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Política na rede, uma observação crítica

A dicotomia direita x esquerda não cabe na compreensão da maioria do eleitorado e não creio que caiba nos debates do século XXI. Comunismo e Capitalismo em sua origem não são formas de governo, são modelos econômicos. E ambos podem ser bons ou ruins dependendo dos gestores e do nível de consciência da população.
Não há também para a maioria do eleitorado a compreensão entre ser progressista ou reacionário, a percepção de cada um não advém de conhecimento de causa. Uns são manipulados pela mídia, outros sofrem de cegueira ideológica.
Sabemos, os que de uma forma ou de outra tem acesso à informação "fora da caixa", que caminhamos perigosamente para o que há de mais retrógrado nos atuais eleitos para o legislativo. A maior parte da população independentemente de nível social ou grau de escolaridade não faz associação entre esta configuração e o comprometimento das conquistas sociais obtidas nos últimos anos. Paixão não é bom para relacionamentos, para torcer para um time e menos ainda para se posicionar politicamente. Mas é o que nos resta. Votei em ‎Dilma‬, um voto apaixonadamente crítico. Pois não sou sou um idiota útil nem um fanático cego.
Em minhas defesas em relação a minha opção de voto, evitei os golpes abaixo na linha da cintura. Morri de rir com vídeos e postagens das páginas anti Aécio, mas tive o maior cuidado de não trazer para o meu mural este nível de debate. Trabalho com número, com fatos e com a vivência e memória dos meus 50 anos. Conheci o Brasil de antes e conheço o Brasil de agora.
Por vezes torno-me repetitivo, mas não existem virgens em prostíbulos e quem compactua com o bacanal que é a política brasileira desde sempre somos nós. Pois estas discussões devem ocorrer todos os dias, nas redes sociai, nas ruas, nas escolas, universidades, escritórios e, principalmente nas Câmaras, que são a nossa casa e que pouco frequentamos. Nós somos condôminos de um prédio chamado Brasil, não frequentamos as reuniões de condomínio e depois temos o desplante de reclamar quando a ata já está assinada.
Nós somos patrões de uma empresa enorme chamada Brasil, não temos critério para contratar nossos empregados e não tomamos conhecimento de como são montadas as estratégias e de como é feita nossa contabilidade. Como patrões somos sofríveis. É espantoso que, com proprietários como nós, o Brasil ainda não tenha ido a falência. Não são os políticos os culpados. Somos nós que os colocamos lá e lavamos as mãos. Feio, muito feio...
Mauro Gouvêa
Enviado por Mauro Gouvêa em 30/10/2014
Código do texto: T5017783
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Sobre o autor
Mauro Gouvêa
Alfenas - Minas Gerais - Brasil, 54 anos
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Mauro Gouvêa