Janela indiscreta (Colibridos - 021)

Éramos sombras erotizando movimentos,

enquanto, observados de outro apartamento,

éramos obscena imagem á beijar cortinas,

mistério e fornicação sob uma ótica curiosa.

Éramos luzes em devaneios eróticos,

no balançar de sedas e rendas ao vento,

no ofuscar da retina ao apagar da luz.

Do outro lado, o voyeur ultrajado,

a mente impropriamente maculada.

Mistérios e fornicação sob uma ótica curiosa.

Sandro Colibri
Enviado por Sandro Colibri em 24/05/2013
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