🔴 O incrível caso da mãozinha racista

Recentemente, Anielle Franco, a ministra da Igualdade Racial lançou mão de seu “Super Trunfo” (coringa) racial. A irmã de Marielle Franco arriscou: buraco-negro é racista. A moça virou piada, e o corpo espacial continua da mesma cor.

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, só aguardou sua oportunidade de “lacração”, carteirada identitária e inversão de papéis, passando de depoente a acusadora. Dedo em riste na cara, ela atirou o senador para ser queimado vivo, na fogueira imaginária do racismo etimológico, e assim expurgar o preconceito estrutural, por ter dito: caixa-preta. A ministra julgou que essa era a deixa para dar lição de moral. A caixa, até o momento, permanece preta, e a ministra virou motivo de piada.

Bárbara Carine viu o que estava acontecendo e achou que sua vez chegaria. Afinal, o lugar de falar lhe credenciava a dar sua “lacrada”. Naquele dia, a professora da Universidade Federal da Bahia saiu de casa disposta a combater o racismo. Então, como uma “caçadora de Pokémon”, ela esperou um vacilo dos malditos brancos. Mas aquele era um dia anormal, portanto, nenhuma batida policial, nenhum segurança truculento, nada de “playboy” ou dondoca.

Foi quando a professora avistou a escultura de uma mão segurando um tubo de detergente. Apesar de sua mentalidade associar a cena ao trabalho doméstico e, automaticamente, à mão de obra negra, a mão era clara. No entanto, achando que não encontraria outra oportunidade de problematizar algo com repercussão icônica e federal, seguiu com o drama artificial.

Bárbara não se fez de rogada e esbanjou o verniz intelectual: “estereótipo escravagista de manutenção de pessoas negras em espaços subalternizados socialmente”. Sensacional!

O racismo continua, mas a mãozinha racista foi retirada, o que caracteriza o pedido de desculpas a uma turba sedenta por sangue. O que Bárbara fez foi bárbaro.

Quando tudo se torna racismo, o racismo real passa despercebido.

RRRafael
Enviado por RRRafael em 10/12/2023
Reeditado em 10/12/2023
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