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CURIOSIDADE DO SUBJUNTIVO

     Em nossa língua, são usadas expressões, similares entre si, que procuram garantir a realização do que diz a frase principal, pelo menos na intenção do falante. São as expressões tais como

     Seja como for, haja o que houver, venha o que vier, queira ele o que quiser, caia do céu o que cair, etc.

     Alguns exemplos:

     Seja como for, vou manter-me firme em minha decisão.
     Haja o que houver, não vamos desistir dessa viagem.
     Venha o que vier, não temo coisa alguma.
     Queira ele o que quiser, a última palavra será a minha.
     Caia do céu o que cair. o jogo será realizado na data marcada.

     Em todas essas expressões nota-se o seguinte: o verbo, que é repetido, está no modo verbal do subjuntivo. E os tempos verbais são o presente do subjuntivo, depois o futuro do subjuntivo.

     Tais expressões podem também ser usadas no tempo passado, e o interessante é que nesse caso o tempo verbal é o mesmo.

     Alguns exemplos:

     Houve, há muito tempo, um filósofo que pretendia saber tudo e discutir com qualquer outro sábio da época, fosse qual fosse o assunto tratado.
     No final do último campeonato, o técnico disse que, houvesse o que houvesse, o jogo seria realizado na data marcada.
     Eu lhe disse então que, quisesse ele o que quisesse, a minha palavra é a que prevaleceria.
     Caísse do céu o que caísse, decidi que não desistiria de minha intenção.

     Nesses casos, o tempo verbal é o imperfeito do subjuntivo.


 
Egon Werner
Enviado por Egon Werner em 05/06/2020
Código do texto: T6968186
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Egon Werner
Santa Rosa - Rio Grande do Sul - Brasil
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Egon Werner