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Tão "pequenininha" e, ao mesmo tempo, tão importante... a dona VÍRGULA !


                                 "Atacar, não recuar!"
                                            e
                                 "Atacar não, recuar!"

                                 Nestas duas frases, há uma diferença de
sentido expressiva, provocada pelo emprego, de formas diferentes,
da "danada" da vírgula.

                                    São vários os casos que a Gramática rela-
ciona, recomendando  o emprego da vírgula. Por isso, para não cansar
em demasia o amigo leitor,  o assunto será desenvolvido    por partes (assim como aconteceu com o assunto "conjugação do imperativo - negativo e afirmativo -.OK?)

                                    Então, lá vão alguns dos casos de emprego
da vírgula mais expressivos :

                                    Empregamos a vírgula :

1) Para DESTACAR CADA UM DOS ELEMENTOS DE UMA SÉRIE (ou
    os diversos componentes de um sujeito composto, no caso  de
    análise sintática).
 
    Exs.:" Comprei no mercado : banana, manga, laranja, etc". (aqui,
            a vírgula destaca cada um dos elementos de uma série).

            "Pai, filhos, netos e sobrinhos morreram afogados na corrente-
            za" (aqui, a vírgula destaca cada um dos NÚCLEOS  ou COM-
            PONENTES DE    UM SUJEITO COMPOSTO).

2) Para DESTACAR UMA PALAVRA OU EXPRESSÃO EXPLICATIVA RETI-
    FICADORA (funcionam como tal as palavras ou expressões :digo, ou
    melhor, quis dizer, melhor dizendo, aliás, isto é, etc.
                               
    Ex.: "Os povos do mundo, OU MELHOR, alguns povos do mundo so-
           frerão mais com a escassez da água".

3) ANTES DA PALAVRA (conjunção) "E", SEMPRE QUE O SUJEITO DA
    2A. ORAÇÃO FOR DIFERENTE DO DA 1A. ORAÇÃO.
 
    Ex.: João foi à aula, E Maria foi ao cinema.
          (O sujeito da segunda oração - Maria - é diferente do sujeito
           da primeira oração - João -)

4) Quando O ADVÉRBIO ou LOCUÇÃO ADVERBIAL (locução adverbial:
    duas ou mais palavras com o valor de um advérbio) ESTIVER DES-
    LOCADO (O local normal do  advérbio ou de uma locução adverbial,
    QUANDO A FRASE ESTÁ NA ORDEM DIRETA, É DEPOIS DO VERBO,
    consequentemente, NO FINAL DA FRASE.
 
    Assim, na frase...
 
   "Éramos mais felizes ANTIGAMENTE" , NÃO HAVERÁ VÍRGULA ANTES
    DA PALAVRA "ANTIGAMENTE" - que, nesta frase, é o advérbio -
    PORQUE ESTE ADVÉRBIO ESTÁ NO LOCAL NORMAL - final da frase.
       
    Se, porém, dissermos...

    "ANTIGAMENTE, éramos mais felizes",

     HÁ  A NECESSIDADE DE O ADVÉRBIO "ANTIGAMENTE"  SER DES-
     TACADO PELA VÍRGULA, PORQUE ESTÁ DESLOCADO NA FRASE, OU
     SEJA, FORA DO SEU LUGAR NORMAL.

5) PARA DESTACAR UM  APOSTO ("aposto" - pronuncia-se com o som
    fechado - é uma palavra ou conjunto de palavras "desnecessárias
    ou supérfluas", PORQUE PODEM SER RETIRADAS DA FRASE SEM AL-
    TERAR O SEU SENTIDO).

    Ex.: O Brasil, MAIOR PAÍS DA AMÉRICA LATINA, está se tornando
          um grande exportador de petróleo".

          (Retire o trecho, neste exemplo, que está em maiúsculo,     e
           confirme que a frase não sofreria qualquer alteração de senti-
           do).

6. PARA DESTACAR UM VOCATIVO ("vocativo" é qualquer palavra que indique um chamamento ou convocação. Indica sempre um interlocu-
tor, esteja ele representado por uma pessoa, um animal, um objeto, etc.
                           Acompanhe estes exemplos:

    Exs.:" MAMÃE, estou com fome !"

   ("Mamãe" é o vocativo, nesta frase, porque é a PESSOA que  eu
    estou chamando).  (Mamãe, é claro, indicando pessoa) ;

          " Entre logo, REX !" ("Rex" é o nome de um determinado cachor-
                                      ro).

          "Pare, VENTO, de ficar fazendo esse barulho!" ("vento" nem é
                                     pessoa, nem animal, mas um fenômeno da
                                     natureza).
     
   (Como pôde ser notado, entre o APOSTO e o VOCATIVO há as se-
    guintes diferenças :

    O APOSTO só pode vir NO MEIO DA FRASE (porque contém uma
                   informação adicional ou desnecessária sobre uma pa-
    lavra antecedente) e PODE SER RETIRADO DA FRASE, sem alterar o
    seu sentido.

    O VOCATIVO tanto pode vir NO COMEÇO, NO MEIO ou NO FIM DA
    FRASE E jamais pode ser retirado da frase, caso contrário  fica di-
    fícil identificar a quem ou a quê estamos nos referindo.

                             Imagine se, numa turma de alunos, porque alguns deles estão atrapalhando o bom andamento da aula,  o profes-
sor, sem fitar nenhum desses "desatentos", dissesse : "QUERIDO aluno, seria possível você permitir que eu dê a aula"?
   
                              (Seria uma mensagem meio indefinida, por não
ter sido dirigida a um interlocutor determinado. Não é verdade?)

                               (Este assunto é meio chato, mesmo, mas,
                                que jeito, né?)
                             
pedralis
Enviado por pedralis em 10/11/2007
Código do texto: T731960
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pedralis
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