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MARIA BRETEIRA

MARIA BRETEIRA
Jorge Linhaça
 
Ela fica ali zoiando
quereno a atenção
que acuaso lhe for dando
quarquer um dos peão
vai logo si insinuando
quereno seu coração.
 
Fica sentada nu brete
isperanu acontecê
ela é rainha do flerte
venenosa como o quê
podi chuve canivete
que num larga do ocê
 
quer ser vista e desejada
ser rainha da ficação
é figurinha carimbada
em toda festa de peão
maria breteira danada
rodando de mão em mão
 
quer um peão famoso
pra segurá di vez
seu olhar malicioso
vai embromando o fregueis
e o peão qui é guloso
nun conta nem até três
 
Mió montá touro bravo
nem que seja o bandido
fica co'as marca dos cravo
dos cavalo enloquecido
do que virar escravo
desse amor destrutivo
 
Maria breteira é assim
quer a fama do peão
se a fama chega ao fim
ela troca logo di mão
e se manda pros confins
em busca de outra ilusão.
 
Credo em cruz, ave maria,
valha-me nossa sinhora
do poder da artilharia
das breteira de agora
vou parano a cantoria
digo adeus e vo'mimbora.
Jorge Linhaça
Enviado por Jorge Linhaça em 26/01/2007
Código do texto: T359906
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Jorge Linhaça
Salvador - Bahia - Brasil, 59 anos
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1 e-livros (284 leituras)
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Jorge Linhaça