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  TER OU NÃO TER ARMA DE FOGO: EIS A QUESTÃO!

 

    “O dedo puxa o gatilho, mas o gatilho

         pode estar puxando o dedo”

                       (Leonardo Berkowitz)

 

   Muitos não se recordam, e outros nem sabem a respeito do referendo ocorrido no Brasil no dia 23 de outubro de 2005, sobre a questão de liberar ou não o uso de armas de fogo e munições, o qual não aprovou o Artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826 de 22 de dezembro de 2003). E no devido artigo encontra-se escrito: “é proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6 desta Lei” (art. 35).

   Bom, antes de qualquer coisa quero deixar claro que não tenho a intenção de querer influenciar ninguém a respeito da questão do porte de armas de fogo. Digo isto devido ao fato que ainda paira no país esta "conversa", sobretudo em função de um determinado nome na política atual, mais precisamente do Presidente da República, o Sr. Jair Messias Bolsonaro. Já que o uso de armas é algo que ele propõe em sua campanha eleitoral, como também em sua gestão.

   O propósito deste meu texto não se firmou em identificações políticas. A minha intenção aqui foi outra.

   E assim, convido o leitor a me acompanhar neste “bate-papo”. Não quis me prender a regras ortográficas, onde me dei  ao direito de escrever com liberdade, ao que, às vezes usei de versos, embora na maior parte foi em forma de prosa. Ficarmos entendidos? Então, vamos lá...

 

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   UMA PEQUENA REFLEXÃO

 

Porte de armas!

As perguntas são:

* Você sabe usar uma arma de fogo (revólver, pistola automática, espingarda, etc.)?

Não digo o dedo a puxar o gatilho, mas a cabeça em pensar [em devidos momentos]?

 

Em outras palavras:

* Você tem controle emocional?

* Consegue “guiar a sua raiva” na hora d'uma ofensa recebida?

* Como você lida com as adversidade e insultos provocados por alguém?

* O que te deixa irritado para que te leve à condição da agressividade física?

 

 Uma pergunta um tanto indiscreta, a qual lhe convido a respondê-la somente para ti:

* Você já teve vontade de matar alguém?

Se a resposta for “sim”, por quê? Qual foi o motivo?

 

   Pois bem, caso fizesse um novo referendo a respeito do uso (ou proibição) de armas de fogo será que teria o mesmo resultado de 2005? Acredito que não, já que muitos são simpatizantes ao Presidente da República, sobretudo em função do carisma o qual ele exerce em muitos. Isto sem mencionar àqueles que não lhes são simpatizantes, mas apoiam o uso das armas.

 

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   "MAS, EM ISRAEL AS PESSOAS ANDAM ARMADAS..."

 

   E então! Você acha que o uso de porte de armas pelo cidadão brasileiro irá dar um fim ou, pelo menos, diminuir a questão da criminalidade aqui?

 

   - Minha filha, se você for sair hoje não esquece de levar o fuzil, e confere se ele está carregado. – Instrui sua mãe a ela.

   E neste instante, então alguém me diz:

   - Em Israel é comum vermos pessoas andarem armadas, e, diga-se de passagem, com armamento pesado.

   Ao que lhe responderei:

   - Meu amigo, você quer realmente comparar o Brasil com Israel?

 

   Definitivamente eu penso que tal comparação é, no mínimo, infeliz, considerando as diferenças de posturas em praticamente tudo no que diz respeito aos dois países – Brasil e Israel. A começar pelo Código Penal de cada um. Isto sem mencionar o tamanho geográfico, pelo que, sem dúvida alguma, é mais fácil governar uma nação menor (em termos de tamanho) do que uma de enorme proporção geográfica e com uma diversidade de problemas em âmbitos regionais. Principalmente se levar em conta quando o Poder Executivo prefere ser “centralizado”.

   E o que não falar da questão da “educação” dos dois países? E sabendo também que o “inconsciente coletivo” em Israel é totalmente diferente no que o qual se impera no Brasil. As próprias crianças desde cedo já aprendem a usar uma arma!

   Bem, trata-se, sem dúvida alguma, d'um tema delicado. Ah! Você sabia que em Israel o serviço militar é obrigatório também para as mulheres?

 

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  A TRISTE QUESTÃO DA SEGURANÇA E CRIMINALIDADE NO BRASIL

 

   É comum vermos no Brasil alguém cometer um grave delito e ser dito nos jornais que tal indivíduo possui uma extensa ficha criminal em função do mesmo crime (ou transgressão), o que é um “tapa na cara” do cidadão de bem. É isso mesmo: a pessoa deu provas de que não mudou de conduta, e, portanto, não se arrependeu, pelo que sempre repete o devido ato. Seria em razão de que as penas aqui são brandas? Quem sabe?!

   E quanto à questão da “corrupção” a se infiltrar tanto dentro da Polícia quanto nos órgãos da Justiça e poderes públicos? Vejamos bem: Continuamente é noticiado que determinados nomes tais como: policiais, delegados, e até advogados e magistrados se envolvendo em ações criminosas, defendendo bandidos (e, portanto, a se tornar também um deles), sendo-lhes com eles coniventes, acobertando os seus crimes, aceitando subornos, criando organizações criminosas, etc.

   Bom, não sou ingênuo a ponto de achar que em Israel a sua Justiça é perfeita. Mas a verdade é que aqui “tá uma coisa indecente", isto mesmo, meu amigo: aqui "tá demais”, onde talvez o bandido brasileiro venha mesmo a dizer com grande deboche: “no Brasil, "mermão", o crime compensa!”.

   Bom, deixo aqui uma pergunta ao leitor: Não seria melhor criar um novo Código Penal no país, mas desde que viesse a aplicar penas mais duras ao infrator e, sobretudo, ao criminoso, e não tanto em se preocupar em querer colocar uma arma na mão do cidadão, que, na maioria das vezes, nem sabe usá-las?

 

   VOLTANDO A UMA PERGUNTA

 

   * Como você lida com as suas emoções negativas, como por exemplo, a raiva? E então, você é do tipo daqueles que não levam desaforo p’ra casa?

 

CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ

 

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   OBSERVEMOS ESTES CASOS:

 

   * Recentemente em Belo Horizonte um delegado da Polícia Civil atirou e matou um motorista de caminhão, em função de uma discussão de trânsito. O motivo se deu por que ele alegou ter sido “fechado” pelo condutor do caminhão. Nota: o mesmo delegado já esteve condenado (em outra ocasião) por atirar em via pública, o qual lhe resultou uma pena de 3 anos de prisão, porém convertida a serviços prestados à comunidade. Ou seja: ficou barato para ele!

   * Neste mesmo ano, no Paraná, um agente penal matou um cidadão (na festa de seu aniversário) a tiros por pura motivação política e partidária.

   * Outro fato que foi notícia no Brasil e no mundo se deu pela morte do campeão de jiu-jitsu, Leandro Lo, o qual foi baleado na cabeça por um policial militar de folga, após uma discursão entre os dois.

   * E outro crime aconteceu há pouco tempo, desta vez no interior de Minas, mais precisamente num presídio a que fica na cidade de Manhuaçu, onde um policial penal matou a tiros dois detentos. O então policial afirmou ter feito a execução por motivo de “fazer justiça”, já que, segundo ele, se tratava de dois estupradores. Bom, não morro de amores por nenhum estuprador, mas “as coisas” não se resolvem desta forma.

   Meu Deus! Parece até que estou transmitindo o programa da Band "Brasil Urgente", do apresentador José Luís Datena!

   Aproveito aqui para lembrar as palavras de uma amiga minha, a qual trabalha como agente penitenciária em um presídio também de Minas, em que ela certo dia me disse, acredito em tom de confissão:

   - Não sei o que me aconteceu lá no presídio por estes dias. De repente me veio uma vontade doida de matar um bandido, e eu tive que me segurar ao máximo para não fazer uma bobagem.

   Ao que eu a perguntei:

   - Lá [no presídio] vocês não contam com um serviço de psicólogos para atender os que [nele] trabalham?

   E vejam o que ela me respondeu:

   - Tem um psicólogo, sim. Só que ele trabalha só com os detentos, não com o agentes.

   Sem comentários!....

 

   Vejamos bem:

   Como vocês viram, é preciso, sem dúvida alguma, primeiro ter uma “cabeça equilibrada” antes de colocar uma arma na mão. E mesmo assim rezando muito e entendendo aquelas palavras da oração: “não nos deixeis cair em tentação”. Digo isto porque os exemplos acima citados mostraram que por qualquer coisa pode fazer uma pessoa apertar o gatilho de uma arma contra outro: desde uma fechada no trânsito, passando pela “paixão ou identificação ideológica” por partidos políticos, bandeiras, ou alguém a querer “dar uma de juiz” e “executar” sua sentença executando literalmente um criminoso à queima roupa, etc.

   E, só “tomando carona no assunto”, parece que está virando moda hoje matar motivado por ideologias políticas, já que é o terceiro caso deste tipo de homicídio noticiado nos atuais tempos.

   Então! Nos exemplos que eu coloquei, não sei se perceberam, foram de pessoas as quais possuiam licença de porte de armas (e que sabiam muito bem manejá-las). Aquelas mesmas pessoas amparadas pela Lei, e que deveriam mais que qualquer um proteger a população (e não em atacá-la).

 

   ALGUNS MOTIVOS "INTERESSANTES" DE QUEM COSTUMA USAR ARMAS DE FOGO:

 

   * Brigas de trânsito

   * Som alto (barulho de festas na casa do vizinho)

   * Ciúmes (crimes passionais)

   * Invejas

   * Rompimentos de relações entre casais

   * Desavenças por causa de herança e divisões de bens

   * Discursões em família

   * Revides em função de uma ofensa (vinganças)

   * Desafetos

   * Indignações

   * Brigas entre torcidas de futebol

   * Brigas por identificações ideológicas e partidárias

   E por aí vai...

   Não procurei aqui definir o que são homicídios por impulsos ou por "motivos fúteis". Como também não quis distinguir o que são crimes ocorridos por "motivos fúteis" com crimes agidos por "motivos torpes". Embora a verdade é que não há como não se espantar diante os noticiários de tantos homicídios gerados por motivos banais e insignificantes.

 

   DANDO SEQUÊNCIA AO ASSUNTO

 

   E agora eu tenho certeza de que alguém irá jogar na minha cara:

   - Então você prefere que estejamos desarmados e, portanto, desprotegidos?

   Ao que eu lhe responderei:

   - A questão não é esta. Eu sou tão neurótico quanto qualquer cidadão que mora numa caótica área urbana. Hoje mesmo, pela manhã, levando minha esposa ao ponto de lotação, percebi que não havia nenhum movimento nas ruas, no que concluí ser perigoso. A poucos dias atrás eu levei minha filha a um sitio numa área um pouco afastada da cidade, onde havia também outros sítios e sem nenhum policiamento. Pela calmaria do lugar e com a total ausência de movimentos eu olhava para aquelas residências e dizia para mim: com certeza quem mora aqui deve ter, pelo menos, uma espingarda ou um revolver em casa, a não ser que o morador não venha a se importar com sua própria vida ou seus bens.

    E agora eu tomo a liberdade de dizer que se eu morasse num espaço de tais condições, certamente que teria, sim, uma arma em casa. É como se diz: vivendo de pés-no-chão ja que "seguro morreu de velho". E, pelo que assim a tivesse, é óbvio que eu iria antes querer aprender como se maneja uma. Sou totalmente contra o uso do porte de armas, mas aqui a situação é outra!

   E apenas para deixar ao conhecimento de todos: eu sei por experiência própria o que é estar sob a mira de um revolver nas maõs de bandidos. Foi quando tentaram assaltar a casa de minha irmã e eu tentei protegê-la. E uma coisa que eu percebi é que os dois elementos estavam mais nervosos que nós.

   Bom, apenas um conselho: se você acha que realmente precisa de uma arma, tenha-a então, mas cuide sempre de sua cabeça, a fim de não fazer nenhuma bobagem.

 

   Resumindo:

 

   A respeito do direito ao porte de armas eu me preocupei com a questão psicológica de quem as usa e suas consequências contra alguém. Porém, nada falei a respeito do uso contra a própria vida, ou seja, a respeito de suicídio que, embora não seja o único meio, muitos ainda optam por elas - as armas de fogo - e fazem justamente devido a uma infeliz condição psicológica da qual muitos se descuidam.

 

      Post Scriptum:

 

   Agora, voltando no que eu disse sobre Israel darei aqui a minha opinião: Não, não dá para comparar o Brasil com Israel. Mas, como eu disse: é somente a minha opinião.

   E se alguém quiser saber por que eu levei minha esposa ao ponto de lotação foi devido ao fato de que o nosso carro está na oficina, já que um playboy bateu nele e só pagou a franquia do seguro, ficando, portanto, muito barato para ele. Ah! Prefiro deixar quieto!

 

13 de setembro de 2022

 

IMAGENS “NORMAIS” EM ISRAEL:

 

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IMAGENS: GOOGLE

 

Estevan Hovadick
Enviado por Estevan Hovadick em 13/09/2022
Reeditado em 13/09/2022
Código do texto: T7604851
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