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Solidão






Uma chuva fininha e insistente encharca o gramado, vejo meu próprio reflexo fundindo-se ao verde molhado, pelo vidro da janela do gazebo. Um profundo sentimento de solidão, toma conta do meu peito e um calafrio sacode meu corpo.
A chuva aumenta e o som que produz, provoca uma sonolência, e nesse estado de torpor, minha mente se perde, misturando anseios e saudades, criando uma sensação irreal de dor, perda e esperança. Aos poucos o verde do gramado toma a forma inconstante e misteriosa do mar e o barulho da chuva parece imitar o som das ondas. Sinto-me embalado na magia de dias felizes, quando o mar era moldura para a felicidade, e o som das ondas, a trilha sonora...
Meus olhos readquirem o foco e volto á realidade. A chuva continua encharcando insistentemente o gramado e o meu reflexo no vidro da janela do gazebo, é o de um homem só...

Luiz da Silva Rosa
Enviado por Luiz da Silva Rosa em 27/09/2007
Código do texto: T671166
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Luiz da Silva Rosa
Santa Isabel - São Paulo - Brasil, 61 anos
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Luiz da Silva Rosa