PAU DE ARARA  (OU: "SI DEI DI MAL")
     Centro nervoso de certa capital metropolitana vinha chegando um agente de transito municipal, muito bem disposto para enfrentar mais uma jornada de trabalho e logo cedo já aborda um cidadão que acabara de estacionar seu veiculo em uma local de estacionamento não permitido, iniciou ali a questão que se segue:
     - Bom dia senhor, eu sou agente de transito municipal e...
     - E daí? Interpelou o motorista do veiculo.
     - Pois bem senhor como eu ia dizendo e o senhor me interrompeu eu somente quero lembrá-lo que o local que o senhor estacionou não é permitido estacionar.
     - Vá tomar banho! Disse o  esbravejante e autoritário senhor.
     O agente de transito sentindo a forma áspera e desrespeitosa que estava sendo tratado deu voz de prisão ao infrator e com ajuda de uma guarnição conduziu aquele indisciplinado a presença de um delegado que se encontrava de plantão, chegando à delegacia o agente narra o ocorrido:
     - Pois bem senhor delegado, este senhor estacionou em local não permitido e ao tentar abordá-lo este mal educado mandou-me “tomar banho”.
     - Ah! Então o bonequinho gosta de destratar autoridades não é mesmo?
- Você destratou e não respeitou a autoridade do agente de transito, e eu que sou Doutor Delegado que tens para me dizer?
     - Você? Resmungou o homem com ar de desdém
     - Você que vá tomar no centro do seu c...
     Ele mal conseguiu terminar a frase e foi imediatamente esbofeteado pelo delegado que disse raivoso:
     - Leve este infeliz para o cubículo e coloquem-no pendurado de ponta cabeça no “pau-de-arara.”
     O agente de transito seguiu junto inclusive para participar da aplicação do corretivo que estava na eminência de acontecer, mas...
     Como nada neste mundo é perfeito, ao pendurar o dito infrator de ponta cabeça eis que cai de um de seu bolsos uma pequenina carteira onde trazia o nome completo do infrator e se não fosse por apenas um detalhe, um pequeno detalhe que estava subscrito abaixo do nome, tudo teria acabado bem, e estava escrito em letras graúdas abaixo do nome apenas duas palavras: JUIZ FEDERAL, daí começou a correria onde o pobre do agente corre até a sala do delegado e assustadíssimo diz:
      - E agora doutor?
      - E agora digo eu! O que eu vou fazer agora? To fufu e mal pago!
      O agente de trânsito muito solicito e já com uma resposta pronta responde alegremente ao Dr. Delegado:
      - Se preocupe não dotô! Guente ai que eu vou dar um pulinho lá em casa bem rapidinho, tomo “o banho” sugerido pelo EXCELENTÍSSIMO SENHOR MAGISTRADO e retorno brevemente e o ajudo a solucionar o seu problema.