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BRASIL...Berço Explêndido!

Desde priscas eras, um Ser enorme se revolta em seu leito inserido na abundância das mais variadas espécies, dentre elas: Às pedras preciosas, minerais atômicos e diversos, com maior destaque para o petróleo, ferro, água aos borbotões, florestas imensas, um verdadeiro vergel onde “se plantando tudo dá!”, principalmente a soja, milho, feijão, algodão e uma infinidade de outros produtos de subsistência e uso pessoal, em razão da sua formação continental e das condições climáticas definidas e distribuídas eqüitativamente em seus ciclos anuais.
Na derme do Ente adormecido transcorrem os ares montanhosos mesclados aos frios dos “pampas” e temperado pela canícula do nordeste e os alagadiços do seu “leito esplêndido” em sua parte mais central. O seu corpo quedado no leito tem o formato de uma enorme interrogação, com os pés colocados logo acima da Antártida, os seus ombros se apóiam, à sua esquerda, no oceano atlântico e, do lado oposto, nas nascentes de sua “veia” maior denominada Amazônia ocidental e cordilheira dos Andes, a parte central do seu corpo tem a forma de um grande funil delimitado pelo mesmo oceano e pelos países andinos. Ele já teve vários nomes, no princípio foi até chamado de ilha, atualmente, é conhecido no mundo todo pelo nome de... Brasil!
É o celeiro do mundo futuro, a sua caixa d’água potável e o maior fornecedor do oxigênio, tão necessário à vida humana!
É um pais de miscigenação das mais variadas, com um aceite praticamente total de cada célula inter-racial que fica compondo e recompondo amigavelmente com a próxima sem nenhuma desavença de maior monta, essa mistura de raças nos leva ao bom entendimento, com cada um respeitando o outro e se fazendo respeitar sem a necessidade de confrontos maiores ou discriminação patente ou latente e, à cada união com um tipo gentílico diferente, surge um novo brasileiro que não dá nenhuma importância de qual raça ou caldeamento veio ao mundo, o que, na verdade, o interessa são os seus dois genitores, um deles o que o gerou e, o outro... o Brasil!
Na maioria dos outros países não é possível o plantio de cereais e análogos durante o ano todo, todavia, no “meu” Brasil, isso se dá corriqueiramente em razão da dádiva das nossas estações que nos presenteiam com climas adequados, delimitados trimestralmente e... Amenos!
A não ser pela televisão, jornais, filmes ou viagens ao estrangeiro, a maioria esmagadora de todos nós nunca viu um tornado, terremoto, deserto totalmente árido, vulcão, geleiras, geadas, neve, furacão, canícula ou frio intenso, areais movediças, fome angustiante, endemias localizadas e crônicas ou epidemias generalizadas, etc.
Às nossas noites quase sempre estão iluminadas pelas estrelas e pela nossa amada lua, pedaço da terra desprendida do “triângulo das Bermudas” (imagino) e cenário de nostálgicas serenatas, mormente em Diamantina na cabeceira do rio Jequitinhonha. Durante o dia temos um sol amarelo quase ouro que passeia sobre as nossas cabeças, cobertas ou não, sem nos causar insolação é como se estivesse a nos observar em sua trajetória no éter com a sua “parábola de vida” da aurora ao vespertino, o sol nos presenteia com às suas benesses servindo igualitariamente ao ser humano, flora e fauna e mantendo a nossa vida até o fim do nosso ciclo sob à sua batuta parabólica, calorífica e...dadivosa!
O Brasil é um paraíso!...Seria o Éden?
Certa feita, diz o anedotário popular, os anjos, reunidos com Maria, perguntaram a Ela por qual razão Deus fizera um país tão dadivoso e cheio de belezas naturais e rios; prontamente, a Madona respondeu-lhes: Se observarem bem, vocês vão notar o “povinho” que lá foi colocado por Deus!
Sem querer discordar totalmente da crendice, folclore e anedotário popular, porém, também me recusando a acreditar em tudo que me chega aos ouvidos, devo esclarecer que nunca o nosso Criador iria chamar aos seus filhos de “povinho” no sentido pejorativo do vocábulo em lide, o mesmo ocorrendo com a doce Maria nossa mãe e advogada junto ao filho.
No entanto...
Com a “globalização” da notícia, principalmente a que gira em torno da segurança do público em geral, estamos vendo, ouvido e sentindo um acirramento da violência, em todas às suas formas degenerativas e hediondas, grassando a humanidade e, em particular... O Brasil!
Estou começando a acreditar que o termo “povinho” foi, há muito, ultrapassado estando quase chegando ao vocábulo de irracional, apesar de cada um de nós sermos possuidor de uma alma ou espírito, entretanto, o nosso corpo carcereiro manda e desmanda em nossos atos infames em defesa de interesses mesquinhos e ambiciosos em desfavor do nosso companheiro de jornada pelas estradas da vida, contudo, os justos ainda estão conseguindo não permitir a total argamassa do Mal imperando livremente, seja em razão dos bons exemplos, seja praticando o saneamento ao seu derredor.
Dia virá em que, sob o sol, o “Bem” expandirá às suas luzes indefectíveis e sujeitará às trevas do “Mal” aos seus ditames ilibados e exemplares e, esse dia está chegando às nossas portas!
(aa.) S.A.Baracho.
conanbaracho@uol.com.br
Fone: (31) 3846-6567
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Enviado por Sebastião Antônio Baracho Baracho em 26/11/2007
Código do texto: T753655
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Sobre o autor
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 80 anos
421 textos (19881 leituras)
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Sebastião Antônio Baracho Baracho