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Jania Souza - Contra todo e qualquer tipo de violência

Jania Souza é escritora brasileira, poeta, declamadora, artista plástica, economista e contadora, nascida na cidade de Natal. Tem ativa participação no movimento literário de sua cidade e do seu país. Sócia em entidades culturais nacionais e internacionais. Prêmios literários, dentre os quais o Talentos Helvéticos-Brasileiros IV – Contos/crônicas 2019 para sua obra “Em horas vagas”.  Livros solos, participações em coletâneas nacionais e no exterior.  www.janiasouzaspvarncultural.blogspot.com


Em sua opinião, o que é cultura de paz?
Cultura de paz é a prática do amor dentro do próprio indivíduo e na sociedade. É o exercício da serenidade, da tolerância, do respeito ao outro e as opiniões divergentes, é poder conviver e coexistir em paz com a diversidade de seres e de pensamentos sobre o planeta e, principalmente, em sua comunidade familiar, profissional, religiosa, política, econômica e social. É o caminho para que a paz realmente possa se realizar no meio dos homens, esses seres tão complexos e predadores. Para tanto, há necessidade do despertar da humanidade em cada um, para que se chegue a consciência individual e coletiva de que ninguém e nada é melhor ou superior ao seu semelhante, em qualquer área da vida do humano.

Como podemos difundir de forma coerente a paz neste vasto campo de transformação mental, intelectual e filosófica?
A difusão começa na educação familiar, quando os pais e demais membros familiares devem repassar às suas crianças o amor, a ternura, a compreensão consigo e com o outro, o exercício da paciência e a definição do tempo certo para a realização de sonhos e desejos, aprendendo a administrar o estresse, a ansiedade, a competitividade desumana e irracional, que destrói o homem e suas relações. A partir dessa ação, a difusão da cultura de paz ocorrerá em rede de indivíduo a indivíduo através dos relacionamentos de maneira coerente por ser verdade para indivíduos e sociedade, influenciando as transformações nos campos mentais, intelectuais e filosóficas por se tornar uma prática usual. Já se pode observar essa disseminação, embora lenta, na sociedade atual. A persistência e a convicção dos praticantes definirão a solidez de seu alicerce para um futuro, que se espera esteja próximo para acabar com esse caos de guerras, ódio, violências e tanto desamor dentro dos homens e nas suas nações e entre elas.

Como você descreve a cultura de paz e sua influência ao longo da formação da sociedade brasileira/humanidade?
A cultura de paz vem sendo amadurecida principalmente pelos derrotados, por saberem e sentirem que a ausência da paz elimina os mais fracos, os excluídos, os segregados, embora a Constituição Brasileira de 1988 reze que todos são iguais perante a lei. Ao longo da formação da sociedade brasileira/humanidade fomos centrados em um eixo de crueldade e massacre da dignidade e dos direitos humanos com toda espécie de crime contra a pessoa, principalmente, em função de sua fragilidade e subordinação ao poder. Essa prática nega a cultura de paz, que é seu anverso. O extermínio dos habitantes nativos e a importação de seres humanos do continente africano por questões econômicas de poder, demonstram e evidenciam a dor e o sofrimento do nosso povo em sua carne, que ainda não acabou por muitas questões estruturais, políticas, sociais, econ&o circ;micas, intelectuais e principalmente humanas. Outro ponto importante, que entrou na luta pela construção de uma cultura de paz foi o acordar das mulheres para os seus direitos, no Século XIX, no mundo e na América Latina, momento em que a valorosa escritora e educadora Nísia Floresta deu sua contribuição à essa causa. A violência é uma chaga cancerosa na sociedade humana. Lutar contra todo e qualquer tipo de violência é o único caminho para se alcançar uma sociedade mais equânime, justa, ideal para todos viverem com respeito à sua dignidade de ser humano, por isso torna-se de vital importância que a cultura de paz seja uma prática familiar, social, comunitária e do próprio país.

A cultura, a educação liberta ou aprisiona os indivíduos?
Depende do ponto de vista da cultura e da educação. A cultura e educação da civilização humana até o século XIX libertou o machismo e aprisionou mulheres, índios, escravos, crianças, idosos. A partir do Século XX, com o terror das grandes guerras, todos encontravam-se aprisionados ao poder da ambição de países bélicos. Mas posso afirmar com segurança que a cultura e a educação libertam os indivíduos, por possibilitar a esses a apreensão do conhecimento e das artes, que contribuem na formação de uma consciência crítica cidadã condutora à uma cultura de paz.

Comente sobre o espaço digital, destacando sua importância na difusão do despertar da humanidade.
Uma das maiores revoluções tecnológicas do homem resultou no espaço digital. Local onde as ideias boas ou más criam asas e rodam o mundo em poucos instantes. O melhor desse espaço é que ele começa a ser controlado e monitorado para que os "espertos" não o manipulem ao seu prazer deturpando verdades, informes, violências e crimes contra a humanidade para aliciar incautos ou inocentes. Nesse segmento se encontram as ideias que considero nocivas a evolução da cultura de paz. Todavia é precisamente na rede social que a cultura de paz passou a se difundir com maior rapidez e encontrar simpatizantes dessa prática que levará a humanidade à sua preservação em um ambiente propício às relações de fraternidade, solidariedade, cooperação e respeito, onde o ser possa realmente COEXISTIR.

Qual mensagem você deixa para a humanidade?
Somos todos irmãos e precisamos uns dos outros. Somente seremos saudáveis e felizes se estendermos nossas mãos para encontrar todas as outras mãos a nos apoiar em solidariedade. A paz mora em mim e em você. Que a paz seja nossa razão de existir. Paz e bem.
Dhiogo J Caetano
Enviado por Dhiogo J Caetano em 20/12/2020
Reeditado em 20/12/2020
Código do texto: T7140310
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Sobre o autor
Dhiogo J Caetano
Uruana - Goiás - Brasil
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Dhiogo J Caetano