ALTO DO OUTEIRO

Encantada com o mar,

VIA NELE TODA BELEZA.

Ela passou o dia inteiro,

APRECIANDO A NATUREZA

Lá do alto do outeiro,

OLHANDO O HORIZONTE,

Hora e horas a vagar.

Na agitação da preamar,

ENVOLVIA-SE CONSCIENTE,

Ou durante a vazante,

SEU OLHAR PERMANENTE,

Com o mesmo semblante,

SEM SE DESCUIDAR

Parecia premeditar.

E a lua em quarto minguante,

NÃO PARECIA ACREDITAR.

E bordejando sobre o mar,

SOLTAVA RAIOS DE LUZ,

Fitando a cada instante,

NUMA AURA QUE SEDUZ,

Como uma santa no altar.

Nay/MARCO