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DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS, HISTÓRIA E ECOLOGIA DE PASTOS BONS – CADEIRA 21 (Adalberto Franklin)


PARTE I - CUMPRIMENTOS
A primeira coisa que gostaria de fazer é cumprimentar a todos e a todas presentes neste ambiente. Faço questão de destacar que é com muita emoção e afeto que dirijo minha saudação a vocês. Certamente, não terei condições de mencionar o nome de cada um neste ato, mas isso não exclui a estima e o prazer que tenho em tê-los presentes na minha posse nesta academia.
É com muito orgulho que registro a presença dos meus familiares neste evento, minha mãe Marilza, meu pai Antônio dos Reis, que desde cedo tiveram a vocação e a ousadia de me colocar para estudar. Meu pai foi meu primeiro professor (registro com muita satisfação a presença da minha primeira professora na cidade:  Rosa Maria Gomes Lima). Em 1988, meus pais me colocaram para estudar na casa da minha tia e madrinha, Eurídice, nesta cidade. E em 1989 se mudaram definitivamente para Pastos Bons. O objetivo dessa mudança, como disse, foi a educação dos filhos. Diante de tão grandioso e dignificante objetivo foram levados a renunciar a vida rural, as raízes interioranas, os laços familiares e culturais da comunidade Mosquito (no município de Pastos Bons); enfim, foram levados a deixar a vida sertaneja, se mostrando serem pessoas diferenciadas em relação a mentalidade comum de descrença ou mesmo de falta de conhecimento em relação ao papel da educação como instrumento de ascensão social. Mas eles acreditaram nos filhos e mudaram para a cidade, tendo como prioridade a educação. Com muita alegria registro a presença de meus irmãos e irmãs sempre parceiros nesta caminhada de vida. E faço, claro, uma menção especial a presença de minha esposa, Marinalde, minha filha Maijane Luar e meu filho Hágape Latan. Em nome deles estendo meus cumprimentos a todos os demais familiares presentes.
Depois da família, que é minha causa primeira, minha arché (para homenagear aqui os filósofos gregos), minha origem, berço, cordão umbilical (e aqui, dada a importância da família, creio ser perdoado pela redundância), dirijo-me  com muito apreço ao presidente da Academia de Letras, História e Ecologia de Pastos Bons, Dr. Celso Barros Coelho, homem de 97 anos de idade e 82 livros publicados. Daqui a pouco ele igualará o número de obras publicadas ao número de anos vividos. É louvável o desvelo deste pastobonense em relação à construção do conhecimento, bem como à partilha do mesmo com outras pessoas; homem letrado e reconhecido pelo seu trabalho e saberes acumulados ao longo de anos e que, através desta academia, da academia piauiense de Letras, e outros órgãos acadêmicos, jurídicos, políticos e culturais compartilha sua sabedoria com novas gerações do mundo, mas, evidentemente essa partilha de conhecimento é feita com sentimento especial às gerações deste berço sagrado, que é Pastos Bons. Parabenizo, a você, Dr. Celso, por seu excelente trabalho a frente dessa academia. Estendo os meus cumprimentos e agradecimentos a todos os membros desta academia que me elegeram por unanimidade para a cadeira do historiador e jornalista Adalberto Franklin. Faço uma menção especial ao professor Acrísio Coelho que brilhantemente me acolheu com um excepcional discurso; Acrísio foi meu professor de inglês. Às autoridades políticas cumprimento através da prefeita Iriane Gonçalo e dos vereadores Jackson Coêlho e Reinaldo, que nos honram com vossas presenças nesta tarde. Quero abraçar aos membros da Igreja Católica presentes e de outras igrejas; mas ressalto a grande consideração que tenho pela igreja católica que me acolheu e colaborou diretamente com minha formação, seja ela intelectual,  espiritual, enfim, me ofereceu uma formação humanizante. Por essa razão, sou muito grato a Paróquia de Pastos Bons, às Dioceses de Balsas e de Passo Fundo. (É com satisfação que vejo aqui presente meu amigo Leal, colega de seminário. Um filho de Pastos Bons que saiu da cidade para estudar e trabalhar. Hoje é professor, filósofo, educador. Eu fico feliz com vossa presença. Também a presença do padre José Alberto, amigo e compadre). Meus cumprimentos aos colegas professores das redes municipal e estadual de Pastos Bons, Colégio Desembargador Moacyr Sipaúba da Rocha, do então Colégio João Castelo e Secretaria Municipal de Educação, instituições onde atuei como aluno, gestor e professor; aos companheiros do Partido dos Trabalhadores e Comitê da Cidadania, meus ex-alunos e alunas também dirijo meus cumprimentos com muita gratidão (aqui vejo o companheiro Rocino Presidente do partido e outros). Quero acolher com muita alegria os meus atuais colegas de trabalhos do Instituto Federal do Maranhão, meu amigo e diretor de Ensino Roberto Kennedy, professor Felipe e João Antônio, obrigado meus amigos por terem vindo.
Por último, nessa sessão de cumprimentos, saúdo os amigos do grupo Café com Poesia que por alguns anos realizamos nesta cidade recitais de poemas.  Aqui vejo professor Acrísio que integrava esse grupo. Enfim, todos se sintam acolhidos em nome da minha gratidão.
PARTE II – SOBRE ADALBERTO FRANKLIN
Em primeiro lugar, é uma honra me assentar na cadeira de nº 21, que era ocupada por essa importante personalidade, jornalista e historiador, cujo nome ficará tatuado na porta de entrada desta academia. Em segundo lugar, lamento a partida precoce de Adalberto no dia 02 de março de 2017. Ele foi muito cedo aos 54 anos de idade. Embora haja muitos aspectos da vida desse uruçuiense-imperatrizense a serem explorados, vou optar por três: biografia e defesa da sua terra, a democratização da informação e liberdade de expressão e a opção política.
a) Biografia e defesa da sua terra
Adalberto Franklin, considerado, por muitos, o principal pesquisador da história do município de Imperatriz-MA, nasceu em Uruçuí (Piauí), no dia 28 de abril de 1962. Era filho de Martinho Castro e Iracema e tinha treze irmãos.
Para aprofundar a biografia de Franklin recorri a sua Filha, Mariana Castro, com quem conversei na busca de informações. Vamos às palavras dela (ouvi uma filha falando do pai é muito mais doce que ouvi uma pessoa qualquer). Vamos às palavras de Mariana:
“Natural do interior do Piauí, Adalberto veio ainda criança para Imperatriz, onde se empenhou em diversas atividades e atuou como jornalista, redator de jornais, historiador, tendo se dedicado especialmente a estudos sobre a história de Imperatriz, e foi editor literário, na Ética Editora, que fundou em 1991. Participou ativamente do desenvolvimento da cidade e hoje é parte dela. Às futuras gerações, será impossível falar sobre Imperatriz, sem falar de Adalberto. Ele é parte de sua história e cultura. Como ele foi jornalista e historiador, eram duas áreas que ele lia muito. Ele tinha muito orgulho do seu acervo pessoal e um dos maiores prazeres que tinha era poder receber pessoas lá em casa, apresentar alguns livros e conversar sobre eles. Muitos estudantes puderam beber um pouco da fonte de sabedoria que era o Adalberto, e com certeza vão levar o aprendizado para a vida. Teologia, sociologia e história eram suas áreas preferidas. Nas suas obras próprias, ele se dedicou mais à história, onde se destacam livros sobre a história de Imperatriz: A Breve História de Imperatriz e História Econômica de Imperatriz. Por último, ele lançou o Repressão e Resistência em Imperatriz”. Uma obra conhecida por todos desta academia é “Francisco de Paula Ribeiro desbravador dos Sertões de Pastos Bons: a base geográfica e humana do Sul do Maranhão”, escrito em parceria  com o professor João Renor; Franklin escreveu também Fé e Riqueza.
b) O  empenho na democratização da informação e na defesa da liberdade de expressão
Preocupado com a democratização da informação em sua região o jornalista Adalberto Franklin foi editor-chefe do jornal O PROGRESSO, e fez importantes mudanças nesse meio de comunicação. Ele levou o primeiro jornal diário das regiões Centro-Oeste e Sul maranhense a acompanhar as grandes transformações ocorridas no país.
Homem propenso às letras e à história, e como disse antes vocacionado à democratização da informação e da liberdade de expressão, Adalberto tornou realidade um sonho antigo que foi a criação da primeira editora genuinamente imperatrizense, a Ética Editora. Franklin, na condição de editor, foi responsável pela publicação de livros de autores locais e regionais, inclusive foi ele quem publicou meu livro Diálogo e Direito.  Na verdade, a Ética Editora se transformou numa grande realidade, sendo referência para  escritores de outras regiões.
Sob a coordenação de Adalberto Franklin, a Ética Editora conseguiu editar mais de mil livros.  O reconhecido historiador foi membro da Academia Imperatrizense de Letras. O seu projeto de criação de uma editora reafirma a vocação de Franklin em dar espaço para o conhecimento e, claro, para a expressão e difusão de ideias. Vejam que não se trata de um empreendimento qualquer, mas se trata de uma ação digna de aplausos, ou seja, a publicação de ideias, a revelação de pesquisas, o registro da história. Com essa atitude eu não tenho dúvidas que nosso saudoso e imortal Adalberto Franklin cumpriu um papel fundamental para alimentar a democracia, ou seja, o cultivo da liberdade de expressão. É justamente por isso que, antes, o chamei de imortal. Sua imortalidade não é simplesmente pelo fato de ter pertencido a duas academias de letra. Sua imortalidade resulta desse projeto sincero e solidário com a vida, com a sociedade, com a democracia. Em nenhum momento, nas leituras que fiz sobre Adalberto constatei um projeto meramente econômico ou meramente de poder pelo poder. Mas sempre notei a marcha de um projeto de partilha de talentos, de conhecimento e de oportunidades. Esse fato nos lembra um personagem bíblico que se imortalizou justamente por cultivar um projeto de solidariedade e de justiça social. Eu me refiro a Jesus de Nazaré que teve sua imortalidade registrada na história, não por ter ambições de poder ou de lucro, mas por ter atitudes em prol da inclusão, da liberdade, da verdade e da libertação do sofrimento dos oprimidos. É doído ver alguém tentar  encontrar a  imortalidade por meio da apologia à ditadura, à tortura, ao preconceito, à negação de direitos, do desprezo pela cultura e pela democracia. Aqueles que assim  procedem, não importa qual seja sua origem, seu partido, sua religião, registrem: não se imortalizarão. Repito: não se imortalizarão. Mas, serão tragados ou trancafiados nas cadeias do esquecimento pelas chaves da verdade, que só a História possui. Jesus, assim como muitos outros homens e mulheres, gozarão dessa prerrogativa de serem sempre lembrados e seguidos porque viveram um projeto de vida que foi muito além dos próprios desejos e das fantasias pessoais. Viveram um projeto coletivo de felicidade. Pelo que li e ouvi sobre Adalberto Franklin, ele também fora agraciado pelo reconhecimento eterno da história porque cultivou um projeto coletivo de felicidade. E assim, meus amigos e amigas, não importa qual seja nosso labor, seja o mais simples ou o mais complexo, o fundamental é o cultivo dessa virtude: a busca da felicidade, como bem nos orientou o filósofo Aristóteles. Felicidade para nós e para os outros.

c) Opção política de Adalberto Franklilin
O último aspecto que gostaria de destacar é a opção política de Franklin. E mais uma vez  recorro às palavras de Mariana Castro que me enviou o seguinte:
“Acredito que o envolvimento com a política se deu naturalmente, em razão da sua personalidade crítica e acolhedora, mas que ganhou forças a partir da igreja católica, onde ele também tem uma grande contribuição. Desde jovem, ele atuava em pastorais sociais e movimentos ligados à igreja, encarando a missão de defesa dos oprimidos pregada pela teologia da libertação. Foi também fundador e editor de um jornal da Diocese, o Sinais dos Tempos. Em um dos textos dele, ele fala inclusive sobre um encontro que marcou a vida dele e reforçou ainda mais o que ele já encarava como missão. Foi em 1989, a convite do presidente nacional da Cáritas, Dom Affonso, que foi também bispo na diocese de Imperatriz. Com apenas 27 anos, ele substituiu Dom Affonso em um importante encontro, onde deveria falar sobre a realidade de Imperatriz e seus conflitos sociais. Lá Dom Evaristo Arns, referência da ala progressista da igreja católica, foi até ele tentar entender quem era aquele jovem. Ele colaborou com diversos outros movimentos sociais, como os relacionados à causa indígena e à reforma agrária, junto ao MST e demais movimentos que precisassem de sua colaboração. Mais tarde, em 1998, ele passou a atuar também na política partidária e se filiou ao Partido dos Trabalhadores, onde foi presidente municipal do partido, candidato a vereador e candidato a prefeito de Imperatriz, em 2012. Na área pública ele também exerceu alguns cargos, como Secretário de Comunicação em Açailandia, Presidente da Comissão Permanente de Licitações em Imperatriz, Secretario de Desenvolvimento Economico em Imperatriz e Assessor Parlamentar”.
Adalberto também exerceu a função de presidente da Fundação Cultural de Imperatriz (FCI). Nos últimos anos, fazia parte do Movimento de Cursilhos.

PARTE III – As lições que a vida de Adalberto Franklin nos traz
a) A primeira lição tem como inspiração a valorização que Franklin fez de sua terra, Imperatriz. Poderíamos nos perguntar: por que defender a nossa terra? Como defender nossa terra? No caso de Franklin a forma encontrada foi escrever sobre sua cidade; foi sua atuação política em movimentos sociais e culturais de Imperatriz.  Contudo, defender a própria terra não significa necessariamente morar nela. Afinal tem pessoas que permanecem a vida toda em um município, mas são peçonhentas com a própria origem: desprezam, renegam a origem, podem até realizar seus investimentos em outro lugar, valorizam mais ‘o de fora’ e menosprezam ‘o de dentro’. Porém, aquele que decide colar-se às suas origens, mesmo estando distante jamais se desgruda da sua terra. Mas como defender sua terra? Para que defender sua terra? Evidentemente, cada um fará tal empreendimento de acordo com o talento que possuir. Sendo um político, cuidando da cidade, se artista, a transformando em uma obra de arte, ou pesquisando e até criticando quando necessário. Em resumo, cada um pode colocar o talento que tem para dignificar sua terra. Eu quero aproveitar a oportunidade, nesta conversa sobre defesa da terra, para mostrar a vocês um poema que fiz para minha terra Pastos Bons.

Bela modesta
Salve a bela modesta acariciada e tranquilizada pela brisa mais suave do planeta que afaga a noite reluzente bronzeada pelos reflexos cintilantes das estrelas pregadas no teto azulado desse rancho maternal a abrigar milhares de pastosbonenses certamente orgulhosos dessa exagerada serenidade que corre do Olho D´água pra cá e apazigua a teimosia dos violentos impulsos humanos e consolida a vívida inclinação dos poetas que dormem nas franzinas calçadas da Igreja de São Bento ou mesmo repousam sobre meigas ladeiras enquanto contemplam o toque veraz do vento sobre viçosas palhas de coqueiros que chegam a aliviar a fúria pulmonar sedenta das cristalinas águas do Balseiro ou a pele assoreada sem as sóbrias águas da Cachoeira que hoje são palavras correntes no vocabulário daqueles que nutrem a esperança na vivificação das raízes da vida que hão de atravessar a Avenida Domingo Sertão de ponta a ponta e chegar até a Bica dos Fortes a fim de resguardar a vida e a beleza dos viventes amanajoenses a desfilarem ladeados por frondosas mangueiras que fazem dessa cidade um dos cenários mais pacatos do Brasil abençoado por Deus que é amigo de São José intercessor dos roceiros e dos oleiros e de todas as mulheres bordadeiras que tecem a vida em um pequeno fio de algodão e pintam a desgraça com uma semente avermelhada de pau-brasil e de tantas árvores que com o vento forte do mês de julho balançam nossos sonhos mas não abalam nossas raízes profundas fincadas neste solo cativante que traz na face a estampa da bondade e que eu jamais me cansarei em pronunciar em qualquer canto do universo: Pastos Bons.



b) A segunda lição é o combate a intolerância à liberdade de expressão. Lição que vem do projeto de Franklin ao fortalecer o jornal Progresso e ao criar a Ética Editora, oportunizando centenas de escritores a manifestarem suas ideias para o mundo. Vivemos em um tempo em que a intolerância galopa a passos largos. Essa intolerância que me refiro tem vários rostos: intolerância a opção religiosa, a sexualidade, a opção política e a intolerância intelectual. É claro que a intolerância sempre existiu, mas a luta contra ela também deve existir sempre. O estudo, a pesquisa, a divulgação de ideias são ferramentas fundamentais nessa luta. A intolerância intelectual é uma das piores porque busca prender o pensamento. Os registros históricos indicam que muitos pensadores foram impedidos de exercer a arte de pensar; foram queimados, mortos em praça pública, exilados, presos. Isso é lamentável querer prender as ideias, querer prender a liberdade do espírito, como diria Hegel. Recordamos o filósofo grego Sócrates que foi obrigado a beber veneno simplesmente porque ensinava a juventude a pensar. Hoje essas gaiolas feitas para prender o pensamento continuam rondando por aí. Hoje, qualquer adolescente que seja doutrinado em uma determinada ideologia, diz que Karl Marx é um criminoso, vagabundo, simplesmente por não concordar com suas ideias. E o pior é que podem fazer Isso sem ter lido uma só linha de qualquer obra dele; qualquer menino doutrinado em certas ideologias pega a obra de Paulo Freire, um educador mundialmente conhecido, e rasga sem nunca ter visto a Pedagogia do Oprimido se quer. Então, estimados amigos e amigas, precisamos bradar contra a intolerância seja ela qual for.
c) E a terceira e última lição que fica da vida de Adalberto é sua  opção política que foi pelo caminho da teologia da libertação. Considero um grande exemplo por se tratar de uma opção na defesa dos que mais precisam, dos oprimidos, da socialização dos bens materiais, socialização do afeto e da partilha do conhecimento.
PARTE IV – PROPOSTAS
Finalmente deixo algumas propostas para serem analisadas por esta academia e pelos poderes públicos no momento oportuno:
1. Criação de um site da Academia.
2. Realização do Café com Poesia
3. Concurso literário (para descoberta de novos escritores e que gere uma publicação)

Finalmente registro que em breve devo estar publicando dois livros: Glóbulos de Pastobonidade e A Onça, o Macaco e o Cururu: narrativa de manipulação política e o abandono da verdade na cena política brasileira.

Muito obrigado a todos pela atenção. Um grande abraço.
Pastos Bons-Ma, 26 de julho de 2019
CARLOS REIS SOUSA
Enviado por CARLOS REIS SOUSA em 30/08/2019
Código do texto: T6733228
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Sobre o autor
CARLOS REIS SOUSA
São Raimundo das Mangabeiras - Maranhão - Brasil, 42 anos
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CARLOS REIS SOUSA