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Dor de Amor





Acendo o cigarro de cravo. Cravo o pé no acelerador, acelera o coração.
Coração sangrando, sangue quente de desejo. Desejo chegar.
Chego e não te vejo. Ver, sentir, amar. Amo demais, demasiada paixão.
Paixão que incendeia e incinera, devasta até as cinzas. Cinzenta cidade, solidão.
Só, anseio, esperança. Espero mais um pouco. Pouco a pouco o desespero se instala em meu ser. Ser teu é escravidão consentida. Consinto esse purgatório, essa provação, essa privação. Privação de sentidos, servidão. Servo dos caprichos, das fantasias e das vontades.
Vontade de sair desse submundo, libertar-me. Livre da paixão desenfreada, da extrema loucura, da luxúria. Luxo, lixo, leso. Lesado sentimento, teimoso. Teimo ainda na espera. Espero que não venhas. Vir me fará continuar. Contínuo moto de sofrimento. Sofrer nunca mais. Mais uma vez desisto. Desisto de insistir. Insisto em não te querer. Quis, muito, já não quero. Quero, mas não posso querer. Querer nem sempre é poder. Poder te amar. Amo, mas não devo. Devo parar. Parei.
Acendo o cigarro de cravo. Cravo no peito. Peito doendo. Dor de amor.

Luiz da Silva Rosa
Enviado por Luiz da Silva Rosa em 28/09/2007
Código do texto: T671722
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Luiz da Silva Rosa
Santa Isabel - São Paulo - Brasil, 61 anos
71 textos (6901 leituras)
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Luiz da Silva Rosa