DINHEIRO LAVADO
 
A vida conjugal de Jô Formigon tem andado meio periclitante e para agravar um pouco mais a situação vivida entre ele e sua esposa, ele ainda a acusa de uma possível lavagem de dinheiro.

No conceito financeiro do mundo moderno, lavar dinheiro é o procedimento usado por algumas pessoas para disfarçar a origem de recursos ilegais.

Geralmente, essa prática ocorre justamente no momento em que alguém consegue ganhar dinheiro de forma ilícita, tais como naquelas situações ocorridas com crimes e atitudes ilícitas envolvendo o tráfico de drogas, contrabando, sequestro e corrupção, sendo que os donos dessa grana “ilegal” não podem simplesmente sair por aí, torrando-a, naturalmente, sem explicar a sua verdadeira origem.

Nos dias de hoje a mídia do mundo inteiro tem-nos mostrado e noticiado suas versões para explicar os inúmeros casos suspeitos de lavagem de dinheiro.

Na verdade, a expressão "lavar dinheiro" não é nova, ela surgiu nos Estados Unidos, algum tempo atrás, e servia para definir um tipo de falsificação de dólares que incluía colocar as notas na máquina de lavar para que elas adquirissem aparência de gastas.

Coincidência ou não, tanto lá quanto cá, com o passar dos anos, as "lavanderias" sofisticaram seus métodos, estendendo esse seu conhecimento para os povos “espertos” dos dois hemisférios. Estrategicamente, e/ou por conta disso, nos dias de hoje, a integração do sistema financeiro mundial permite que esses recursos escusos viajem entre contas bancárias de diferentes países em fração de segundos e aquele dinheiro que inicialmente era considerado “sujo” acaba sendo incorporado à economia formal de uma forma "aparentemente" limpa.

Do mesmo modo e de forma inexplicável, os vivaldinos financeiros, detentores dessas fortunas “fantasmas”, surgidas sem ter suas origens esclarecidas, conseguem armar estratégias as mais variadas para justificar a fonte desses valores e, assim, evitar suspeitas da polícia ou da Receita Federal; mas esse não é bem o caso da “lavagem de dinheiro” que gerou o problema familiar que tem afetado a paz e a tranquilidade de espírito do cidadão Jô Formigon.

Por ser um pouco descuidada e por não ter revirado os bolsos da calça que recebeu para lavar, a esposa dele tem sua parcela de culpa, no tocante a essa “lavagem de dinheiro” que ocorreu dias atrás no âmbito de seu lar.

Para amenizar essa situação, ela acusa o seu esposo de sovina e irresponsável, por ter camuflado aquelas notas de cem reais no fundo de um bolso falso, protegidas por meio de uma costura extra. Esse ato de esperteza dele a impossibilitou de ver as notas e retirá-las no momento em que colocou aquela peça de roupa juntamente com algumas camisas de colarinho branco e meio sujo na máquina de lavar da família.

Como se vê, não é todo mundo que consegue ter “habilidade” e "sorte" com a lavagem de dinheiro, mesmo que isso ocorra por um simples descuido, impedindo que essa operação “embaraçosa” lhe cause um prejuízo ou essa sua “atitude” não seja notada por outrem.

A esposa desse miserável e pão-duro chamado Jô Formigon é uma exceção à regra ou um exemplo raro de pessoa que conseguiu lavar dinheiro por engano e quando foi descoberta a "transação" passou a sofrer sérias consequências em razão desse seu deslize.

Bem feito! Quem mandou não se precaver direito...