PRÊMIO “CLARA PANDOLFO” INSTITUÍDO PELA CÂMARA SETORIAL DO ÓLEO DE PALMA DO PARÁ  
    

     A cientista Clara Martins Pandolfo, falecida em 2009, que estaria completando em 12 de junho deste ano de 2012, 100 anos de idade, travou, durante toda sua alongada existência, luta tenaz e permanente em prol da Região Amazônica e seus recursos naturais, tendo sido pioneira na implantação da cultura do dendê (hoje conhecido como palma) em nossa região e pelo aproveitamento criterioso e racional da floresta, criando a conceituação de “Florestas de Rendimento”, hoje sagazmente mudado para Manejo Florestal, veio de ser recentemente homenageada pela Câmara Setorial do Óleo de Palma do Pará com a instituição do Prêmio “Clara Pandolfo”, ela que foi distinguida, ano passado (2011), com a escolha de seu nome para denominar a Mostra de Ciência e Cultura, em sua terceira edição, uma das programações que fizeram parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, por iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, através da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.
   Na oportunidade reproduzimos abaixo nota da coluna Repórter Diário, do jornal Diário do Pará, ed. de 20/07/2012, sexta-feira:
 
   “A Câmara Setorial do Óleo de Palma do Pará instituiu o Prêmio Clara Pandolfo, em homenagem à cientista que foi a primeira a defender a produção de dendê em áreas degradadas da Amazônia. Clara Pandolfo, que faleceu em 2oo9, teria feito cem anos em junho. A homenagem foi proposta por Eduardo Ieda, presidente da Biopalma, uma parceria da Vale com o grupo MSP, que monta no nordeste paraense um grande projeto para a produção de biodiesel a partir de 2015. Nos anos 1960, por intermédio de Clara, a então SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia), na época o órgão regional de desenvolvimento firmou convênio com o Instituto de Pesquisa de Óleos e Oleaginosas, da França, para pesquisar a viabilidade agrícola da palma (ou dendê) no Pará”. Segue:

   Pesquisas.
   “As pesquisas levaram a Sudam, que sucedeu a SPVEA, a criar, no início da década de 1970, uma planta experimental de palma na estrada do Mosqueiro. Em 1974, o projeto foi repassado à iniciativa privada e se transformou na Denpasa (Dendê do Pará S.A.), que foi vendida mais tarde ao grupo MSP, o mesmo sócio da Vale na Biopalma. A Denpasa produz até hoje e algumas de suas sementes híbridas de dendê foram vendidas para a Biopalma, que recentemente inaugurou no município de Moju a primeira usina extratora de óleo”.
     É o reconhecimento que chega, inda que tardio

Nota: Na foto acima, anos atrás, a cientista Clara Pandolfo recebe, no aeroporto de Lisboa, homenagem do Governo portugeês
Sérgio Pandolfo
Enviado por Sérgio Pandolfo em 21/07/2012
Reeditado em 16/08/2012
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