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Mortos que nos veem

Que Deus ou um ser com características semelhantes possa nos observar e, mais do que isso, ler nossos pensamentos, é coisa que podemos aceitar sem maiores traumas. Afinal, atribuímos a esse Deus não só poder, mas também amor e benevolência, de maneira que, mesmo nos conhecendo intimamente, ainda nos aceitaria e acolheria. Agora, que qualquer um que morra possa ter o privilégio de ler o que pensamos é coisa bem mais difícil de tolerar. E, no entanto, essa possibilidade existe.

Encontramos entre os relatos de EQM alguns casos de pessoas que, enquanto foram dadas como mortas, conseguiram saber o que pensavam as pessoas ao seu redor (em geral médicos, mas também familiares). Todas as experiências de transcomunicação, desde o tempo do Friedrich Jürgenson, também nos dão a entender que os mortos sabem o que se passa conosco, e não apenas pelo que veem, mas pelo que leem em nós.

Ora, sabemos que cada um de nós carrega, em sua mente, alguns pensamentos bem pouco louváveis que preferíamos que não fossem conhecidos de ninguém. Agora imagine saber que o seu pai, a sua mãe, o seu avô, ou qualquer outra pessoa próxima a você que tenha morrido, possa saber exatamente o que você esconde dos outros, na sua vida em sociedade.

E, no entanto, mesmo sabendo de todos os nossos podres, essas pessoas, tal e qual esperamos de um Deus, ainda nos aceitam e nos amam, a julgar pelas comunicações que supostamente foram recebidas. Seja como for, se os mortos realmente são capazes de ler aquilo que pensamos, cumpre-se a palavra de Jesus: não há nada escondido que não venha a ser trazido à luz.
Frederico Milkau
Enviado por Frederico Milkau em 08/02/2018
Código do texto: T6248678
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Sobre o autor
Frederico Milkau
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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