O INVERNO FRIO E O BEIJO QUENTE...

O INVERNO FRIO E O BEIJO QUENTE...

(Autor: Antonio Brás Constante)

O que leva uma pessoa a escrever sobre o frio? Talvez o mistério gélido deste tema, ou apenas uma sensação desagradável que insiste em persistir no corpo, enquanto o autor tenta se concentrar em pensamentos mais nobres.

Tal assunto (em dias de temperaturas baixas), fica martelando dentro de nossas cabeças, congelando completamente nossos ânimos. O inverno é a estação em que os cronistas sentem vontade de escrever sobre as intempéries da estação. Os poetas sentem florescer em suas mentes frases frias e rimadas. Os ricos sentem o frenesi europeu. E os pobres sentem apenas os rigores do frio. É uma estação de sentimentos falsos, pois, por mais que algumas pessoas insistam em dizer que adoram o frio, na verdade o que elas gostam é de lareiras acesas, bebidas e comidas quentes, cobertores aconchegando seus corpos. Enfim, gostam de coisas que façam com que se sintam quentinhas.

O frio causa dúvidas sobre nossas emoções, nos deixando sem saber se os anseios que experimentamos, são verdadeiros ou apenas uma tremedeira causada pela baixa temperatura. Como exemplo, poderia citar o picolé, que é um dos prazeres do verão, mas causa arrepios quando lembrado no inverno. Podemos inclusive considerar o inverno uma estação “diet”, visto que, do mesmo modo que muitos alimentos dietéticos, também se apresenta em várias ocasiões com “zero calorias”.

Pensem nos transtornos que o inverno trás ao ser humano. Onde um simples passeio a pé acaba se tornando uma árdua tarefa, com um vento de congelar a alma massacrando o corpo, que mesmo protegido não consegue evitar os infortúnios do frio da estação.

Até mesmo a paquera fica difícil. Você vê aquele monte de roupas na sua frente. Apenas os olhos dela expostos e ainda assim meio fechados. Em uma tentativa frustrada ainda tenta despi-la em seu pensamento, mas desiste com medo de lhe causar um princípio de gripe ou pneumonia.

No inverno quando alguém diz: “tira a roupa e vem para mim”, o outro responde: “tem certeza?”. Mesmo que a pessoa aceite tirar a roupa, quando terminar de se despir terá de acordar o seu amor, que adormeceu pouco antes dela começar a tirar o terceiro par de meias, e que agora prefere continuar dormindo. Quem sabe amanhã o ânimo volta.

Por fim, o inverno é realmente a época do ano em que os amantes mais sofrem. As mãos frias tentando fazer carinhos são rechaçadas. A ternura das palavras sendo interrompida por espirros, por crises de tosses ou por fungadas, que lembram aos enamorados que aquilo que foi fungado, provavelmente desceu pela garganta de seu amado e que este logo vai querer beija-la de forma calorosa, para expressar todo o seu amor. Acho que agora convenci você, sobre as agruras que o frio impõe. Bom inverno e nada de beijos.

Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

(Site: www.recantodasletras.com.br/autores/abrasc)

E-mail: abrasc@terra.com.br

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

OUTRA NOTA DO AUTOR: Amigos, que a força esteja com vocês, pois sem força a maioria dos microcomputadores não funciona.

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Obrigado pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

Antonio Brás Constante
Enviado por Antonio Brás Constante em 28/07/2007
Código do texto: T583173