Colhe-me...

Apanhe-me entre milhões de flores, mas leve-me com a raiz e planta-me em seu coração.

Sinto-me seduzido a recolher-te neste terreno fértil e serei zeloso para que o espaço coberto receba afeto e calor necessário a que vivas sem atropelos.

Confesso que tudo o que eu mais quero nesta vida é um amor... Amor verdadeiro.

Não sei o que nos reserva os dias que virão e se nascerá esse amor esperado que não é diferente do teu.

Aquele que zela e cuida, que não agride e que procura, que adoça a boca e não azeda.

Que acolhe no peito, lambe as feridas até dos maus pensamentos.

A proposta é irrecusável e tem mão dupla porque não só apóia como reconforta.

Liguemos nossos vasos afetivos e deixemos rolar a emoção mais límpida e sincera.

Não sangra, não rasga, não afana, nem mesmo profana. Ele nos agrega, nos funde, nos gera tal dínamo ou válvula propulsora, é equilíbrio na corda bamba.

Assim protegidos da insana posse dos egos, o amor prospera no silêncio fecundo, nas esperas, onde a energia magnetiza e nos envolve qual elo a nos tornar unos.

É a proteção quando subimos uma árdua montanha, sim - é este amor que eu quero pra mim.

Estou ávido de tê-lo comigo e regá-lo no regaço do teu colo e no afago de variados beijos cálidos e demorados.

O meu amor chama, grita, inflama, implora, se humilha; - e quando não mais aguenta de tanta agonia, simplesmente ele derrama, evapora...

E haverei de colher na brisa do mar ou na chuva fina que toca meu rosto e me molha com gosto no hálito puro de hortelã que se imortalizou na lembrança do teu riso.

Duo: Luciana Rocha e Hildebrando Menezes

Navegando Amor
Enviado por Navegando Amor em 27/08/2011
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