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Não basta ser bom

Por. Alessandro Barreta Garcia
Não aguento mais escutar e ler tanta asneira.  Anderson Silva é o melhor do mundo, é técnico, perito em diferentes lutas, inteligente e sem dúvida imensamente, ou melhor, um gavião perto de um bico. O que fez com seu oponente americano, pelo qual vou preservar seu nome por mera educação foi digno de quase um Oscar, só faltou o prêmio.
O que Anderson Silva fez foi um verdadeiro achincalhamento do adversário, fez dele uma mera marionete, um verdadeiro João bobo. Acho sinceramente que esta foi a luta mais desproporcional dos últimos anos, não me lembro de nada parecido, com tamanha humilhação do adversário. Oras, más o Anderson perdeu, foi nocauteado. Não é mesmo? É o que foi nocauteado foi o seu cérebro, acorda inepto. Vamos aos fatos:
Juntando as peças: 1. Ele corintiano declarado, rompeu o contrato com o Corinthians antes desta luta, 2. Não cumprimentou o seu mestre Steven Seagal como de costume, 3. Exagerou demais nas provocações e esquivas no limite do suicídio durante o combate, como se quisesse mostrar alguma coisa nas entrelinhas, 4. Ao final da luta ele que não fala inglês, apresenta um discurso todo pronto, elaborado, longo e todo em inglês fluente, discurso este típico de um marketing pré estabelecido. Ronaldo, seu agente publicitário não comparece a luta. Sem contar a denúncia de fraude nas apostas. Se procurar encontrarão mais peças.
Muito bem, Anderson Silva é melhor fisicamente, tecnicamente, não eticamente. Maher (1973b) explica que:
A bela expressão fair play exprime-o, e o fato de se empregar em todas as circunstâncias, tanto na vida como no campo de jogos, para designar a honestidade mais pura e mais cavalheiresca é uma homenagem que se presta ao valor moral do desporto e à nobreza dos desportistas (p.11).
Não há provas inequívocas de sua desonestidade, sempre há dúvidas, daí se deduzem as teorias da conspiração. Para isto só faltaria uma confissão. Esta só ele poderá fornecer.
Ser o melhor às vezes é um fardo, uma espécie de um caminhão de entulho sobre as nossas cabeças, tudo tendo de ser administrado pelo campeão. Por isso é e sempre deve ser caracterizado como herói, alguém que carrega em si a virtude, honestidade, lealdade, atitude firme e digna; respeito e respeito ao adversário. Anderson não estudou o fair play, sua única e mortal falha, foi ter desrespeitado as regras, não ter no caso, conduzido seu adversário ao chão, ao nocaute, ao merecimento, a lona. Com isso, o nosso “brilhante” Anderson Silva só mostrou que é humano como todos nós, esse foi seu erro, um grande esportista não é humano, é um herói, é um mito, um deus ou semideus, de resto lhe resta apenas fazer parte do panteão dos normais. Bem vindo Anderson, bem vindo ao mundo dos mortais. De hoje em diante, é apenas mais um.

Referência

MAHEU, R. Desporto e educação. Revista Brasileira de Educação Física e Desportos, Brasília, n. 16, p. 6-23, 1973b.
Alessandro Barreta Garcia
Enviado por Alessandro Barreta Garcia em 10/07/2013
Código do texto: T4380669
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Alessandro Barreta Garcia
São Paulo - São Paulo - Brasil, 44 anos
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Alessandro Barreta Garcia