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Ao Nosso Sentimento de Humanidade


Somos mais que a pequenez de nossos corpos perecíveis...
E se fizermos valer a vida para a qual viemos...
Se não quedarmos sob a tutela do orgulho e egoísmo que se contrapõem à generosidade  em nós  latente...
E se usarmos a nossa porção de tolerância e colocarmos sob controle a vaidade que  nos reduz...
Então faremos jus à finalidade para a qual nascemos: ser homens e  mulheres a construir a plenitude de nossa humanidade na convivência desafiadora  e estreita com as nossas limitações e potencialidades e as  de quem conosco caminha...
Nessa relação, nossa humanidade, além de revelar-se pelas fragilidades  também o faz pelas  virtudes embrionárias e outras em pleno crescimento...
Mais do que a fé ou a oração ditada por um movimento de lábios, a nossa conexão com o criador se dá pelo silêncio ante as limitações de nossos pares ou pela discreta  aceitação de suas   falhas, quando a mediocridade  recomendaria  alardear  o gesto infeliz ou  tropeço alheio...
Muitos nos intitulamos filhos de Deus e o somos, mas poucos de nós nos revelamos por meio da atitude essa filiação divina...
A fé manifestada pelos ritos públicos, onde o corpo parece estar mais presente do que o espírito, onde a forma sobrepõe-se ao conteúdo, assemelham-se as mais antigas práticas conhecidas como farisaicas...
A espiritualidade, que não carece de testemunhas, é bem mais escassa em nossa atitude  privada  nos âmbitos  pessoais, profissionais e sociais, onde o único juiz consiste na consciência, centelha divina em nós...
A terra necessita de uma atmosfera mais limpa, não apenas dos miasmas deletérios provocados pela poluição e o mau uso dos recursos naturais, mas principalmente, de mentes e corações oxigenados por  pensamentos de  amor, justiça, tolerância e perdão...
Estamos mergulhados nos fluidos de nossas próprias criações mentais quase sempre alheios ao princípio básico de fazer e desejar aos outros o que queremos para nós mesmos...
Assim, urge começar a reciclagem de pensamentos, sentimentos, emoções de modo a  gerar uma qualidade renovada de  boas vibrações  com as quais  todos nos beneficiaremos...
Nesse tempo em que o planeta pede socorro e dá sinais das suas chagas expostas é preciso pensar em todas as alternativas que fariam modificar o status quo indo à matriz, a causa primária, de todas as nossas mazelas.
Esta encontrar-se-á no exame  minucioso e  honesto dos nossos princípios, valores e  crenças, que  sustentam nossos sentimentos, pensamentos e ações...
Uma provável solução deparar-se-á na direção diametralmente oposta àquela  em que trilhamos até então, onde o ser humano se reduziu mediante o egoísmo, o orgulho, a  vaidade e a ganância, à busca de poder de qualquer natureza( econômico ou político) transformando-o num deus,  diante do qual se fez genuflexo e   subserviente.
 A esperança viceja, pois, quando nos apercebemos do sofrimento produzido à sombra desse modelo social fracassado, onde quase todos portam-se como meros consumidores...
 

Joselma de Vasconcelos Mendes
Enviado por Joselma de Vasconcelos Mendes em 07/10/2007
Reeditado em 07/10/2007
Código do texto: T684487
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Sobre a autora
Joselma de Vasconcelos Mendes
Serra - Espírito Santo - Brasil, 58 anos
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Joselma de Vasconcelos Mendes