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LUA MINGUANTE _DUAS VISÕES POÉTICAS DA MESMA CENA

LUA MINGUANTE -  Duas visões poéticas da mesma cena


POEMA

Em plena madrugada fria,
Duma malfadada noite de insônia,
No desassossego dos pensamentos inquietantes,
Troquei o vazio mudo do meu quarto pela solidão lá fora...
Tentativa de afastar os meus fantasmas!

Na amplidão da noite silente
Ao contemplar o infinito acinzentado,
Lá estava ela, solitária como eu, no aguardo do alvorecer,
Em sua fase minguante,
Não menos bela, infante e inspiradora!

Espírito em devaneios,
Vagueando o olhar sobre a paisagem muda,
Deparei-me com uma silhueta solitária,
No alto de uma cumeeira,
Indicando um gatinho a contemplar a abóbada celeste...
Três insones, em cumplicidade, na noite dormente!

Erivas


SONETO

Quando a lua minguante, pequenina
Toma o céu com sua sombra aveludada
Deixa a noite mais triste, enevoada
Como envolta num véu, numa cortina

Só alegra a bicharada felina
Com seus olhos mirantes além do nada
Enxergando sobre a noite entrevada
Com os poderes que possuem na retina

Nem o mar é bonito nessa hora
A natureza sombria deita e chora
E os amantes retraem suas sedes

Se se amam o amor deles é contido
A meia luz, devagar, bem escondido
Nos lençóis e entre quatro paredes

Jhoracio









ErivanPLucena
Enviado por ErivanPLucena em 07/11/2019
Código do texto: T6789573
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
ErivanPLucena
Patos - Paraíba - Brasil, 64 anos
12 textos (219 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/11/19 14:10)
ErivanPLucena