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Pretensa Admiração.

        Talvez seja simples oferecer palavras complexas em sinal de gratidão, porém, é pouco relevante crer que as mesmas terão sua essência captada por aqueles que assim as recebem.
         Entender do mundo aquilo que é necessário tão-somente a si, não é mera condição humana. Os livros também são assim, expressam o que querem e o que compreendem particularmente, supondo de modo hostil uma imutável capacidade de aspergir na pessoa humana suas verdades e suas mentiras.
          Para quem um dia sentado nas ínvias areias da praia e desacreditado deixou a água o levar, receber gestos de afeto e compreensão vale mais que horas de um bom banho quente depois de sentir o mar gelado o invadir.
          Incrível perceber que é no “acaso” do destino que, às vezes, encontramos a tal felicidade que procuramos um dia naquele sonho mais metódico, naquela fantasia infernal de conto romântico sem se dar conta da torpe e frígida realidade. E como num passe de mágica admiramos como o destino é irônico!
            Ora estamos a rasgar bilhetes apaixonados ora estamos a juntar os pedacinhos de papel - que espalhamos num grande surto de figurantes protagonistas - já imaginando como reescrevê-los.
            Sei que não sou a melhor pessoa, nem o melhor exemplo e tão pouco o melhor caminho. Mas o que me deixa feliz é saber que Ninguém também o é! E disso que tenho medo, de que um dia Ninguém também acreditar neste fato.
             Delimitar barreiras em si ajuda quando sabemos que as cadeias são facilmente burladas; algemas sempre podem ser reabertas e senhas inutilmente configuradas, pois é na incerteza que reside a autoconfiança da pessoa. Saber que o mundo que te cerca não é tão maravilhoso assim, dentro de suas minúsculas e intermináveis dimensões, claro, e que o mesmo pode ser facilmente impelido ao nada como supostamente do nada veio conforta medos ínfimos que julgamos serem incomensuráveis e descomunais.
             Creia, mesmo que seja em uma mentira, pois como já dizem as más línguas, as mentiras só teimam em destruir quando as verdades insistem em mentir.


 






Wendel Silva Leite
Enviado por Wendel Silva Leite em 07/10/2008
Reeditado em 07/11/2008
Código do texto: T1215869

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Sobre o autor
Wendel Silva Leite
São Luís - Maranhão - Brasil, 32 anos
16 textos (705 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/05/21 22:50)
Wendel Silva Leite