M{ÉLAN}COLIA

{*obs:

Este é um anagrama pessoal que transcrevi sobre como eu me sentia em relação à um espectro melancólico tal qual possuo e que de tão denso eu denominei-o “Élan”; formulei-o euforicamente durante um dos meus piores ápices depressivos melancólicos, ano passado/Julho/2018 e, enfatizo que, até hoje, esta é a minha transcrição mais pessoalmente crua, e tal qual nunca mais reli por inteira desde a sua criação, pois me engatilha psicologicamente; De uma maneira, é uma das peças centrais da minha Caixa de Pandora.

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{M}AÇANTE — o Manto espectral tal qual cobre-me em nuvens tempestivas compõe-se sobrecarregado por trovões cimentadamente movediços aos meus ombros, padecendo-me, desfaleço-me. – Devo ousar exclamar-me encoberto pela mordaça ensurdecedora?

{E}LOQUÊNCIA — onde estás, eloquente vontade vívida? Decomponho-me de quaisquer exaltações alimentadamente saborosas aos cheiros, tato, sabores. Adomerço-me envolto pelo Manto insipidamente maciço. Ah, porém a irritação eloquente... sinto-na corrompidamente a possuir-me aos tendões trêmulos do meu ser agonizado. Chamas eloquentes e densidades onduladamente marítimas, a confrontarem-se, ao meu próprio organismo expande-se o campo de batalha exasperido.

{L}AMENTO — Ó, lastimação pessoal... Onde tens estado?, o que tens feito?, coisa alguma, em lugar algum. Jazido infrutífero desfaleço-me. Ó, lástima improdutiva...

{A}BISSAL —maciçamente, deito-me à mercê distorcida de tempo e deslocada de espaço ao âmago à leito de ondas torrentes. Tão silencioso, tão vagaroso, tão preenchido... tão insipidamente afogado...

{N}UBLADO — o Manto compõe-se e compõe à mim espectralmente nublado, a esvoaçar-se através de meu ser, intrepidamente vagaroso, beija-me outonamente nostalgias. – Por que sinto-me deveras apaziguado à calmaria ante tempestades?

{C}ORRENTE — os braços do Manto compõe-se de maciças correntes d'água. Meus remos e fortes compõe-se de ósseos quebradiços. Ó, Água, tens compaixão à minha embarcação...

{O}MISSO — omito-me àquilo que circundam-me. A cortina do Manto repele-me de quaisquer reluzeres observatórios em brechas esperançosas e tatos almejantes jazendo ao fim do vasto corredor insólido obscuro.

{L}AICO — decomponho-me de crenças, fé. Minhas ímpias asas descansam flageladas da queda à um Inferno quebradiço, a assegurarem-me feridamente às minhas estruturas – a lembrar-me que vivo.

{I}MPALPÁVEL — desfalecido à correnteza do Manto, situo-me longinquamente de costas almejadamente palpáveis. Em meus braços e pernas compõe-se os remos em sacos de areia cimentados. Minha mente motorizadamente à turbilhões, desvanecida solitária, não provém-me movimentos.

{A}BSTRATO — nada é como ilustra-se ser. Tato, manuseio, distinguições, sentidos, o meu Eu próprio. Ó, vaguidade insipidamente densa... – À vaguidade, a criação fortificada pertence?, ou ao exaurimento?

ilLoham
Enviado por ilLoham em 12/02/2019
Reeditado em 01/11/2023
Código do texto: T6572734
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