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Dísticos nada rotulares



Desata este nó sem data
O nó que sufoca e mata

Corra a escória no grito
Evita o destino maldito

Junta contas pra outro colar
Não apara as asas pra voar

Sem demora chega a hora
Vem agora a chaga devora
 
Não canta pra convencer
Espera outro amanhecer

Vileza espalhou sementes
Nos corações e nas mentes

A maldade ganhou as ruas
Fria fundada em falcatruas

Até no seio da fraternidade
Imiscuiu-se a leviandade

Procura quem sonha ainda
E crê que a mentira finda

Abraça estreita e aprecia
Carrega as baterias sacia

Em tempos deveras bicudos
Não importa nem o conteúdo

Razão está cansada e cega
Ignorância que nos carrega

E a palavra já bate no muro
No dia cada vez mais escuro

Quem acredita com fé se ilude
Chega ver na malícia virtude

Da ciência pinta-se o terror
Na voz do ódio o falso amor

Quando impera a aleivosia
Pouco nos resta de fantasia

vila
Enviado por vila em 05/11/2019
Código do texto: T6787472
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
vila
Palmeira das Missões - Rio Grande do Sul - Brasil, 56 anos
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