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A coisa é bagunçada mesmo

E a Bagunça com “B” de “Brasil” continua. Como se já não bastasse o bate cabeça dos governos estaduais, o governo federal segue dando tiros nos cegos. Uma ministra que defende argumentos medievais, fala pelos cotovelos a ponto de ser mais sábia que Darwin. O astronauta já disse que ciência e religião não se misturam, ninguém escutou e ele segue de capacete e ela segue falando. Um ministro da economia só fala em previdência e demissão de servidores públicos, a ponto de pensar na “descompatibilização” do orçamento, ferrando ainda mais a educação, a saúde e a própria previdência. Dizem que ele é liberal, mas sua proposta não se adequa à Constituição. É o famoso liberal de mentirinha. O ministro da educação, outrora digno de elogios, não sabe nem gerenciar um edital, o que seria menor diante do fim de algumas secretarias e a manutenção da ideia burra de "escola sem partido". Como professor que é, deveria saber que sua presença em sala de aula - ou em um governo - já é um ato político em si. Detalhe importante é sua crença de que o PT teve a capacidade cognitiva de conduzir uma política de “marxismo Gramsciano” mudando a "subcultura" brasileira. Quanta ignorância, a maioria do pessoal nem entende Gramsci. Tem um ministro que deve explicações por caixa dois (até pediu perdão) e gosta de melhorar o português, emplacando termos como o "despetização". Mais que isso, recentemente optou por manter em cargos de subchefias, dois advogados indicados pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), deputado cassado e preso pela Lava-Jato em Curitiba. A coerência é a alma do seu negócio. Um outro, viajando pelo ministério, acha que o Brasil é capaz e pode colocar em xeque acordos internacionais de paz entre os povos e de proteção ao meio ambiente. Alguém avisa que o Brasil não tem tanta importância. Deveria ter, mas o bando da Europa e dos EUA não escutam este tipo de ronco. É melhor aparecer com outra. Teve também o que achava que caberia bem uma base militar americana em Alcântara no Maranhão. Duvido que os americanos querem ficar por lá. Existem pontos mais estratégicos que o Brasil. O brasileiro se acha, e as autoridades jogaram na cara de todo mundo que não vale proteger os índios, a terra prometida da Amazônia, e tampouco a reforma agrária. A turma dos bancos disse que vai rever contratos e aumentar reajustes para a compra da casa própria. Nem chegaram e já querem aumentar o pessoal do movimento sem moradia. Quanta incoerência, dado que a construção civil é uma das esferas econômicas que mais emprega. E dá-lhe reunião toda terça-feira e o salário mínimo a 998 reais. Depois de pensar um pouquinho (o fogo já rolava em ônibus e em postos de gasolina) o senhor Moro finalmente deixou a Força Nacional ir para o Ceará. Lá a coisa ficou feia: até a noite de quarta-feira, dia 9, foram contabilizados mais de 160 ataques em todo o Estado. O governo enrolado, e sem projeto de segurança pública confiável, não sabe o que faz com o crime organizado e partiu para prender pé de chinelo, já são mais de 200 pessoas. É muita coisa para alienar a população da direita, da esquerda, do meio, do azul e do rosa. E, como já não bastasse, a alcateia dos militares (pessoal que vive até 99 anos - a maioria da vida enclausurado em quartéis esperando a guerra que não vem) deseja ficar de fora da possível reforma da previdência. É o fim da picada, eles querem o privilégio em um governo que apregoa o fim deles. E pior, eles correm o risco de ganhar “a guerra tão esperada”, dado que a maioria dos ministérios está lotada de militares aposentados ou em aposentadoria. E por falar em incoerência, até o vice-presidente da bagunça toda entrou no meio e elevou o cargo do próprio filho no Banco do Brasil. Vamos esperar o cargo da esposa e de outros parentes. E para terminar, vale lembrar a bagunça criada pelos filhos do presidente sobre a família do tal de Queiroz. Dinheiro foi para lá e para cá e, apesar de Bolsonaro (“vou ver isso aí"), ainda não sabemos no que vai dar, pois nem o Ministério Público tem moral para escutar essa gente. No momento ele segue internado no Albert Einstein, em SP. É um dos poucos “pobres” que podem se internar no Hospital das celebridades e dos ricos do Brasil. A bagunça, quase natural pelos meios de comunicação, aumenta quando se diz que o próprio presidente foi "desautorizado" a falar sobre assuntos referentes à economia. E para colocar fogo no recinto, o capitão tratou de dizer que vai rever os contratos com os meios de comunicação passando a utilizar as redes sociais. Deve ter mais coisas, mas acho que estou meio zonzo com tanto acontecimento ocorrendo ao mesmo tempo, agora, ontem, depois e amanhã também. Os de esquerda vão dizer que “é isso que eles querem”. Os da direita, vão dizer "acabou a palhaçada". Para a esquerda digo, "quem são eles"? Para a direita: quem é o palhaço?

***

O fato é estamos em um “Titanic Político”. O capitão está observando e nada faz. Temos músicos atrapalhando o caminho. Alguns marinheiros com boas intenções. Outros tiranos que empurram toda gente. A classe que vai para os barcos e a gente moída que cai de suor na água gelada do mar. É isso.
Lúcio Alves de Barros
Enviado por Lúcio Alves de Barros em 10/01/2019
Código do texto: T6547598
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Sobre o autor
Lúcio Alves de Barros
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Lúcio Alves de Barros