TRÍADE ESCOLAR

Nesta semana li um livro de um autor aqui da minha região e ele citava várias tríades – pensei muito sobre o assunto e resolvi passar as minhas reflexões para o papel, conseqüentemente para o computador – aos meus onze fiéis leitores.

Em se tratando de educação há uma tríade que se torna precisa, caso contrário, nada funciona. E são elas: escola, professor, aluno. Não necessariamente nesta ordem. Costuma-se dizer que a escola sem o aluno não funciona, mas também a escola sem o professor não funciona. Só há o funcionamento perfeito quando se forma um elo.

Pelo lado da escola, pela sua estrutura, há de se ter um prédio (nos moldes modernos): salas de aulas, sala de professores, sala de coordenação, sala de direção, secretaria, cozinha, almoxarifado; pela parte externa: um pátio de preferência bem amplo, coberto – e com boas árvores circundando, os sanitários; na parte esportiva: a quadra – de preferência coberta, porque o sol está cada dia ‘mais quente’. Ainda pela parte física, as salas de aulas estão da mesma maneira há muito tempo: quadro negro, carteiras desconfortáveis, uma mesa que acolhe em determinadas horas o professor. Tudo muito desconfortável. Nada melhor que olhar através das vidraças o dia maravilhoso que corre pelo lado de fora. Sair correndo dali, livre a saltar e pular; namorar, chupar sorvete!

Pelo lado humano, a escola como um todo só funciona quando tudo está em perfeita harmonia – o que é muito difícil acontecer! Então, a partir desta afirmativa, pode-se dizer que a escola não funciona? De certa forma sim, e de certa forma não.

Trocando em miúdos (e pode-se dizer quem nela vivência o dia-a-dia, pois de teoria já se está cheio), há momentos que a escola trabalha em perfeita harmonia – e isso acontece quando professor e aluno se entendem, se dialogam; quando trocam confidências educacionais precisas. Neste caso, a escola está completa. Escola não apenas como prédio em si, mas como um conjunto de ações que desenvolve no indivíduo a capacidade de raciocínio. E raciocínio pleno!

Continuando no raciocínio acima, a harmonia faz tudo funcionar. O professor quando apresenta uma boa aula – pois a preparou em casa – surte efeito (mas muitas vezes o professor prepara em casa a sua aula e nada dá certo) – o outro lado da moeda. Este outro lado da moeda chama-se aluno: se o aluno não está certo de que foi à escola para aprender, para apreender, de nada serve o esforço do professor. Nada se encaixa. Não há milagres para isso! O elo está quebrado.

Por isso um velho ditado que funciona: “Quando um não quer, dois não briga.” E para aprender, para apreender, é necessário o querer. E, diga-se de passagem, o aluno tem que querer aprender. E poucos vão à escola com esse intuito. Diga-se, também de passagem, um pouquinho de culpa recai sobre a família – que na maioria das vezes joga a culpa na escola, diretamente no professor. Será que ele é o culpado? A escola passou de transmissora de conhecimento científicos para transmissora de conhecimentos científicos e familiares – bela somatória! Ou, melhor compreendendo: a escola tem que fazer o seu papel e o papel da família. Isso se torna impossível mediante determinadas situações.

Essa tríade escolar funcionará plenamente quando a família (que constitui outra tríade: esposo, esposa e filhos) funcionar muito bem! E diga-se: muito bem mesmo, sem omissões. Caso contrário, teremos as escolas que temos hoje: ora funcionando, ora não. E isso depende de uma visão ampla de cada núcleo familiar.

06 de abril de 2007.

Meus apontamentos.

Prof Pece
Enviado por Prof Pece em 06/04/2007
Código do texto: T439901