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PRECISO DE UM TÍTULO AQUI

Será que devo chamar isto de prefácio? Mas por que? Se eu apenas estou com vontade de escrever, se nem sei o que ainda vou criar, qual estilo, linguagem, nem sei, mas sei que preciso criar, então vamos partir para a segunda tomada da seqüência.


Preciso de um título aqui. Sim, sem título não pode ficar!

     Então, é por aqui mesmo, me perdoem o nervosismo, sentem minha respiração? Estou tenso! È porque passo por uma crise de criatividade, nada tenha a escrever, parece que já usaram todas as idéias de todas as formas, que a imaginação chegou a o limite em minha cabeça, porque já parei pra pensar e nada sai, parece que nada sei. Mas algo importante eu consegui fazer, algo que não se vê, quer dizer, ele é invisível, mas você sabe que ele existe quando olha ao redor, e quando o texto muda de assunto, bem neste agora a questão assunto é nula, já quem nem tenho idéias de que vou falar... Sem mais rodeios quero lhes apresentar o parágrafo, é, vejam lá em cima, logo no começa da primeira linha, e porque estou surpreso? Porque estou surpreso? Porque é uma das poucas vezes que estou usando esse rapazinho aí, nem sei porque (não é por esquecimento!), mas quase não o utilizo, apesar de importante o ignoro... Espere, estou refletindo, está acontecendo tudo que eu mais temia: uma crise de criatividade é aceitável, mas estou a um passo a mais do que isso, porque existe uma lenda, muito verdadeira, que diz que todo artista quando precisa, tem necessidade de criar e no entanto não tem idéias, ele usa de artifícios que até então ignorava, ou odiava, e é o que está acontecendo comigo! Desespero jamais, embora seja uma jogada suja, e pensar que grandes escritores já fizeram isso, que vergonha à classe!
   Olhem bem aqui, o que é isso? Ahá, outro parágrafo, não sei começo a rir ou chorar, porque há ambos os lados: o bom de que estou começando a usar parágrafos, mesmo sem texto ou assunto, idéia e estas coisas que principiam, estou usando... E o lado ruim é de que estou jogando sujo como já disse, me rastejando perante a falta de imaginação. Eu estou tentando pensar em algo, espera tive uma idéia! Poderia procurar alguma coisa na internet e plagiar, colocar em meu nome e me dizer o autor desta coisa! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Cretino, eu mereço uma surra, plágio é crime, é ainda pior do que começar a usar algo que até então se ignorava, é inaceitável, é o cúmulo do sujo, nem tenho palavras para dizer deste meu pensamento. Preciso me tratar, ver o que está acontecendo com meu cérebro, porque isto é mais um indício de que isto não está normal. Primeiro quero escrever, tenho essa bruta necessidade e não consigo, depois eu passo a colocar parágrafos pensando neles como filhos, e agora pensar em plágio, nossa, um psiquiatra, tratamento de tortura, de choque!
   Aí está outro deles, parece agora um vício, embora vocês não o vejam, eu estou os usando e pensando freneticamente neles, e olhem só o tamanho destas linhas, o que já pensei aqui daria quase um conto, uma boa crônica, mas não idéias hoje não prevalecem, desculpe-me! E agora pensando, como estas pessoas, todos os escritores que existem no mundo conseguem criar tantas coisas sem repetir... Plàgio? Parágrafos?
Deixa pra lá, sem mais parágrafos, vou pensar mais um pouco, e aceitar, acho que o que eu tenho é apenas cansaço, talvez descansando um pouco eu consiga ter idéias, ter sonhos! Então é isso, ok, ok, não vou escrever nada hoje, não por enquanto.


Um agradecimento aqui? A quem, só se for um xingamento, porque só passei vergonha!


E por fim. Num gesto tradicional aqui deve ir minha assinatura, meu nome completo e a data que pretendia criar e não consegui.




Douglas Tedesco
Enviado por Douglas Tedesco em 19/10/2007
Código do texto: T700799
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Sobre o autor
Douglas Tedesco
Tijucas - Santa Catarina - Brasil
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Douglas Tedesco