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Às crianças de Beslam

Brado,e não há quem escute o meu grito.
Verto  lágrimas, e não encontro quem as enxugue.
Divagando sobre minha dor,
Olho em volta: Agonia, desespero, sangue e solidão.

Não tenho para onde ir.
Refúgio, brincadeiras, aconchego e carinho,
Fazem parte de um passado guardados na memória.

A insanidade brutal,
Das ideologias irracionais,
Marcou este encontro.

O cheiro da inocência é um oásis distante,
O futuro, uma miragem incerta.

Como entender corações e razões,
Que em nome do amor,
Fazem proliferar,
Ódio, tristeza, rancor?

O céu amanheceu cinzento,
Cor de chumbo,
Opaco.

O sol tênue foi impedido pelas nuvens,
Como não querendo presenciar tanta barbárie,
Não há luz, não há brilho,
Apenas esperanças prostradas,
Em olhares que fitam o amanhã,
Que certamente, não virá.


ÀS CRIANÇAS DE BESLAM [IN MEMORIAM]
                                                              PAULO PETER POETA
                                                                     Novembro/2013

Paulo Peter Poeta
Enviado por Paulo Peter Poeta em 12/10/2019
Código do texto: T6767958
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Paulo Peter Poeta
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 51 anos
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Paulo Peter Poeta