A MULTINACIONAL DO MEDO

Por quase 2 mil anos despertando aquilo que há de pior nos seres humanos!

*Por Antônio F. Bispo

Pensem na seguinte situação:

Uma empresa foi suspostamente fundada dois milênios atrás por um visionário e 12 vendedores de MMN (marketing multi nível).

O mentor do projeto vendia a promessa de mudar a sociedade por meio da aquisição e aplicação do seu produto inovador.

Pouco tempo depois ele foi assassinado por integrantes de empresas rivais e mais antigas, que visando a falência eminente de seus negócios, moveu o povo e os principais líderes políticos para que o idealizador dessa nova marca fosse morto e a empresa destruída.

Como previsto, o líder morreu mas a empresa sobreviveu e foi reaberta sob nova direção. O produto principal (salvação) continuou sendo ofertado.

Todos os 12 vendedores dessa empresa foram treinados pelo líder para vender apenas 1 produto da franquia e os tais deveriam seguir os protocolos de atendimento ao cliente ensinado por ele, o fundador oficial da marca.

Diante de um cliente os representantes deveriam oferecer o produto e deixar que o cliente decidisse se aceitaria ou não a oferta.

Nada devia ser cobrado pela aquisição do bem pois o próprio mestre deles havia dito: “de graça recebeis e de graças dareis".

Caso alguém os rejeitassem, eles deveriam apenas se retirar daquela casa e seguir à diante, oferecendo a outras pessoas sem nada dizer (no máximo bater o pó da sandália ao deixar a casa do que rejeitara a oferta).

Por se tratar de um produto virtual, ao dizer SIM para o vendedor, o comprador receberia “direto das nuvens” o seu produto (um software) e imediatamente deveria fazer um backup de si mesmo, atualizando sua própria consciência para que à partir daquele momento, suas ações e intenções fossem regidas pelos protocolos da justiça, igualdade, fraternidade, paz, mansidão, temperança e acima de tudo o NÃO MENTIR, NÃO FRAUDAR, NÃO ROUBAR, NÃO MATAR e NÃO SE DEIXAR LEVAR PELA COBIÇA, GANANCIA OU INVEJA.

Outra mensagem do fundador da marca era: “digam a todos que dias melhores virão (se o respeito mútuo entre vocês coexistir).”

Porém, pouco depois, ao invés disso, os vendedores desse produto passaram a chantagear todos os povos da terra, ameaçando-os, intimidando-os e por vezes dizimando vilas e cidades inteiras quando tinham sua oferta rejeitada.

Trocaram a opção de SIM ou NÃO sugerida por aquele qual ser o mestre por: “Se não crerem em nós e não obedecerdes ao que ordenamos, perturbados e condenados todos vocês serão hoje e sempre”!

Séculos depois, usando esse método tenebroso, essa empresa ganhou tanto poder que até reis e tiranos eram eleitos se dessem às mãos (e parte dos recurso e poder) aos CEOs dessa multinacional. Caso contrário qualquer um poderia cair e ser retratado como uma criatura das trevas perante toda sociedade.

Eles passaram a controlar a opinião pública e a incitar a ira popular contra quem ousava enfrentá-los. Essa empresa se tornou A GRANDE MULTINACIONAL DO MEDO.

Ao invés de propagar a esperança de dias melhores (por ações reciprocas de todos os membros de uma sociedade), o inferno, a morte, a catástrofe e a desgraça precedia os discursos desses vendedores antes de ofertar o “produto principal”. Quando alguém aceitava o que eles vendiam, o fazia somente por livre e espontânea pressão.

Ninguém falava, pensava ou respirava se os administradores dessa marca não autorizasse. A vida e a morte de qualquer pessoa podia ser decidida por eles. Não apenas as dos humanos, mas as dos animais, dos vegetais, dos vermes e de qualquer ser vivente onde seu raio de atuação conseguisse chegar. Essa empresa montou o império das trevas mas decidiram se autodenominar como portadora única da luz.

A ciência, as artes, a literatura, o teatro e qualquer tipo de expressão humana também estavam sujeitos aos critérios de avaliação desses gestores.

Eles corromperam o software (a mensagem) original do fundador, mas por continuarem vendendo-o com a mesma embalagem como se fosse o mesmo produto. Alguns sabiam que não era o produto original e quando tentavam denunciar a fraude, eram mortos. Outros jamais desconfiavam (ou desconfiarão), pois jamais souberam que houve um produto original, sem falar que essa empresa investe muito em propaganda reversa e no cerceamento da análise crítica dos que ainda fazem uso da razão.

Na nova programação vendida por eles, consta os seguintes produtos: o ódio, a ganancia, a ira, a vingança, o sadismo, o egoísmo, o policiamento do pensamento alheio, o desprezo por negros, índios, gays e orientais e acima de tudo a idolatria e submissão cega aos gestores da empresa.

Sob a logo do “pai fundador” dessa empresa, os administradores dessa marca escravizaram povos, destruíram civilizações, conquistaram reinos e ergueram altares às suas próprias loucuras. Por uma falta de norte, os que usam esse programa corrompido continuam a dizer: “que assim seja! Cumpra-se em nós o teu querer, oh CEO fundador”!

E como mulas, carregam nas costas o pesador fardo da culpa, do medo, da hipocrisia e dualidade que os gestores lhes impõem. Como elefantes acorrentados a um banquinho de madeira, esses (que agem como paquidermes acorrentados) desconhecem a própria força e servirão como entretimento para os seus domadores até o fim de suas pobres vidas.

O que era pra ser um software (muito leve) se tornou um hardware (muito pesado).

Dessa forma, todo ser liberto e que ainda não comprou esse produto pirateado, será ameaçado pelos usuários que foram (e continuam sendo) enganados.

Eles não querem carregar (sozinhos) sobre os seus ombros todo o peso da ignorância e servidão, e quando encontram alguém sem fardo algum, agem em bandos para fazer com que o alvo seja mais um (bobo) acorrentado pelo fardo qual eles estão presos.

Quase mil anos atrás essa multinacional se dividiu pela primeira vez num evento que ficou conhecido como O GRANDE CISMA. Muitos pensaram que os ideais anteriores seriam revividos, porem apesar de dividida, seu meio de atuação e opressão permaneceram os mesmos.

Quinhentos anos mais tarde houve um segundo racha, e dessa vez centenas de milhares de filiais se espalhariam por quase todo o globo pelos próximos 5 séculos até os dias de hoje.

Também não houve mudança alguma. Apenas mais do mesmo continua sendo ofertado, porém todas se dizendo diferentes.

Todas continuam vendendo o mesmo produto (falsificado) com roupagem atualizadas aos gostos e padrões locais, cada um com uma embalagem personalizada para agradar determinado público.

Outras dessas filiais pirateadas, se acham espertas o bastante a ponto de venderem um combo desse produto (falsificado) para que os compradores sintam-se superiores em relação a quem compra apenas um deles. Assim agregam prosperidade, beleza, jovialidade e destaque social ao pacote principal. Por consequência, o preço do combo é bem mais caro. O resultado porém é o mesmo: NADA!

Foi assim com esse modo de ação e intimidação, que essa empresa (pirata) cresceu tanto que se tornou uma multinacional, e depois de séculos veio a se tornar essa megaempresa, que deseja engolir tudo o que encontra pelo caminho e desmoralizar quem se opõem aos seus métodos duvidosos de expansão. Por isso, hoje é possível encontrar uma dessas filiais em cada bairro, esquina ou rua de quase todos os países ocidentais.

Outro fato é que qualquer um atualmente pode se autodenominar representante dessa marca, além de vender e cobrar por produtos pirateados e ou sem nenhuma utilidade.

Qualquer um dentre esses representantes que possua mais de 50 seguidores (físicos ou virtuais) se acha no direito influenciar (ameaçar) prefeitos e vereadores de pequenas cidades (valendo-se do curral eleitoral como moeda de troca), e os grandes deles viram até conselheiros de presidentes, orientando sobre assuntos dos quais não tem conhecimento algum.

Quase todos eles (os gestores das filiais) passaram agir como agiotas e milicianos.

Além de ameaçar e intimidar quem não queira comprar os seus produtos, aos que aceitam, não estão aceitando apenas o produto, mas estão se tornando servos ou escravos de um sistema onde por imposição terão de doar 10% de tudo o quanto produzem ou faturam, além de concordarem com a amputação das próprias vontades e castração do próprio pensamento.

Ao receber esse produto (pirateado), qualquer homem livre em qualquer lugar do planeta tornar-se-á instantaneamente uma marionete nas mãos desses opressores, que dizendo-se mensageiros da paz, são os próprios emissários do caos.

O “dividis a túnica e o pão” passou a ser: “tomais deles tudo o que puderdes”.

O “Não ajunteis tesouros na terra” passou a ser: “nós podemos ajuntar (o vosso) tesouro aqui na terra para que recebais os dos céus).

E o “amai-vos uns aos outros” passou a ser: “gostais apenas dos que concordam contigo e odiais todos quantos não querem se juntar ao vosso time”.

Assim, vendedores e compradores desse produto se enganam mutuamente. Ao mesmo tempo que dizem que o mundo jaz no maligno, complementam que não cai uma folha de uma árvore se deus não quiser; Dizem que deus controla tudo, ao mesmo tempo que jogam para os Ilumitis, os maçons, os não crentes e todos os ateus do mundo a culpa pelos males que eles mesmo provocam tentando perverter a todos ao seu modo de ser e pensar; Dizem estar prontos e tem certeza que possuirão os céus, mas temem a morte mais que qualquer pessoa e estão sempre se apegando a tudo o que é “terreno”.

....

Para quem ainda não entendeu, nessa alegoria a multinacional é o cristianismo. O cristo é o criador da franquia, os 12 discípulos foram os primeiros a usar o modelo MMN, a igreja católica a primeira se apossar indevidamente da marca (e perverter seus ideais) e as igrejas evangélicas se tornou as filiais que vende (por imposições e ameaças) o produto pirateado como e fosse o original.

Encontrar a sanidade no meio de tanta loucura é o maior desafio de quem almeja a liberdade.

Eles bebem a hipocrisia e arrotam santidade. Peidam a perversão e querem ser chamados de arautos da moralidade.

Conseguir manter-se são por um longo período de tempo em meio a uma sociedade “cujo deus é o senhor” será um feito grandioso.

Quem o fizer, além de ser uma padra no sapato de uns, será referência para tantos outros que almejam viver em um mundo em que deus e o diabo não ocupem + 90% dos assuntos nas rodas de conversas e nem seja o motivo direto pelas ações de gente irresponsável que dizem “seu povo escolhido”.

Podemos desenhar (construir) o mundo que desejamos ou podemos viver no projeto de mundo que outros tentam desenhar pra nós.

Temos esse poder de escolha, mas muitos nem se dão conta disso. Nos tempos modernos a igreja e seus representes só terão influência direta sobre sua vida se assim você o permitir.

Sugiro sempre que REVEJAM SEUS CONCEITOS!

Saúde e Sanidade à Todos!

Texto escrito em 13/6/21

*Antônio F. Bispo é graduando em jornalismo, Bacharel em Teologia, estudante de religiões e filosofia.

Ferreira Bispo
Enviado por Ferreira Bispo em 13/06/2021
Reeditado em 13/06/2021
Código do texto: T7277988
Classificação de conteúdo: seguro