Resgate de fauna

No Brasil, resgatar animais da fauna silvestre é uma ação cada vez mais rotineira que vem sendo realizada, principalmente, pelas equipes dos órgãos ambientais e Centros de Controle de Zoonoses (CCZ).

Existem várias situações diferentes onde os integrantes dos órgãos ambientais (IBAMA, NATURATINS e CIPAMA) resgatam animais silvestres.

A forma mais comum desse tipo de atuação se refere ao resgate de animais silvestres que por diferentes motivos chegam ao ambiente urbano, causando incômodos e transtornos. Alguns animais, como tamanduás, gambás, emas, quatis, porco-espinho, macacos chegam às cidades fugindo de desmatamentos e queimadas; outros animais, como tartarugas, jacarés, lontras e capivaras chegam às áreas urbanas se deslocando pelos cursos d’água (rios, córregos, riachos etc.) que cortam as cidades.

Outros casos parecidos ocorrem quando predadores, tais como: sucuris, jibóias, raposas, jaguatiricas, gatos selvagens, e até mesmo onças se aproximam de residências situadas na periferia das cidades para predar animais domésticos (galinhas, cachorros, carneiros, porcos, bezerros etc.). É importante destacar que a chegada de predadores próximo às casas é sempre visto como preocupante, pois geralmente há um maior risco de acontecer acidentes, principalmente com as crianças.

Há também uma pequena parcela de ocorrências de animais silvestres (principalmente aves e macacos) oriundos do tráfico ilegal que estavam sendo mantidos nos domicílios e que, após escaparem do cativeiro, chegam às residencias dos vizinhos ou vão parar nos logradouros públicos.

Além desses casos citados anteriormente, é recorrente também o acionamento constante dos policiais e fiscais ambientais para recolherem outros animais silvestres bastante comuns em ambientes urbanos, como mucuras, pombos, corujas, guaxinins, iguanas, micos, sagüis, entre outros. Vale mencionar que muitos desses animais se alojam nos tetos e parapeitos dos edifícios, ou se abrigam em árvores situados nos quintais, jardins e parques. Em geral, quando esses animais se mantêm apenas nas praças e áreas verdes, longe das residências, eles são bem vindos. A maioria das pessoas até considera agradável a presença desses animais, mas quando algum deles se aloja nos telhados das casas, causando ruídos e odores desagradáveis, todos os moradores logo acabam rejeitando sua presença. É aí que os órgaos ambientais e os CCZ's são acionados.

Outro exemplo que tem se tornado bastante comum são as ações de resgate da fauna na área de formação dos reservatório nas diversas Usinas Hidroelétricas que estão sendo construídas por todo o país. Esse trabalho é realizado no período de enchimento do reservatório, quando os animais são resgatados nas áreas de algamento e, após isso, são levados para locais próximos. Apesar desse procedimento ser recomendado pelos órgãos licenciadores desses empreendimentos, ainda assim existem inúmeras críticas quanto aos resultados desse trabalho.

Além desses exemplos citados anteriormente sobre o resgate da fauna, vale mencionar também o trabalho de salvamento de botos e peixes diversos, que ocorre sempre no período de estiagem, especialmente entre os meses de agosto e outubro, quando lagos, córregos e canais baixam o nível d'água, compromentendo a vida dos animais que alim se encontram. No Estado do Tocantins esse trabalho é realizado por equipes do NATURATINS e CIPAMA através do "Projeto Peixe Vivo", que desenvolve suas ações nos municípios do entorno da Ilha do Bananal, como por exemplo, Lagoa da Confusão, Dueré, Formoso do Araguaia, Caseara e Araguacema. Os peixes e botos resgatados são transportados em caminhões equipados com tanques especiais para serem liberados nos rios e lagos próximos.

No caso de você se deparar com um animal silvestre próximo de sua casa, o primeiro passo a ser feito é manter a calma, e ficar observando o animal à uma distância segura, para saber para onde ele irá se dirigir ou esconder. O segundo passo é pedir para alguma pessoa entrar em contato com as pessoas habilitadas para fazerem o resgate do animal. Nunca uma pessoa sem treinamento e sem equipamentos adequados deve tentar capturar um animal silvestre.

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Publicado no Jornal Chico, edição n. 44, p. 07, de 05/09/2008. Gurupi – Estado do Tocantins.

Publicado no Jornal Mesa de Bar News, edição n. 267, p. 18, de 04/07/2008. Gurupi – Estado do Tocantins.

Publicado no Jornal Mesa de Bar News, edição n. 441, p. 15, de 02/12/2011. Gurupi – Estado do Tocantins.

Giovanni Salera Júnior

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Giovanni Salera Júnior
Enviado por Giovanni Salera Júnior em 31/03/2008
Reeditado em 30/12/2011
Código do texto: T924851
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