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A uma folha antiga

  Estamos no interior do Estado (um dos ...de hindus quiçá), Teresina - Capital, planejando aí mais uma reuniãozinha de voz e violão, vômito e vítima!
  Bom, até aí, beleza, tudo em cima, nada fora do script, estamos em casa!
  O único porém é ter de alugar um amigo, ou a casa dele, ou um lugar estranho, para variar um pouquinho...
  E isso tudo por quê? Por um maldito, um vilão ou visionário!
  Aqui, em Teresina, durante algum tempo, rolou a história de que sete jovens haviam sumido com os vapores de uma seita satânica.
  (De início, não dei importância, muito embora não soubesse muito bem o porquê de tê-lo feito!)
  Os dias, então, se passaram, os pais descabelaram-se e a notícia tomou a TV.
  E - Pasmem! - de sete pessoas sobraram três e de um suposto Satanismo chegou-se ao Gnosticismo (Ora, ora, ora... Por que a surpresa? O que não for conhecido, como já é de se esperar, torna-se iníquo!)!
  Mas logo prestei atenção, porque - Mediocridade Minha e de Meio Mundo! - se é mero transeunte no qual já bateu-se o olho, somos, então, abatidos por uma espécie de solidariedade inexplicável!
Porém, se alguém, lá na Europa Oriental, cair de fome, não importa: Os olhos não vêem e o peito se refrigera!!
  Enfim, eu os conhecia. Aliás, conheço. Pois não partiram deste Mundo. E sobre um deles é que discorro agora: O único maior de idade e, perante a lei, e a ordem, e os bons costumes, o único não-débil entre eles!
  E em suma, o erro, também único, foi esse: Deveria ter ido só, e, quem sabe, já até estivesse entre os índios! Mas depois, escreveria cartas, desceria para a cidade mais próxima e, após dois anos, resgataria finalmente sua amada!
E isso, claro, junto a um muy disposto e fidelíssimo escudeiro - Até então, liberto há um ano!
  A verdade, porém, é que desconheço o que os levou a desaguar tão longe: Fronteira do Maranhão com o Pará. Mas não vou enrolar, pois de contos fantásticos já basta o Cinema!!
  Estou certo apenas de que esse vôo foi para tentar retornar às supostas origens, obter o auto-conhecimento e o resto só o protagonista poderá dizer!
  Mas a questão, de pronta forma, hasteada é que, dentro de uma falsa moral apagada, cristã, pagã e intragável, o ser social ou o indivíduo capitalista leva toda uma vida para construir uma boa imagem que irá, por sua vez, se refletir nos olhos de pais, namorada, amigos, vizinhos, parentes e aderentes... Porém, é só desviar um tantinho assim da reta, que, daí, se cria um novo pária - Refém de uma espécie parasitária de ostracismo!
  Hunf! E "é perdoando, que se é perdoado", rezaram!!
  Por essa e outra mais, entre voz e violão, vômito e vítima, acho mais prudente alugarmos um clube, e eu, quem sabe, termine o meu conto...
 
a 26 de Abril de 2007
Luciano Almeida
Enviado por Luciano Almeida em 07/12/2007
Código do texto: T768297

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Sobre o autor
Luciano Almeida
Teresina - Piauí - Brasil, 38 anos
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Luciano Almeida