AH! DESCULPA DEUS, NÃO É NADA, NÃO, FOI APENAS UM CISCO NO OLHO

Oh! Tempo, por que se vão tão cedo os amigos?

Oh! Mundo, por que esse pedestal de lágrimas?

Oh! Vida, por que não estamos a salvos do perigo?

Serão as perdas uma bênção ou são dádivas?

Ó Deus, Pai da Exegese, permita-me, aqui, dizer:

A morte parece ter virado status, glamour...

Paro, penso, medito e não consigo entender,

Será isto uma purificação e rumemos à Terra de Ur?!

Ó Deus, vivemos nós na antessala do medo,

Precisamos de uma luz, um apoio, um alento...

A vida nos escapa, ah! por entre os dedos,

“E choramos iludidos sob os beijos fatais do tempo.”

Ó Deus, por que não nos personifica?

Lapida-nos, fechai dos corações as feridas;

Desintegra-nos da morte, nos dignifica;

Dá-nos um ansiolítico, o elixir da vida!

Ó Deus, ajuda-nos, estamos de mãos atadas,

Ficamos estarrecidos, afoitos, no trânsito;

Morremos e não sabemos, sim, fazer nada,

Sentimo-nos pequenos, incautos, atônitos...

Francisco Ohannah Oleanna Osannah Galdino
Enviado por Francisco Ohannah Oleanna Osannah Galdino em 07/06/2023
Reeditado em 10/06/2023
Código do texto: T7808084
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