SÉRIE DUETOS MARANHENSES Nº 05 - RR & JR palácio

QUADRÍVIO NESTORIANO

JR Palácio:

Um talvez farsante voando um ar de neurastêmico;

Apagado neutrino atômico, nevrótico, astênico, passante;

Astrófobo de pavor minguante, em senescência de momento cênico;

No vai e vem de tormento endêmico, ceticismo se faz relevante.

No entrevar do grito patético;

Uma cocanha que o céu queria...

Abre o cravelho, solta a poesia.

Neste fanico poetar e não eclético;

Embrionando palavras, cadê versos?

Quadrívio e o poeta. Sucessos?

RR:

Preso às ancas de escolásticas proposituras pretéritas;

Eis que mui eméritas, esvoaçam sob sanhas de alcunhas pré-tomistas;

Nada místicas e sobremodo dialeticistas, algo deletéricas;

Gamas intimistas e coléricas de aritméticas pacifistas!

Entrementes há de ser mergulho altissonante d'um quadrívio;

Que apetece seu retórico alívio e liberta seus ladrilhos ascetas;

Que se trívios feririam suas metas, sob eiras que enterram convívios;

Sem maiêuticas ou sofismos, puro lirismo de poetas!

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Esse é José Roberto Palácio. A julgar pela magnitude seria preciso dizer mais alguma coisa?

Grande abraço meu majestoso amigo conterrâneo, e grato por mais essa honra!

Reinaldo Ribeiro
Enviado por Reinaldo Ribeiro em 18/04/2009
Reeditado em 18/04/2009
Código do texto: T1546544
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