu não tenho tempo, nem disposição para ir a uma delegacia, mas se você tem, procure alguém para brigar de verdade. Resolveu insistir, só porque sou uma senhora, mulher. Olhe bem para mim, sou mulher, mas tenho força no braço, se continuar enchendo minha paciência vou te dar dois murros para calar tua boca. Já fui constrangida demais para ficar calada e tem outra coisa, seu moleque mal educado, vai gritar com quem quiser, comigo não. O homem calou-se, seu rosto ficou vermelho, engoliu em seco, e não respondeu. Maria Vitória, saiu com o aparelho em uma das mãos, enquanto com a outra dobrava o braço, mostrando para ele em sinal de força, como se estivesse disposta a encara-lo.

Foi embora, ao sair da loja ouviu os murmúrios dos comentários.

Dias depois em uma de nossas conversas ela me contou o ocorrido. É fato, que o consumidor brasileiro, hoje tem muito mais consciência e informação sobre seus direitos.

Não posso tomar partido de Maria Vitória em particular, nem do homem que se sentiu ferido em seu direito de consumidor. Maria Vitória fez o que lhe tinha sido informado pela vendedora, e o homem agiu segundo seu pensamento de que a consumidora tinha furado a fila. E partiu para a denuncia e providências para penalizar a culpada. ´

Ninguém assumiu o erro da vendedora de não ter acompanhado Maria Vitória até a caixa, e também a gerencia não se manifestou satisfatoriamente para informar ao senhor o que estava ocorrendo e tentar findar a confusão que estava implantada. Ganhou a loja de eletrodomésticos que efetuou suas vendas, recebeu os pagamentos e seus funcionáiros iriam para suas casas, após um dia estafante e cansativo.

E os direitos do consumidor? Será que antes de gritar, invocando um direito, o homem não poderia ter conversado com Maria Vitória? Não deveria ter procurado a gerencia e ter feito sua reclamação imediatamente sem procurar estabelecer a confusão? Deveria Maria Vitória ter esperado no fim da fila, até chegar a  sua vez? como queria o homem que não agüentava esperar. A loja de eletrodomésticos, muito conhecida e famosa por suas mega promoções não teria funcionários suficientes para atender a todos a contento?

Vivemos dias agitados, difíceis, violentos. A paciência, a educação, e o bom-senso, estão desaparecendo da rotina de certas pessoas. Que acham que podem resolver no grito, tudo o que se apresenta em seu caminho como obstáculo. A consciência da famosa lei de “levar vantagem” afeta profundamente o ego  delas, que agem como se fossem ser diminuídas por uma coisa ou outra. O ser humano parece muitas vezes esvaziado de boa-vontade, e um pouco de paz dentro de si.

Direitos do Consumidor, direitos humanos, são tantos direitos que são cobrados, questionados, pedidos, abocanhados, lesados, furtados, abordados, e os deveres? Engraçado, os deveres deveriam também ser evidenciados, principalmente quando se está em conjunto com outros cidadãos que detêm os mesmos direitos que nós, inclusive o respeito a pessoa humana, o dever que se aprende em casa, na infância, não levantar a voz, e respeitar o próximo que está ao seu lado?

E nesse modismo de gritar aos quatro cantos, alegando todos os seus direitos de consumidor, ele vai sendo enganado e enganando a si mesmo, pois nem sabe sobre o que está falando. Assim muitos cidadãos do bem, saem proclamando em bom tom e alta voz, seus princípios, direitos, esquecendo-se que também têm que zelar por seus deveres de cidadão e que sua liberdade, termina onde não começa a invadir o espaço do outro.

































Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 23/11/2007
Código do texto: T749762

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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