Canto à Mãe Terra

De ti, sinto está força que move.

Me movimento por teus campos dourados

Absorvendo no meu interior silencioso

Tua aura de luz que renova a vida

Por ti, dou graças ao Criador

Que mesmo preocupado com a imperfeição humana

Na conservação do seio que o alimenta

Permite que minha alma brinque

Pura e ingênua diante dos olhos devoradores

Dos que não te querem viva

Em ti, busco a harmonia que equilibra

Desejando vivenciar a calma do desabrochar de tuas flores

E tendo por alimento o orvalho da madrugada que alimenta o corpo

E a luz do sol que aquece a alma.

Sinto de ti, a paz que aquieta

Preenchendo os vazios doloridos dos discernimentos

Com a ternura da consciência do nada sei, do nada sou diante de ti.

Quando no Bardo os olhos fecharem

Me abençoando com a visão de novos campos

E do pulsar do corpo, nada restar.

Alem da vontade de te saudar

Quando a voz calar sem à aflição do som incompreendido

Serei agradecida pelo teu direcionamento iluminado

Abrindo as fronteiras dos horizontes

E permitindo que eu adentre teus segredos

Que são desvendados aos que a ti pertencerem

Sem as limitações físicas.

E quando integrada a ti

Nos tornarmos unas com a mente do Criador

Cantarei a ti, Mãe Terra.

A paz do retorno ao teu ventre amado

Buscadora
Enviado por Buscadora em 30/04/2006
Código do texto: T147648