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"Era uma vez uma princesa chamada Dani Prado"...

Juazeiro, 12 de julho de 2007

Oie, minha princesa!

Ultimamente eu ando muito confuso. Mas também não é pra menos... estou numa indecisão da mais difícil possível, há 1800km de casa e sem saber o que fazer, se fico aki em Juazeiro ou se volto p Guanambi. Me furtarei a falar da angustia que deriva da solidão, pois sei q sabes muito bem o quanto é ruim e nos faz mal.
Na verdade luto para que todo esse “encanto” q existe entre nós, não se torne apenas a trajetória de duas pessoas – Lucas e Dany – que se encontraram de forma surpreendente e que viveram momentos inesquecíveis, sendo posteriormente remetidos ao irremediável vazio de um adeus. Uma história que tinha todos os pré-requisitos para dá certo por muito mais tempo, porém, teve um desfecho prematuro!
Depois da conversa de ontem, notei que mesmo sendo dito tantas coisas, as lágrimas me fizeram engolir tantas outras... com o fim, perdeu-se também um pedaço do coração que acaba por ser enterrado com os sonhos que foram feitos para um futuro que não teve chance de acontecer. Se voltará a ter essa chance, eu ñ sei! Sinceramente, eu ñ sei...

A única certeza q trago comigo é q se eu pudesse escolher, eu jamais sairia ai de Guanambi. Não q eu esteja arrependido da minha decisão, mas sim pq ai foi q eu conheci/ganhei/conquistei muita gente. Não me arrependo da vida q tive, nem tampouco do espaço e reconhecimento q conquistei. Sei q vou deixar saudades. Sei, também, q o mais importante de tudo isso são os verdadeiro laços de amizade, laços de família. Creio q saiba o quão difícil é, pra mim, viver sem rumo, longe de pessoas especiais como meus pais e Bruninha... viver de galho em galho, sem poder manter laços de amizades firmes... sinto um aperto no peito qndo vejo relações do tipo você mais Kátia. Relação q me foi negada. Amigos de infância, de tempo de colégio, sequer lembro os nomes; descrição perfeita encontro nos seguintes versos; “a primeira namorada, a professora do jardim, companheiros de estrada ñ se lembram mais de mim... amizade abandonada, só colegas de profissão, a família separada  meus vizinhos eu nem sei quem são”. E, pelo jeito, tais versos continuam me seguindo.
De quem é a culpa por tudo isso?!!
Será dos meus pais?!! Não, sei q ñ... sei q tudo foi feito visando uma melhor expectativa de vida. A quem devo culpar? Será mesmo q culpa é a palavra certa? Não, creio q ñ... apenas os planos q fiz para minha vida ñ foram os mesmos q a minha vida fez pra mim! Mas vou levando em frente, nadando contra a corrente só pra exercitar!
Eu até me sinto mais forte, mais sábio, mas imunizado contra as crueldades da vida... creio q eu tenha aprendido a ser e a viver sozinho.
Em Gbi, houve um tempo em que eu me senti um menininho sonhador que morava na lua. Ali cabiam todas as minhas faces e muitas coisas que faziam do espaço um lugar um tanto bagunçado. Tinha também um raio de sol pra me fazer companhia e clarear as páginas do livro que eu tinha escolhido para ler. Algumas vezes o passar de uma estrela apagava a vela que iluminava as folhas onde minhas palavras tinham adormecido. Servia para lembrar que eu devia seguir a mesma orientação. Num dia triste era mais fácil assistir ao filme preferido. A música ganhava um novo arranjo com o som de outros orbitais. Quando tudo parecia sufocante e a solidão tomar conta de todo o espaço, fugia dela e ia dar um tempo passeando na primeira luz que ali passaria. Logo encontrava uma marcianinha assustada, perdida assim como eu, e descobria que eu já não era assim tão sozinho. Minha Lua as vezes era do tamanho do mundo e outras vezes parecia tanto com meu quarto..." posso te afirmar seguramente q essa experiência foi muito crucial para a minha auto-descoberta, mais igualmente mutiladora... enfim, estou refeito! Ñ desejo nem ao meu pior inimigo o q passei, assim como diz Vygotsky, o aprendizado pode ter caráter prazeroso, ñ necessitamos do “aprender pela dor”. Agora chega de falar de mim, o “alvo aki é vc”!

Vou tentar expor com palavras quais as minhas pretensões e/ou expectativas, pois palavras é tudo o q tenho para expressar o que eu penso/sinto sobre tudo isso.
Até chegarmos ao imenso grau de cumplicidade q temos hoje, muito foi vencido. Ninguém pode imaginar o quanto foi difícil. Pensam q em menos de uma semana já estávamos lá, sentadinhos um ao lado do outro, envoltos entre sorrisos, cabelos, mãos, massagens, afagos, carinhos, mensagens, bilhetinhos, balas e chicletes. Ou até mesmo entre briguinhas, mal-criações, pirracinhas, farelos de cream-crack cuspidos ao falar e facadas? Não foi assim, e sabemos muito bem disso!

Como tudo começou? Mais ou menos assim...
Eu, constantemente, me surpreendo com a incrível mania q nós temos de rotular pessoas. Pré-concebê-las a parti de uma única imagem... e assim fiz com Daniela Magalhães Prado. Ainda me lembro muito bem da imagem... aula do professor Raimundo, quando de repente, surge vc; Linda, mas de cara fechada. Aparentemente mal educada, cruza toda a sala sem um simples “BOA TARDE”, põe o caderno lá e saí em seguida, como uma daquelas q ñ querem nada com a vida, q vai p a faculdade passear.
- Quem ela pensa q é pra se comportar assim? Só pq é alta e tens longos e belos cabelos? O fato dela ser linda assim, ñ lhe dá o direito de ser mal educada...
Aquilo realmente me incomodou... criei uma espécie de barreira contra aquela criatura aparentemente malvada e cruel. Pura bobagem da minha parte. Após trocar algumas “patadas”, percebi q ela não podia contra as minhas grosserias. E mais, descobri q ela era mais doce e meiga do q parecia... q por trás de toda aquela beleza, o q existia ñ era um “mulherão”, mas sim uma menininha com ar de indefesa. É bem verdade q hoje a realidade é outra, acho q as má companhias lá da sala ajudaram ela a se imunizar contra males e malicias q circulam por perto. Quase sempre obra de Fafá.
Vou tentar continuar, agora de um outro ponto pq aqui eu ñ resisti, acabei perdendo p as lágrimas... não consigo prosseguir, infelizmente!

Confesso q as coisas ainda estão confusas, tenho medo dessa nova experiência, medo de viver longe de vc's, q ultimamente passaram a ser as minhas amigas, minha família, e minha vida! Sei q vou sentir muito a falta de vc's, mas também sei q a saudade vai temperar ainda mais nossos reencontros.
Você sabe o quanto eu detesto despedidas, por isso vou evitar usar esse tom de adeus nas minhas palavras. Acho q posso enganar meu coração, fingindo q ainda estou em Gbi e q vc está “ali pertinho”, em Caetité ou Candiba, assim sentirei a tua presença um pouco mais perto. Não suporto, e vou negar permanentemente a idéia de ver 50km (GBI p CTE) se transformarem em 1560km (CTE p JUA) em questão de dias. Talvez essa distância me ajude a esquecer coisas q eu já deveria ter esquecido a tempos, coisas q me faz um grande bem e ao mesmo tempo me causa grande tristeza! Mas o momento agora é de alegria e descontração (ou pelo menos vou tentar...).
Desculpa + ñ consigo pensar em outra coisa a ñ ser a falta q sinto e que  vou sentir... O meu maior medo é q o tempo possa me sufocar, e q trabalhando e estudando, eu tenha tantos compromissos q ñ me sobre tempo para pensar em vc, para visitá-la ou coisa assim. Na verdade estou tomado pelo medo e pela incerteza. Mais uma vez terei q recomeçar a minha vida, espero q dessa vez eu possa ser + feliz. Não que ao lado de vc’s eu esteja infeliz, mas no conjunto, muito ainda me falta, espero encontrar aqui, uma nova motivação para viver.

Nos restam os bons momentos, ou apenas pequenas marcas deixadas por vc, bem mais visíveis q as q trago no coração/mente, mas igualmente dolorosas... coisa simples mas q fazem grande diferença, seja um mero “INAD” escrito numa folha qualquer, ou os adesivos com as inicias “D.L.K”... Olha q legal, até a pior das professoras (na minha opinião) nos deixou boas lembranças. vc lembra do tremendo constrangimento em q ela nos deixou, pedindo q eu parasse de te cheirar na aula dela?!! Ñ sei quem de nós dois ficou mais vermelho, se eu ou vc. Lembro ainda de vc como minha melhor companheira de leitura, apressada que só... mas q, comigo, aprendeu a controlar o ritmo da coisa! Bem como minha melhor companhia p subir ou descer escadas... isso pelo fato de vc deixar, mesmo q por alguns segundos, de ser mais alta q eu. Enfim, lembro de todos os momentos, desde os q vivemos como dos q deixamos de viver... dos sorvetes em Gbi q nunca deram certos, da oportunidade de te ver cantar q ñ pude comparecer ou então da enorme falta que vc fez na viagem p Maceió, a mesma falta q me lembrou vc na estampa da camiseta!  Estas dentre tantas outras boas lembranças. Restam... q palavra feia! Mas “restam” porque?!!
É justamente isso q to tentando evitar, esse papo com tom de perda, de fim. Vc me disse no telefone q temos q aprender a lidar com a perda. Mas, seria tão + fácil se as palavras “Continuam as...” pudessem substituir as palavras “Ficam as...” sem esse tom de perda, sem que houvesse essa tristeza, sem contar q “resto” é uma palavra muito pejorativa, não combina com tudo o que vivemos.

O que mais gosto em ti? Sem dúvida alguma é esse teu sorriso que me faz esquecer até mesmo das provas de Sidnay, e mergulhar numa atmosfera mágica, deixando-me extasiado diante de tanta paz e tranqüilidade.
Do que não gosto em ti? Não q eu não goste, diria q se trata do q menos gosto. Aqui tem coisinhas: as tuas “facadas” durante as aulas e das tuas orelhas com o ar de imponentes q elas trazem, fazendo chantagem para conseguir usar apenas ouro e durante longos períodos... assim sendo, te obriga a manter o mesmo brinco, qndo eu sempre espero q vc use, a cada novo dia, um adereço ou acessório diferente. Acho q se trata de mais uma implicância minha, já q tu ñ necessita de nada disso para se mostrar perfeita, basta abrir esse teu lindo sorriso.

Meu desejo agora é apenas demonstrar que as pessoas, quando adquirem uma determinada significância em nossas vidas, passam a viver conosco em pensamento. Quero deixar bem claro – para vc e para Kátia – que vc’s já fazem parte da minha vida, são como um pedaço de mim... e em meio à lágrimas – como não poderia deixar de ser – peço que jamais esqueçam de mim, mesmo que o tempo e a distância insistam em querer me apagar da memória de vocês.
Ah, não se preocupem, tenho um montão de fotos de vc’s e sempre que possível vou mandar notícias. E agora sim posso dizer que “O AVANÇO TECNOLÓGICO É EXTREMAMENTE IMPORTANTE PARA A SOCIEDADE. ATRAVÉS DELE, PESSOAS QUE TANTO SE GOSTAM, PODEM MANTER UMA CERTA PROXIMIDADE...” Pois é, o MSN, o ORKUT e o CLARO TORPEDO WEB serão os meus maiores aliados na grande batalha contra o esquecimento.

Lembra que outro dia eu te disse que carinho não se agradece?!! Pois então... não vou agradecer por tudo o que vivemos, vou dizer apenas q  vocês são sem dúvida o meu maior tesouro, o que tenho de mais valioso no momento, mesmo pq não tenho nem R$ 1,00 no bolso. Ah, tem outra coisa também... como sei que volta e meia ocorrem, em Salvador, encontros  de Letras como o EBEL, espero q da próxima vez q isso acontecer e caso vc’s pensem em participar, me avisem. Como aqui tem sempre carona para lá, será bem mais fácil e barato nos encontrarmos lá do que eu ter que me “abalar” daqui até esse fim de mundo que é Caetité. Fim de mundo sim... onde eu pude – graças ao PAI – viver ao lado de pessoas especiais como vc’s, os melhores dias de minha vida, sem dúvida alguma.

Vamos ao q interessa?!! O meu real propósito é deixar pra vc, uma meia dúzia de palavras que pudessem expressar a minha alegria e contentamento, juntamente com o sentimento de saudade, que trago...
Busquei palavras inéditas, mas acabei optando por palavras já conhecidas e escritas por mim em outros momentos... creio que, se tratando de um momento e de um sentimento tão delicado, o melhor será usar palavras simples e de fácil uso, as quais eu já estou familiarizado e q possui uma multisignificação menor, resumindo, palavras mais claras! Hehehehe. Espero que atinja em ti, o mesmo efeito q atingi em outros!
Queria dizer q trago comigo uma grande admiração e um enorme carinho por vc... vc que, conquistou cadeira cativa no meu coração. Espero q esse sentimento saudável possa ser conservado dia após dia, independentemente do que venha acontecer, seja com o tempo, com a distância ou com as pessoas q nos cercam. A certeza que quero deixar com vc é q TE ADORO de PAIXÃO...
És sem dúvida alguma, uma pessoa magnífica. Porém, de gênio forte, tão “marrenta” qnto eu... creio q seja esse o motivo dos tantos “atritos” ocorridos entre nós ultimamente. Furtarei-me a dizer q aceito incondicionalmente tudo o q vc faz ou o q diz. Temos cabeças, no mínimo diferentes, daí tanta divergências entre “idéias”. Por outro lado, acho q o interessante da vida é justamente essa diversidade q existe entre pessoas tão próximas. Imagine como seria ridículo se fossemos todos iguais? Qual a graça q teria?!! Sem contar q deixaríamos Ká de fora de nosso “lance”!
Só te peço p q ñ leve a sério essas nossas birras, q possamos vê-las como um tempero a mais na nossa relação, algo tipo pimenta... que, antes esquenta, mas q logo-logo passa. Deixa de ser ardida e passa a ser saborosa!

O que de melhor posso deixar são os ensinamentos q as andanças me proporcionaram.... Sei q ñ sou um dos mais experientes seres q habitam a terra. Mas também sei q ao longo de todo esse tempo e que, juntamente com a minha progressiva perda de cabelo, se acumularam ensinamentos preciosos. Durante todos esses anos q eu passei “vagando” pelo Brasil afora, tive a felicidade de compreender e confirmar a literatura de Drummond... “Eu aprendi que ‘amores eternos’ podem acabar em uma noite; que grandes amigos podem se tornar ferrenhos inimigos; que o amor, sozinho, não tem a força que imaginei; que ouvir aos outros é o melhor remédio e o pior veneno; que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos; que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência; que os poucos amigos que te apóiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram; que o ‘nunca mais’ nunca se cumpre; que o ‘para sempre’, sempre acaba; que minha família com suas 1000 diferenças, são todos muito parecidos e estão sempre aqui quando eu preciso; que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo; que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo; que vou cair e levantar milhões de vezes... e ainda não vou ter aprendido tudo!” Tenho paciência e tempo suficientes pra esperar, assim sendo, eu posso ainda assistir muitas aulas na escola da vida, filar outras tantas, contanto que no final eu possa ter “médias positivas” e “notas” como você... um 9,0 husahsua. (brincadeirinha, talvez um 9,5! Quem sabe um 10! ).

Outro dia eu usei estas mesmas palavras para Kátia... creio q mereces igualmente a ela:

“Um dia sei q vc vai se abrir p as oportunidades, daí verá q a felicidade sempre esteve muito mais próximo do q vc imaginava, e q vivê-la era mais fácil do q vc pensava, pena q aí será tarde, e vc descobrirá q perdeu muito tempo... tempo em q poderia ter aproveitado a vida com muito mais intensidade”

Ah, isso é só o q eu penso, e não uma verdade inquestionável!!!

Queria ter a certeza e a capacidade de transmitir a vc, a certeza de que apesar das nossas renúncias e loucuras, alguém irá nos valorizar pelo que somos, não pelo que temos, mesmo porque temos muito pouco, sei q, na condição de estudantes, guardamos apenas boas recordações... Que nos vejam como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida nos proporciona, que dê valor ao que realmente importa que é  sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém nos peça para que nós nunca mudemos, para que nos nunca cresçamos, para que nós sejamos sempre nós mesmos!

Isso não quer dizer q eu queira brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, “quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz”. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.... Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa. Liberdade de poder dizer a alguém o quanto ela é especial e importante. Assim como estou dizendo a você...

Tenho plena convicção de que, mesmo tendo escrito tanto, ñ fui capaz de demonstrar o que quero/sinto... nem sei se palavras seriam capazes de expressar tal sentimento, portanto, quero que guarde sempre a certeza de q tentei... deixei que minhas mãos se tornem extensão do meu coração/mente p q eu pudesse expressar nesse mero e-mail, não toda, mas sim uma pequena parte da grande admiração, e carinho q tenho por vc...

Como Kleide me disse outro dia, “se a vida ñ fosse constituída de presente, passado e futuro ñ existiria a palavra saudade. Por isso eu deixo as minhas palavras no presente para que no futuro você se lembre com saudade que eu fiz parte do seu passado.”









Queria, por fim, te falar da minha saudade, da enorme vontade de revê-la e ter a oportunidade de, mais uma vez, contemplar esse teu doce sorriso que me transmite uma paz e tranqüilidade inexplicável...
 

O papel de kátia em nossa relação!

Ser amigo nos momentos bons é fácil, muito fácil... difícil é manter uma amizade verdadeira, inabalável por fatores externos, quer seja pelo calor e indignação que sinto ao subir a serra com destino a aula de Sidnay, quer seja por conta de problemas hormonais do teu “ciclo”.

As vezes eu penso na possibilidade de dedicar muito do meu tempo na tentativa de entender as mulheres... tipo, nossa relação seria bem mais proveitosa, se é q isso é possível, se vc tivesse uma faixa indicativa na testa indicando: “TPM”, hehehe! Acho q eu seria um dos mais novos milionários emergentes, poderia vender um “Manual de Instruções para Mulheres”, pelo preço q eu quisesse q, ainda assim, teria tantos e tantos compradores a minha porta. Imagine só um manual de instrução capaz de decifrar os sonhos e desejos da mente humana?!!

Mas por enquanto eu uso dos artifícios que tenho para enfrentar as dificuldades/barreiras q atravessam o nosso caminho. Agradeço muito a Kátia, que ñ chega a ser uma “brastemp”, nem um exímio “Manual de instrução”, mas me/nos ajuda bastante quando há a necessidade de apaziguar as coisas entre nós. Os méritos de Ká, eu os deixo para uma outra oportunidade, já que as nossas conversas noturnas – via MSN – só me provam que muito pouco eu sei sobre ela. Ela que insiste em se manter na defesa, como se fosse ameaçada por tudo e por todos, tenta se mostrar dura na queda... só ñ sei até quando ela vai conseguir manter essa “máscara”, essa postura de menina firme, forte e inabalável.

No nosso telefonema vc falou em perda. Eu ainda ñ tinha olhado por esse lado. Acho a palavra perda, uma palavra muito forte e pejorativa. Eu neguei, mas como, ainda, não encontrei o adjetivo correto p tal situação, vou aceitá-lo por enquanto.
Assim sendo, sabe qual é o lado negativo de perdermos uma determinada pessoa: É a saudade que sentimos de estar com ela, a dor da distância, a solidão de encararmos que estamos sós... E o lado positivo de tudo isto é percebermos que o tempo a tudo adormece, que estamos mais fortes e amadurecidos, e principalmente, que mesmo se passando muito tempo, sobreviveremos depois de vencida a dor. Acredite! Pois é assim que estou vivendo
E agora sim, precisamente 03:15 da madrugada do dia 13 de julho de 2007, tenho a certeza que a dor da saudade junto as lágrimas me roubam as palavras. E mesmo que eu às tivessem, seria inútil. Pois não há em todo o dicionário, uma palavra sequer, capaz de expressar tudo o que penso e sinto neste momento.

A única certeza que tenho e que posso caracterizar é a que responde pelo nome de SAUDADE... certamente é isso que estou sentindo ao escrever e, que você, está sentindo ao ler as minhas palavras!

Ficam então palavras de Fernando Pessoa;

“O sonho é ver formas invisíveis
 da distância imprecisa, e, com sensíveis
 movimentos da esperança e da vontade,
 buscar na linha fria do horizonte
 a árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte
 e os beijos merecidos de verdade”


Um forte e saudoso abraço, às criaturas que eu mais amo nesse mundo...

                                                                           Lucas Barbosa.
Lucas Barbosa
Enviado por Lucas Barbosa em 05/09/2007
Reeditado em 08/09/2007
Código do texto: T640100

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Sobre o autor
Lucas Barbosa
Salvador - Bahia - Brasil, 33 anos
6 textos (1161 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/12/17 23:59)
Lucas Barbosa