CARNAVAL - Pelado sim - Pelado não.

CARNAVAL - Pelado sim - Pelado não.

(Autor: Antonio Brás Constante)

O carnaval invadiu o Brasil. Está nas rádios, na TV, nas ruas, em todos os lugares. É tanto zum-zum-zum sobre o assunto, que resolvi também escrever sobre ele. Se você estiver saturado deste tema, aconselho-o então a parar de ler este texto e partir para uma das outras várias opções oferecidas pelo jornal, site, portal, ou de qualquer outro lugar de onde você este lendo. Porém se for me acompanhar, venha por sua conta e risco.

O carnaval conta com uma série de hipóteses sobre sua origem, sem que haja muito consenso entre as mesmas. Ou seja, até as suas origens são repletas de bagunça. Uma boa parte dos historiadores acredita que ele tenha se iniciado como sendo uma festa “religiosa”, em épocas remotas (festas que hoje seriam consideradas pagãs). Se tivesse seguido este cunho religioso, talvez o carnaval de hoje fosse celebrado dentro de uma igreja. Teria a pessoa do Padre no lugar do Rei Momo, contando com freiras e beatas para substituir às porta-bandeiras e a ala das baianas e provavelmente o samba-enredo seria uma novena. Tudo isto ocasionaria a alegria de uns e a tristeza de outros.

Falando em Rei Momo, quero lembrar as crianças que definitivamente ele não é o primo sacana do Papai Noel. Caso fosse, poderia gerar uma pontinha de inveja no bom Noel, que vive cercado por suas renas, lindinhas e fofinhas, super parecidas com o “Bambi”, enquanto o Momo passa o tempo todo na folia, rodeado de belas e sensuais mulheres (existem rumores não confirmamos de que o Rei Momo é na verdade o Papai Noel disfarçado, aproveitando um pouco a vida).

Conforme informações extraídas de sites de pesquisa da internet, a etimologia da palavra carnaval deriva da expressão: “carne vale” (traduzindo: adeus carne!). Basicamente querendo dizer que após aqueles dias de festividades, o indivíduo deveria iniciar as privações da quaresma, repletas de jejuns, abstinências de toda ordem e muita reza. Purificando o espírito de todas as safadezas que seu corpo aprontou naqueles dias, tendo como ponto de partida uma tremenda ressaca na quarta-feira de cinzas.

Aos foliões é sempre bom lembrar para usarem camisinha em todas a relações, pois não adianta nada esquece-las em seus bolsos. Esta dica vale de forma redobrada para os casados (safados) que largaram suas esposas na praia, podendo assim cair na folia. Nestes casos, esquecer a camisinha no bolso, pode lhes expor tanto a doenças, quanto deixa-los em maus lençóis, caso suas esposas encontrarem os tais preservativos. E não esqueça que tem clubes que até deixam que você se divirta pelado (sem roupa), porém não esqueça de levar dinheiro porque nos clubes em geral pelado (sem grana) não entra.

Se você é uma das tantas pessoas que não gosta de carnaval, aproveite o feriado para ler, jogar futebol, passear com a família, ir a missa. Sente-se confortavelmente em seu sofá e assista às suas novelas preferidas. Só tenha o bom senso de desligar a TV tão logo acabe a novela, para não cair na tentação de ficar vendo aqueles bailes e desfiles pecaminosos, cheios de mulheres lindas e seminuas dançando na frente da telinha. Pois poderá começar a salivar, saindo correndo de pijama pela noite (no carnaval podemos andar de pijama na rua, ou até mesmo pelados, dependendo do lugar), para cair na gandaia.

Aproveite os dias de carnaval do seu jeito, tomando cuidado para que esta festa não acabe se tornando a última de sua vida.

IMPORTANTE: Se beber não dirija. Se for dirigir não beba, mas se decidir beber e dirigir tomara que não encontre as chaves do carro (seu bêbado irresponsável!). Tenham todos um bom feriado.

(SITES: www.abrasc.pop.com.br e www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)

e-mail: abrasc@terra.com.br

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Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 19/02/2007
Código do texto: T386159