NAQUELA  AUDIÊNCIA.
 
Uma mocinha do interior, aquela bem simples, inocente, foi seduzida e abusada por um cara boa pinta.

Ela, meio atrapalhada diante do acontecido, contou tudo para sua irmã mais velha, também bem simples, mas um pouco mais esclarecida.

A irmã decidiu levar o caso à justiça e se ofereceu como testemunha.

No dia da audiência, a irmã abusada foi ouvida em primeiro lugar, depois o acusado, as testemunhas do réu, as testemunhas da vítima, ficando por último a sua irmã mais velha. Ao iniciar o interrogatório ela foi perguntada:


-- A senhora também foi arrolada por vontade própria?

-- Não! Não senhor. - Somente minha irmã foi arrolada.
Deyse Felix
Enviado por Deyse Felix em 29/01/2017
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