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MARIA FIRMINA DOS REIS

     Creio que, embora se tenha apenas uma formação num país governante e outro lado governado; sejamos capazes de formar os que irão repassar tais informações como nossos professores assim o fazem, tutores, irmãos mais velhos. Como nesse ensaio apresento o que de longe até a maioria dos mais velhos não tem o saber: Maria Firmina dos Reis (Primeira romancista brasileira). Abolicionista, negra Maria Firmina lecionava aos pobres, era daquelas que fazem além de suas obrigações, não se contenta com o pouco e muda o que pode ser mudado. No último dia 11 de outubro, nos deparamos ao entrar na página do Google (alguns repararam), que no Doodle Google estava uma singela homenagem para Maria Firmina; o qual despertou meu interesse por aqui escrever sobre ela, era seu cento e noventa e quatro aniversário.

     Maria nasce em 11 de março de 1822 na cidade de São Luís, Maranhão. notória escritora da época, se esforçava para ser professora e mostrava valor por isso, em seus trabalhos e na sua filantropia. Em 1859 Maria Firmina publicava Úrsula: o primeiro romance de uma autora do Brasil. Escreveu poemas, cantos realizou projetos com aulas gratuitas em barracões de um senhor de engenho, como morreu, cega, pobre e subitamente desamparada com a vida numa casa de escrava com seus 92 anos ou seus 95; cabe lembrar que após nascer Maria foi batizada após mais ou menos 3 anos, como assim era de costume e até hoje se vê.

     No Maranhão existe um Centro Histórico de São Luís, o Complexo Deodoro, onde Maria Firmina dos Reis tem um busto em meio à 19 bustos, a única mulher do meio, ao lado de diversas pessoas que foram importante, para o bem do país como: juristas, diplomatas e dramaturgos. Friso em nos abrir à esse meio, escritoras esquecidas em nosso Brasil, nomes como Conceição Evaristo, Dionísia Gonçalves Pinto, Nísia Floresta, Carolina de Jesus, que mereciam muito mais visibilidade, autenticidade e explanação. Existe na rua Inácio Monteiro no Jardim São Paulo em São Paulo, uma biblioteca com o nome emblemático de Maria Firmina dos Reis.

     Ressalto esta importância porquê, atualmente só se constrói, só se reedita, somente pensa em teses novas, caminhos novos e não vemos quem irá transmitir quem não se encontra mais por aqui. O professor precisa de ajuda, chegou os escritores, agora estes precisam demais, e mais. Contar histórias é um dos maiores jeitos de ensinar e aqui faço e conto mais um pouco de um Brasil escondido, impróprio aos mais jovens e não por ser proibido a menores mais não contado como deve ser e com os nomes um pouco menos importante mais que salvaram vidas e acalmaram almas, essa não é função própria para historiadores e médicos.
JOÃO VICTOR FILGUEIRA
Enviado por JOÃO VICTOR FILGUEIRA em 08/11/2019
Código do texto: T6790170
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
JOÃO VICTOR FILGUEIRA
Ribeirão Pires - São Paulo - Brasil, 23 anos
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