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A realidade de um futuro sofrido

A vida não é nada fácil para todas as pessoas que nascem em condições não favorecidas e naquele lugar pequeno e afastado, não seria diferente.Gilberto era o sétimo filho de Maria e João,a família era grande e no total eram dez filhos,todos viviam juntos em uma roça pequena e afastada da vila,a casa pequena de quatro cômodos,chão batido abrigava todos.Dormiam amontoados uns em cima dos outros,a comida também era pouca,todos eles plantavam a terra era da onde saíam as verduras e os grãos que vendiam ou trocavam,e assim conseguiam manter-se vivos.

Não pensem que a plantação era grande,pelo contrário,o espaço era pequeno,herança deixada pelo avô materno,Maria era filha única quando casou-se com joão ainda era uma menina e logo depois seus pais faleceram,e assim ela e o marido passaram a tomar conta de tudo.
João não era lá grande coisa nem como marido e nem como pai, Maria andava sempre machucada e os filhos assustados o pai bebia muito,e nestas ocasiões se tornava extremamente violento.No início do casamento ainda se arriscava a ir arar a terra e plantar,mas depois que os primeiros filhos  foram chegando à idade de cinco anos,ele achou que já havia trabalhado muito e era hora das crianças assumirem as responsabilidades.Maria nunca descordava do marido,apenas fazia de tudo para ajudar as crianças na lida para que os pobres não sofressem muito,fora criada sempre ouvindo a mãe dizer que a mulher sempre obedecia o marido,sem questionar.E mesmo que ela questionasse seria uma péssima idéia,com certeza o marido daria uma daquelas surras tão grandes,que era bem possível que ela não se recuperasse mais.

Gilberto cresceu assistindo toda aquela violência, ele estava com dez anos de idade e desde pequeno sonhava com um futuro diferente,queria ser médico sempre imaginou-se cuidando das pessoas nas roças e na Vila também,às vezes até um tanto quanto arredio tentava manter um diálogo com a mãe sobre o assunto,mas sempre ouvia a mesma coisa:__Menino deixe de idéia atravessada,seu pai te mata de tanto surrar,ele diz que ocê e seus irmão não tem que estuda,basta lida com a terra.

O menino foi crescendo, vendo seus irmãos crescerem e todos eles com as mesmas idéias,a lida na roça, casamento com uma moça bonita da Vila,um cachimbo na varanda,filhos e ta bão demais!
Ele não, Gilberto queria mais!Mas o tempo continuou passando o garoto foi crescendo e o sonho desaparecendo, a realidade era dura.Os irmãos mais velhos se casaram como era de se esperar,Maria de tanto apanhar morreu e Gilberto agora como era o mais velho dos que restaram cuidava dos cuidava dos irmãos e dopai,que se embebedava mais e mais,não tinha mais Maria para surrar,então batia nos pequenos só para descontar.

                                                                               
                                                                                   


Rose Gonçalves
Enviado por Rose Gonçalves em 02/12/2007
Reeditado em 24/12/2007
Código do texto: T761843

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Sobre a autora
Rose Gonçalves
Lavras - Minas Gerais - Brasil, 53 anos
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