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Direitos Humanos: utopia ou realidade?

Fala-se muito sobre direitos humanos. Até que ponto isto é uma realidade?
Seu cumprimento deve começar pela Igreja, não apenas nos tribunais.
Apresento algumas razões pelas quais deixei a Igreja Batista.
1. Porque no céu não haverá um espaço reservado para batista, e na Bíblia não há mensão sobre  nehuma Igreja batista, nem outra denominação. Em Atos do Apóstolos só menciona sobre a Igreja Cristã primitiva, como sendo a primeira mensão sobre Igreja – o grupo de seguidores de Cristo-, e o elemento em destaque é a fé que eles tinham em Cristo, e o amor cristão que os unia. Não mensiona placa de denominação;
2. Um pastor batista, norteamercano – Benjamin F. Geho Prometeu e registrou no Cartorio de Notas Santos Pereira na cidade de Campo Grande. MS. Uma promessa de bolsa de estudos para o africano com o qual casei-me, e tal promessa NUNCA foi cumprida, foi uma MENTIRA, um conluio para faciliatr a entrada do aluno estrangeiro no Brasil, ao que tudo indica. Enganou-se ao tabelião de notas, ao aluno e à familia do aluno em África, prometendo-lhe condições financeiras para que o mesmo viesse ao Brasil, aqui se mantivesse e pudesse regressar, quando assim o desejasse. E nada disto era verdade. Foi apenas um acordo na base do famoso e famigerado "jeitinho brasileiro", podre e falsário. O aluno ao chegar ao Brasil passou fome durante o mês de Setembro de 1990, foi expulsdo em duas Faculdades Teológicas por não ter dinheiro para pagar suas despesas. Mesmo sendo tal dinheiro prometido e não cumprido. Foi desviado ou roubado em uma destas intituições batistas;
3. A denominação batista foi conivente com crimes de violação dos Direitos Humanos deste aluno africano, na vida das nossas duas filhas menores de idade, e na minha vida. Quando este aluno aqui chegou, por não ter dinheiro para pagar suas despesas, foi expulso do convivio nas duas Faculdades Teológicas: uma em Campo Grande e outra em Perdizes. Proibiram-no de estudar, por falta de uma carta de salvo conduto que deveria vir de África e não veio. Entre os meses de Agosto a Dezembro de 1991,foi forçado a comer feito um indigente, assentado na calçada da Travessa Domicio da Gama,n.30, uma Rua paralela à Homem de Mello em Perdizes, pois, não podia se alimentar no refeitório da Teológica Batista. Procurei na Constituição brasileiro algum artigo que embasasse tal procedimento e não o encontrei. Ficou no Brasil retido sem poder retornar, pois, o dinheiro para retorno prometido pelo pastor batista norteamercano, foi desviado ou roubado, não se sabe ao certo, o que houve. Enquanto isto, vinte anos já se passaram, e o africano continua aqui, retido no Brasil, impossibilitado de retornar à sua terra natal. No entanto, brasileiros vão e vem todos os anos para África, inclusive para a cidade natal deste africano aqui retido D.J. A JMM (Junta de Missões Mundiais), órgão que arreacada os muitos milhões de doações das Igrejas Batistas brasileira, financia idas e vindas de brasileiros para África, mas, omitiu-se em fazer qualquer ação a favor deste africano. Enviam para África todos os anos os chamados "jovens radicais", voluntários sem fronteiras", pastores para "pastoreio" de brasileiros que lá estão, como foi enviado o Pr. Adilson Ferreira dos Santos e Pr. João Marcos Barreto Soares, por diversas vezes, enquanto não faziam nada para solucionar o problema do não retorno deste africano, alegando não haver dinheiro, e alegando nâo haver nenhum papel que denotasse algum compromisso entre a JMM e o africano. Enquanto João Marcos ia oferecer "pastoreio" ao s brasileiros em África, - Moçambique - o africano aqui continuava retido sem pastoreio, sem recursos financeiros para tratar-se dos males chamados de TEPT, - trastornos de estress pos traumáticos - oriundos de sua convivência em meio aos conflitos armados das  guerras contra o colonialismo em Moçambique, pelos quais passaram todo sobreviventes à este tipo de conflitos armados;
4. Os governantes das grandes portências , fomentam guerras em parte para aquecer o mercado comercial com venda de armamentos bélicos pesados como misséis, granadas e outros mais. E, os goverantes dos paises subdesenvolvidos gastam milhões de dólares com treinamentos pesados para "capacitar" seus jovens e recrutas para enfrentarem as guerras, treinados até aos dentes para defender-se e matar se preciso for. Matam suas emoções, manipulam o lado psicologico dos soldados para que lutem sem perderem tempo com sentimentos, saudades ou emoções normais a outros seres humanos. No entanto, quando a guerra se acaba, pelo que se percebe não há o mínimo investimento financeiro no sentido de apoiá-los a se reitegrarem na vida cotidian, nem qualquer tipo de apoio psicológico, psiquiátrico para trabalhar as emoções danificadas dos soldados sobreviventes durante os combates. Não há treinamento para ajudá-los na reabilitação e retorno ao convívio em familia e em sociedade. Voltam transtornados, com emoções destruidas, herdam uma história de vida tenebrosa - onde viram companheiros morrerem, - lembranças que não se apagam da memória sem um tratamento específico,  sem ajuda de um profissional da medicina para ajudá-los a se reitegrarem na vida familiar e social.
Meu marido, desenvolveu 3 quelóides no rosto como resultado destes treinamentos pesados e dos desatres psicologicos vivenciados, aliado do desprezo, violações recebidos no Brasil. Um Pastor em Guarulhos, da denominação batista o ajudou na conseguir as 10 cirurgias para o rosto, para livrá-lo dos quelóides no rosto. No entanto, se omitiram em ajudá-lo a livrar-se dos quelóides na alma, resultantes do mal trato na guerra e do vilipendio em ser forçado a permanecer retido no Brasil, por vinte anos contra sua vontade. O vilipendio em forçar minhas duas filhas menores a ficarem isoladas no mundo sem familia. Pois, eu sou arrimo da familia constituida, meu marido esta desempregado a dez anos, sou FILHA ÚNICA, de pais já falecidos, por isto, minhas filhas sequer conheceram os vós brasileiros, não têm tios no Brasil, pois eu não tive nenhum irmão, e foram proibidas de  conhecer os parentes africanos. Enquanto brasileiros vão para África todos os anos por qualquer razão, tida como "evangelização", "pastoreio" ou "ver in loco" o trabalho lá.
5. Casei-me com um pastor batista africano, que sofre dos transtornos de DSPT, resultantes da convivência com o ambiente de guerra contra o colonialismo portugues em Moçambique. Sofreu pressões e perseguições de alguns pastores batistas brasileiros, para além de sofrer das pressões espirituais dos espiritos de ancestrais afrianos. E nunca houve um único pastor batista capaz de orar pela libertação espiritual dele. A JMM enviou Analzira e duas mulheres da Igreja Batista de Santos dos Afonsos, para irem até São Tomé e Principe, mas foi incapaz de enviar alguém para orar por um africano em SP, para libertá-lo das mesmas espírituais de ancetrais. Porque será? Orar por africano no Brasil não dá ibope? Não causa impacto na hora de se estimular o levantamento das ofertas para com elas se enviar mais brasileiros par África? Providenciaram condições para as 10 cirurgias do rosto, mas e as condições para as cirurgias da alma? E solução para a dor do distanciamento familiar?
Um missionário brasileiro que vá para África, fica por lá 04 anos e a JMM o traz de volta correndo para o convivio familiar para aliviá-lo do streess. E um africano retido aqui por vinte anos não tem streess? A familia brasileira sente saudades de seu parente que foi para África, e a família do africano aqui retido não sente saudades?
É pura injustiça, vilipêndio descabido, racismo, etnocentrismo a céu aberto. E a igreja batista tem sido conivente, calada, indiferente a tudo isto. Não posso mais pertencer a um grupo capaz de tanta violação dos direitos humanos em nome de uma fé etnocentrista.
6. Por conta do DSPT e opressão espiritual sofridos, meu marido espancou-me muito durante os últimos dez anos, indignado com a falta de amor cristão dos batistas brasileiros. Vários líderes batistas viajam para África e voltaram sabendo do problema, mas preferiram omitir-se, fazendo de contas que nada sabiam. Pr. João Marcos Barreto Soares, o ex pastor da Igreja Batista em Perdizes, e atual diretor da JMM onde éramos mombros por dez anos, sabia disto, e nada fez para minorar o problema, pelo contrário. Obrigou meu marido a ssinar um documento sigiloso, no qual forçou-o a não pastorear no Brasil, após duas formaturas na área Teológica. Para que cursar Teologia e formar-se para depois, ser forçado a não exercer a função? Uma forma genocida de nos matar de fome, sem assumir a culpa.
João Marcos, inclusive foi à Moçambique entre 2001/2002, não me lembro a data exata, mesmo sabendo que este africano estava, já naquela época a doze anos sem voltar á Pátria, e sem ver os familiares. Foi e voltou como se estivesse tudo bem. E quando voltou troxe-lhe uma carta de lá, a qual demorou dois meses para entregá-la, tal foi o descaso. Meu marido espancou-me muito devastado pela tristeza que a situação lhe causou. Fui ferida por dentro - na alma - e por fora - no corpo, tive hematomas por todos os lados - , por um problema que eu não causei, dele não participei, e também nada pude fazer para saná-lo.
As convenções batistas brasileira e moçambicana sabiam do problema e se omitiram, até onde eu tenha conhecimento. Falei com o Ministro Conselheiro de Moçambique em Brasilia, no dia 17 de Janeiro de 2009, o qual ficou de rever a situação. Não tive mais acesso a ele para saber se algo foi providenciado. Não sei se resolveram entre eles africanos, e eu fiqauei de fora da solução por ser mulher, velha e brasileira. O que sei é que aqui continuamos sem solução, há vinte anos. E os Direitos Humanos, tão desumanos ás vezes, como e onde ficaram?
7. Minhas filhas menores foram vilipendiadas e forçadas a viverem sem familires, foram forçadas assitirem ao pai delas espancando-me muitas vezes enlouquecido pela dor e Estress Pós Traumáticos. Onde está a aplicação do E. C. A.? O que a denominação batista fez para culminar com boa solução? Enviou centenas de "jovens radicais" para fazerem mergulho em Moçambique inclusive. E o que fizerem pela situação deste africano? Enviou centenas de pessoas para África do Sul para entregarem copos de água durante a copo do mundo, para fazerem visitas nos lares, enquanto um africano estava aqui impedido de ir para sua própria terra. Isto é amor cristão para com africanos?
8. Não é possível permanecer no grupo batista. Permanecer assistindo a tantas violações, entre muitas outras como se fosse um filme de terrorismo num cinema, que em um hora se acaba. Vinte anos se passaram e o filme de terrorismo em nossa vida ainda não terminou. Até quando continurá este filme macabro? Quero solução. Quero a aplicação das regras dos ditamenes escritos na carta dos direitos humanos. Cansei-me de ler relatórios bem elaborados pelos ícones dea JMM, relatórios que omitem esta sujeira que foi durante vinte anos empurrada para debaixo do tapete da impunida. Haverá algum advogado justo no Brasil ou em Moçambique que se interesse em nos ajudar resolver tal questão? Dr. Custódio Vasco Dumas que é moçambicano, advogado e integrante da Liga de Direitos Humanos de Moçambique, por favor poderia nos ajudar a resolver tal impasse?
9. Não temos dinheiro nem para requer nossos direitos, quanto mais para irmos á África. Haverá  justiça gratuita, pela unica razão de se fazer justiça? Precisamos dela. Por tudo isto não posso mais continuar sendo batista. Sou de Cristo, e deste privilégio e graça não abro mão. Serei grata a toda e qualquer ajuda na solução deste quebra-cabeça, obrigada. E-mail: naneje77@hotmail.com
 
nana caperuccita
Enviado por nana caperuccita em 11/08/2011
Reeditado em 21/09/2011
Código do texto: T3153301
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
nana caperuccita
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 62 anos
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