Terra da Garoa

Terra da garoa

A cidade de São Paulo com todos encantos, escândalos e IBOPEs, guarda nela o pólem da microssociedade que a faz reviver a vitalidade de forma a permanecer sempre grande. Um de seus minuciosos mistérios transita nos ares da Lapa. Coberto de massa cinzenta e maciça, estrutura uma variedade de tendências básicas para a vida moderna. O Mercado Municipal da Lapa “Rinaldo Rivetti” é uma coletânea de gostos, escolhas, tecnologia em contraste com sementes primitivas de benefícios narrados e olhares. Olhares que nos estigam a pensar melhor, ou ao menos, pensar diferente. Olhares como os daqueles rapazes que continham um visco despretensioso em relação à rotina de um dia de sábado pela manhã.

PAPO DE HOMEM

Fabrício, cujo nome verdadeiro é Flávio, 23; Adriano, 29 e Alexandre, 27; ambos Estoquistas de uma empresa situada nas mediações, encontraram no Mercado um espaço que contemplasse a sede por uma vida mais justa sem que para isso tivesse que transpirar toda a esperança em viver a essência de tudo. — Aqui é o lugar que podemos beber uma cervejinha, falar sobre o serviço, mulher e política, por que não! Comenta desconfiado Adriano.

O retrato de uma juventude vigorosa, parceiros da sociedade da informação em meio ao entre e sai de pessoas a procura de novidades, especiarias ou a fim de um passeio descontraído e enriquecedor. — Nesse Mercadão tem cada coisa. Flávio se referindo a algumas “figuras” extravagantes, desmanteladas, de aparência ou sem nenhuma, mas que o sorriso, em comum, estampa seus rostos.

Naquele sábado o que faltava, de repente aconteceu. A ilustre presença de um tal político que se dizia vinculado ao esporte. De imediato os meninos questionaram — A contratação foi em qual time? Em que segmento do esporte? (ironizavam)

Contentes brindaram mais uma cena que coloria aquele ambiente que proporcionava-lhes a oportunidade de serem eles mesmos. Sem máscaras, na simplicidade que transbordava em cada segundo de alívio por ser um SER, não um número, um resultado, um comportamento, um elogio, um cliente ou vendedor; mas por serem humanos, corinthianos (qualquer um real nos basta, diziam na modéstia), Homens com H maiúsculo.

Margareth Lilian
Enviado por Margareth Lilian em 25/06/2011
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