CALANGO CONTRA-ATACA *22

O CALANGO CONTRA-ATACA

Depois que o cambista de jogo de bicho o chamou de largatixa, mas também o promovendo a jacaré, ele passou a freqüentar um montolho de areia do momento que o sol aparece até esconder, sempre a largatixear.

Não é que eu esqueci de novo no mesmo vitreaux o pedaço de sabonete que ele havia comido parte.

Como fazia frio não fui mais tomar banho de ducha dando repouso ao faminto hodometro, o relógio da Saneago. Quando o calor voltou eis-me de novo de calção e toalha no ombro. Abri a torneira da ducha e fui ao vitreaux pegar o pedaço de sabonete, que lá não estava. Pensei não é que o calango contra-ataca.

Se alguém vê-lo por aí, um calango soltando bolhas pela boca, preocupa não é mais um brasileirinho acabando com a fome zero.

Goiânia, 31 de OUTUBRO de 2009.

jurinha caldas
Enviado por jurinha caldas em 02/11/2009
Reeditado em 17/01/2011
Código do texto: T1900333
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.