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Ah, estrela imensa, que dizes adeus, com o lenço branco

molhado neste pranto, não mais no suor da tua arrebatada oferenda

Vieste dos céus com o teu dom imenso, e voltas liberto

de tanto sofrimento... onde cantas anjo

as notas de sol, as claves de lua, o compasso das estrelas

deixa-me alcançar, voar no encalço do timbre

que espalhaste no mundo, alargando o prodigioso

dom do canto, enquanto o olhar relembra a imponência

o sorriso, o prodígio, o brilho dos teus olhos

a mão estendida, a vaidade esquecida

soltam-se canções, música erudita, coros de meninos com sede

do amor que levavas em cada solfejo, a quem é negada voz

a tua alma imensa irradiava alegria,

Ah, cantávamos duetos secretos!

os passarinhos silenciavam

os seus cantos … mas continuarão escutando

redobrarei com eles as árias que semeaste no meu peito

eterno… coração de menino,guardo-te comigo

na infinita saudade que nunca será adeus!



A Luciano Pavarotti, com todo o meu amor e gratidão
8/9/2007

Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 07/09/2007
Reeditado em 08/09/2007
Código do texto: T643151
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 65 anos
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