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PELA FÉ...INÚTIL, TOLA, CEGA E IMPRODUTIVA FÉ!

A crença numa divindade qualquer não seria problema algum a ninguém se a prática dessa fé fosse inofensiva para outros.
Desde os mais remotos tempos, quase sempre o deus de um povo pede a aniquilação total ou conversão forçada de outro povo. Por que servi-los então?
 Abandonar a todos eles seria a melhor das opções para nossa própria paz!
*Por Antônio Ferreira Bispo
   Pela fé, milhões de pessoas ao redor do mundo diariamente aplicam seus recursos financeiros, seu tempo e suas energias direcionadas aos deuses metafísicos ou suas representações humanas ou não, pedindo-lhes que estes lhes resolvam problemas que eles mesmos -os fiéis- causaram justamente pelo exercício da própria fé. Dinheiro, tempo e recursos aplicados em vão, esperando do nada receberem soluções para problemas que nem se quer não existiriam se não fosse pela prática de tais ritos religiosos.
  Algumas regiões do planeta possuem conflitos milenarmente inacabados por obedecerem a esse ou aquele deus, que sendo estes poderosos e imortais, ao invés de se digladiarem entre si bem longe da civilização, “usam” seus súditos, meros mortais para esse feito, tacando terror em seus atos enquanto levam a mensagem da paz nos seus lábios. Alguns “escritos sagrados” de algumas crenças religiosas chegam a citar o extermínio total de um povo ou etnia como vontade soberana do ser venerado. Mas o amor de deus estar entre eles...
   Fica claro nesses casos, que uma crença religiosa nem sempre é algo bom, benéfico ou proveitoso como muitos pensam, que ter deus no coração não quer dizer nada, e que uma crença quando não faz mal ao próprio servidor, o fará a centenas ou milhares de pessoas ao redor deste.
   Por outro lado, todos nós, pela neutralidade ou parcialidade de nossas respostas, podemos ser afetados direta ou indiretamente pelo exercício de uma crença religiosa qualquer, por grupos isolados de pessoas em uma determinada região do planeta, ainda que por lei eles estejam em uma prática legal no local onde se pratica. Em alguns países a crença religiosa em determinado deus não é opção, é obrigação mesmo!
   Se a soma dos recursos financeiros de tempo e de oferenda aos deuses que os fiéis fazem fossem aplicados no plano físico a pessoas reais, incluindo os próprios que se prestam a tais atos, quem sabe mais de 90% dos problemas principais da humanidade ou causados por esta no planeta, seriam sanados em menos de uma década e nossa espécie poderia se tornar realmente grande, lúcida e produtiva sem precisar usar o método parasita de ser para tal prosperidade que atualmente usamos. Em nosso atual estado de ser, ou parasitamos o ambiente em que vivemos exaurindo seus recursos de forma irresponsável destruindo outras espécies tão importantes para o equilíbrio natural de um sistema, ou parasitamos uns aos outros pelos mais diversos modelos sociais de economia, de trabalho e de fé.
  Quem sabe não exista uma forma mais parasita, descarada e vergonhosa de se viver senão àquela de usar uma crença religiosa para explorar a ingenuidade das pessoais, exaurindo seus recursos e desperdiçando de forma inútil o tempo destas, imputando-lhes paranoias para que estas se tornem viciadas e dependentes de quem as vendeu, prometendo-lhes o improvável sem o direito para questionamentos ou “devolução da mercadoria inútil” quando se descobre ser esta imprestável.
   Para todo tipo de empresa ou setor de serviços que existe no mundo “falho e pecador”, há uma ouvidoria, um canal de reclamação ou um meio de ser ressarcido em caso de fraudes ou engano intencional. Nunca espere isso na “casa de deus”, onde a “justiça” reina, pois o que para alguns é uma vergonha, para outros é um mérito, um meio de vida honesto, digno de apreciação e respeito inclusive de algumas autoridades civis, pois esses tais, os ungidos, acham ou fingem achar que estão fazendo um serviço para deus.
   Nesse contexto, a mesma pessoa que diz que deus criou sozinho todo o universo sem ajuda de ninguém num passado remoto e que ele não muda e nem precisa de ninguém para ser quem é, será a mesma pessoa que diz que agora ele precisa de 10% do que produzimos para se sustentar e que lhes compremos dezenas de bugigangas ungidas diferentes para que a sua obra não pereça sem recursos. Vai vendo...Dizem que acreditar nisso é um ato de fé, um ato até de inteligência.
   Pois, pela fé cada um diz o que quer, acredita no que quiser e constrói para si no campo metafísico, seres cujas características venham lhes favorecer de modo pessoal e prejudicar a todos quantos não se aceitarem seu modelo de construção mental acerca do ser inventado e venerado.
   Sempre que um desesperado ou egocêntrico encontra um oportunista, um novo modelo de deus ou de igreja surge do nada. Os deuses sempre foram fruto da necessidade e engenhosidade humana. Romantizar esse fato é a forma mais lucrativa que os o sistema religioso usa para criar adeptos e dar-lhes um falso consolo, uma falsa esperança, ou seja: dizer-lhes justamente aquilo que eles esperam ouvir.
   Os que assim agem, doando-se aos deuses, esperam ouvir do chefe religiosos e de outros membros que eles mesmos são bons, separados, escolhidos, amados do pai, e coisa do tipo, mesmo muitos destes sendo conscientes que são grandes corruptos, trapaceiros, caloteiros, genocidas e tudo quanto é de ruim num aglomerado de pessoas. Eles querem se achar superiores pois tem uma crença em uma divindade e fazem oferendas a esse suposto deus, mentindo a eles mesmos, dizendo ser real o fruto de suas imaginações coletivas socialmente toleráveis.
   Em outros recintos, se reunidos, esse tipo de agrupamento poderia ter diversos nomes a exemplo de plateia, circo, picadeiro, crime organizado, etc. Diante de um símbolo mistificado e de alguém vestido à caráter e tido como ungido de algum deus, eles preferem ser tratado com nomes mais requintados como povo santo de deus e cidadãos dos céus. Mas são gente como todo mundo. Meros mortais como qualquer um. Apenas falsa moral. Todos eles sabem que estão mentido a si mesmo e dizem isso das mais diversas formas, até pelos cotovelos.
   Um deus seja ele qual for, é sempre um modelo de arma pessoal que o fiel acredita possuir a exemplo de um porrete, arma branca ou arma de fogo que pode ser usada para atacar ou defender-se de outros ataques do mesmo nível. Bom seria que esses ataques ficassem apenas nas trocas de palavras mas todos sabem que não é assim.
   Um deus metafísico e suas representações são simples formas que alguns humanos criaram para fugir da realidade, enganando-se, achando ser algum tipo de imperado, mas seu império é o próprio nada, pois se não há prosélitos para convencer nem ninguém para subjugar com tais ideias fúteis a respeito desse deus, o mesmo fiel desanima, e a própria divindade antes valorizada agora perde todo o seu valor e o fiel se vê sozinho em um conflito existencial se mais ninguém aceita ouvir suas fantasias.
   Quem ostenta algo, o faz para se exibir a outros e não para si mesmo. Quem possui objetos de valor apenas para ostentação não ver motivo algum em usá-los dentro de casa quando estar sozinho. Afinal a intenção é causar inveja, humilhar, sentir-se superior... Assim também é com aqueles que ostentam os deuses a que dizem servir. Se não pudessem “esfregar na cara dos outros”, tais divindades veneradas não teriam valor nem para os próprios veneradores. Se o ecumenismo vingasse e todos passassem a venerar a uma mesma divindade, a graça de “servir a deus” perderia toda a graça. Afinal que graça tem saber que todo mundo vai para o mesmo céu, que ninguém para o inferno e que todos supostamente serão amados pelo mesmo deus? Aff...para isso não tem graça! Só em pensar nisso dá calafrios...! Diria um religioso se fosse honesto. Para os que acreditam em recompensas futuras, há mais prazer em imaginar a condenação alheia do que em usufruir da própria salvação! Esse é o lado tenebroso que todo crente procura esconder!
  Ter um deus pessoal, protetor, amigo, guardião e salvador, é como de se sentir especial só por carregar uma enorme pedra no peito achando ser um diamante de inestimável valor e depois descobri que aquilo era mera bijuteria sem valor algum, encontrado em qualquer riacho de qualquer lugarejo. Todo sentimento de grandiosidade e importância somem imediatamente mediante a constatação desse fato.
  Quem é honesto o bastante consigo mesmo sabe que é na hora do “vamos ver” que somente os amigos, a família, o dinheiro e tudo que esse possa comprar é quem nos tem realmente alguma utilidade. O resto é placebo!
   Depois de um certo tempo, muita gente descobre que na suposta casa de deus eles pagam por um serviço e proteção inútil e inexistente. Alguns de tanta vergonham de serem chamados de trouxas permanecem no mesmo lugar como se não tivessem feito tal descoberta. Outros não, se levantam, se libertam, se erguem e constroem uma nova vida, sem divindade alguma para esperar ou terceirizar suas responsabilidades. Nada mais honroso!
  Quanto mais deuses se constroem, mais rituais litúrgicos são criados, mais cativos se tornam os que a tais rituais se submetem e mais prosélitos se tentam alcançar para esse tipo de crença.
   Toda “guerra santa” parte do princípio de pessoas tentando convencer outras pessoas à cerca de de quem fantasia melhor sobre o deus mentalmente construído ou venerado. Nesse tipo de conduta, pessoas livres e ainda pensantes são convidadas a se tornarem semiloucas entrando na mesma linha de pensamento dos que construíram tais arquétipo da divindade em questão, e um ardiloso processo de condução coercitiva é montado em nome da fé por aqueles que almejam “salvar a todos da perdição”.
   Desse modo, todo dia tribunais da inquisições são montados em diversos locais diferentes do planeta por pessoas que creem em algum tipo de fantasia religiosa para julgar a crença alheia e condenar os que não tem crença alguma.
  Quase todo processo de salvação segundo as principais religiões do mundo envolve a submissão irrestrita a um determinado líder; o desapego a individualidade para torna-se massa de manobra; o processo de emburrecimento voluntário e coletivo e por fim o processo de reprodução dos dogmas aprendidos. É praticamente impossível servir aos deuses usando a lógica, a racionalidade, a razão e o pensamento crítico. A fé exige abstenção total dessas ferramentas. É preciso ser massa para crer e obedecer aos deuses. Indivíduos não o conseguem servir a deus algum, mas conseguem ser bons exemplos de como construir uma sociedade mais justa para todos.
   No processo de proselitismo, quando se há resistência na tentativa “pacífica” de convenção de novos candidatos a um sistema de crença religiosa, métodos persuasivos mais agressivos são usados para “salvar” o possível pecador.
   Desde o desprezo pelo “infiel”, a chacota, a projeção da falsa sensação de inferioridade no que resiste por não acreditar em tais ritos, a coação psicológica por meio da promessa de um inferno ou paraíso imaginário e quando esses métodos falham, morte aos infiéis é que muitos dos “escritos sagrados” orienta a fazer.
   Quase todo crente quando tenta converter outro a sua fé o passo é sempre o mesmo: primeiro o falso amor; Se houver resistência sem argumentos então vem a chacota ao que resiste; Se há resistência com argumentos vem o debate; e se houver resistência com argumentos sólidos então o fiel (que na maioria das vezes será derrotado) vai derramar toda sua ira em nome de deus, desejando desgraça, sofrimento e morte ao que resistira sua “mensagem de salvação”. Se o diabo fosse real, aposto que ele iria tomar aulas com certos crentes no que diz respeito a métodos persuasivos de conversão para aumentar seu exército.
   Vale sempre lembrar que praticamente todo deus trabalha no mistério, e que nunca manifestam suas vontades de forma pública, na vista de todos, mas sempre no oculto, em particular ao fundador ou líder do movimento. Sinal evidente de picaretagem ou manipulação por aquele quem dizem ser seu representante.
ESSE RACIOCÍNIO CONTINUARÁ NO PRÓXIMO TEXTO.
AGUARDEM!
Texto escrito em 7/9/19
*Antônio F. Bispo é graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

Ferreira Bispo
Enviado por Ferreira Bispo em 07/09/2019
Código do texto: T6739615
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Sobre o autor
Ferreira Bispo
Cristinápolis - Sergipe - Brasil, 37 anos
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Ferreira Bispo