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MELANCOLIA

*obs:
Este é um anagrama pessoal que transcrevi sobre como eu me sentia em relação à um espectro melancólico tal qual possuo, e o formulei euforicamente durante um dos meus ápices, ano passado – 2018; enfatizo que, até hoje, é minha transcrição mais pessoalmente crua, e tal qual nunca mais reli por inteira desde sua criação, pois me engatilha psicologicamente –– de uma maneira, é uma das peças da minha Caixa de Pandora.


"It tastes like ashes." –– Justine from 'Melancholia'


{M}AÇANTE –– o Manto espectral tal qual cobre-me em nuvens tempestivas jaz sobrecarregado por trovões cimentadamente movediços aos meus ombros, padecendo-me, desfaleço-me. – Devo ousar exclamar-me encoberto pela mordaça ensurdecedora?
{E}LOQUÊNCIA –– onde estás, eloquente vontade vívida? Decomponho-me de quaisquer eloquências alimentadamente prazerosas aos cheiros,  tato, sabores. Adomerço-me envolto pelo Manto insipidamente maciço. Ah, porém a irritação eloquente... sinto-na corrompidamente a possuir-me aos tendões trêmulos do meu ser agonizado. Chamas eloquentes e densidades oceânicas, a confrontarem-se, ao meu próprio organismo jaz o campo de batalha exasperido.
{L}AMENTO –– Ó, lastimação pessoal... Onde tens estado?, o que tens feito?, coisa alguma, em lugar algum. Jazido infrutífero desfaleço-me. Ó, lástima improdutiva...
{A}BISAL –– maciçamente, deito-me à mercê distorcida de de tempo e espaço gravitacional ao âmago à leito oceânico. Tâo silencioso, tão vagaroso, tão preenchido... tão insipidamente afogado...
{N}UBLADO –– o Manto compõe-se e compõe à mim espectralmente nublado, a esvoaçar-se através de meu ser, intrepidamente vagaroso, beija-me outonamente. – Por que sinto-me deveras apaziguado à calmaria ante tempestades?
{C}ORRENTE –– os braços do Manto compõe-se de metálicas correntes maciças d'água. Meus remos e fortes compõe-se de ósseos quebradiços. Ó, Mar, tens compaixão à minha embarcação...
{O}MISSO –– omito-me àquilo tais quais circundam-me. A cortina do Manto repele-me de quaisquer reluzeres observatórios em brechas esperançosas e tatos almejantes jazendo ao fim do vasto corredor insólido obscuro.
{L}AICO –v decomponho-me de crenças, fé. Minhas ímpias asas jazem flageladas da queda à um Inferno quebradiço, a assegurarem-me rasgadamente às minhas estruturas – a lembrar-me que vivo.
{I}MPALPÁVEL –– jazido à correnteza do Manto, situo-me longinquamente de quaisquer costas almejadamente palpáveis. Em meus braços e pernas jazem os remos em sacos de areia cimentados. Minha mente motorizadamente à turbilhões, jazida solitária, não provém movimentos.
{A}BSTRATO –– nada é como ilustra-se ser. O tato, manuseio, distinguições, sentidos, o meu Eu próprio. A vaguidade é tão insipidamente densa... – À vaguidade, a criação fortificada pertence?, ou ao exaurimento?
LiLoham
Enviado por LiLoham em 11/02/2019
Reeditado em 12/02/2019
Código do texto: T6572734
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
LiLoham
Anywhere - Tuscany - Itália, 24 anos
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