A onça e a raposa 
 
     A história aqui apresentada foi relatada por uma linda Coruja que resolveu observar a rotina alimentar de uma onça e de uma raposa que habitavam uma região do cerrado brasileiro. Com os olhos bem atentos, observava o cotidiano desses animais.
    Toda tarde a onça pintada saía para passear na floresta e falava:
     - Chegou a hora do meu banquete, vou providenciar.
     A onça pintada não demorava muito e voltava arrastando seu jantar ou com o seu banquete atravessado em sua boca. Fartava-se, abandonava os restos e ia dormir, debaixo de uma frondosa árvore. 
     Enquanto isso, a raposa ficava à espreita, lambendo os beiços, mas não se aproximava do apetitoso manjar, enquanto choramingava:
     - Humm... Que cheirinho de carne fresca e apetitosa. Quem dera comer um pedaço... Olhava, olhava e ia embora.
     Após dois ou três dias, aparecia um grupo de urubus e devorava a carniça. E assim, acontecia frequentemente.    
     Um dia, não se contendo de curiosidade, a coruja, do alto da árvore, perguntou à onça por que a onça sempre deixava um pouco de carne. A onça respondeu:
     - Eu deixo porque outros animais precisam se alimentar para viver também. Assim, o animal que vier comer o que sobra eu não lhe farei mal algum. Ao contrário, fico agradecida pelo fato de evitar que o odor desagradável enjoe o meu estômago. Preciso contribuir para o equilíbrio do sistema. 
     Ouvindo isso, a Coruja suspirou sentindo dó da pobre raposa medrosa que andava faminta e infeliz.

Moral de história: O medo estraga a felicidade.

 
Joyce Lima
Enviado por Joyce Lima em 13/10/2015
Reeditado em 13/10/2015
Código do texto: T5412815
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