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                                     MINHA  MÃE

      Nasci como nascem as crianças sadias: chorando...
      Ao abrir os olhos, no entanto, deslumbrei-me coma sua  figura que me embalava nos braços com o carinho que só as mães sabem ter. Pressenti que você seria a minha estrela maior e que me guiaria por esse mundo que, naquele momento, se descortinava pra mim.
      Cresci, caminhei e com você aprendi que recebemos a vida e o amor de Deus.
      Não consegui evitar as dores da existência, mas aprendi que a  fé é que nos fortalece nos momentos de dor.
      A morte faz parte do ciclo natural da vida, porém não deixa de ser dolorosa, porque ela nos afasta, embora saibamos que  apenas  no campo físico, das pessoas que amamos. 
       Seu coração agora está inerte, mas o meu pulsa  compassadamenete com o seu, como se  eu estivesse ainda no  útero materno, sentindo o seu aconchego.
      Como Cristo, você foi humilde e soube doar-se a seus semelhantes.
      Ao Senhor agradeço a sua existência aqui na Terra, minha mãe, e a  Ele também agradeço os sorrisos,  as alegrias e os ensinamentos que me foram dados por você.
      Hoje, ao assoprar uma  nova vida,  partiu. Partiu, fazendo-se mais presente do que a própria ausência.



Vilma Tavares
Enviado por Vilma Tavares em 22/11/2007
Reeditado em 22/11/2007
Código do texto: T748392
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Sobre a autora
Vilma Tavares
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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