O rio morto - AMBIENTALISTA

Hoje
mero
fio

d'uma
turva
água,

o rio
chora
mágoa.

A quem?
À lama
ou ao

lixo
que lhe
tiram

o ar?
Morto
está,

sequer
um só
peixe

há.
Este,
d'antes

caudal;
veio
fluido

forte,
ora
já nem

corre.
MORRE ...
Melhor:

MORTE
de há
muito

veio.
Quem o
mata ...

MATOU?
Quem
mata

lhe
tirou
das

suas
bordas
e nuas,

calvas
as
deixou.

Também,
quem,
feito

mal, fez
de em
cloaca

tornar
o rio,
alvas

águas
turvou
e quase

seco
o veio
tornou.

Morto
o rio,
morto

quem
o rio
já viu.


Alfredo Duarte de Alencar
Enviado por Alfredo Duarte de Alencar em 25/01/2013
Reeditado em 25/01/2013
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